Notícias UPF

PPGCiamb realiza primeira banca internacional

  • Por: Caroline Simor
  • Fotos: Caroline Simor

Defesa de dissertação do PPG mais jovem da UPF contou com a participação de pesquisador de Chicago

A internacionalização dos programas de pós-graduação é um dos focos da Vice-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Passo Fundo (VRPPG/UPF), que, para isso, busca a qualidade dos projetos e das dissertações e teses apresentadas e reforça parcerias com instituições estrangeiras de renome. Na sexta-feira (14), o Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCiamb) contou, em sua segunda banca realizada, com a participação do professor Dr. Krishna R. Reddy, PhD da University of Illinois, de Chicago. A banca foi do egresso do curso de Química da UPF Wagner Luis Siveris, que desenvolveu seu trabalho sob a orientação do professor Dr. Antônio Thomé.

Segundo o orientador e vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, embora o PPGCiamb seja o mais novo Programa da Universidade, o trabalho qualificado dos professores e acadêmicos já traz bons frutos. “O PPGCiamb é o Programa mais jovem da UPF, e inicia suas primeiras defesas tendo como parceiro de banca o professor Dr. Krishnna Reedy, o que se configura como um resultado muito positivo desse movimento de internacionalização. Dentro da nova política da Capes, os Programas devem ter essa inserção nacional e internacional e a participação de um pesquisador de renome, com muitos artigos e livros publicados em qualificados espaços de produção científica, nos motiva a seguir trabalhando pelo crescimento do stricto sensu da Instituição”, destacou.

Para o coordenador do Programa, professor Dr. Cristiano Roberto Buzatto, a realização de uma banca com um professor estrangeiro é um incentivo aos demais mestrandos. “Essa é a primeira turma do Mestrado e já temos a primeira participação de um docente internacional. Além dessa questão, a banca também serve como inspiração para que os mestrandos se empenhem e busquem também essa internacionalização, com a participação direta ou indireta de pesquisadores de outras instituições”, frisou.

Wagner é egresso do curso de Química da UPF e escolheu o mestrado em Ciências Ambientais pela característica multidisciplinar. Para ele, o desafio foi intenso, mas recompensador. “É um momento importante para a minha formação acadêmica. Foi uma pesquisa bem desafiadora e, temos certeza, vamos colher bons frutos. Por ser um mestrado multidisciplinar, tivemos debates profundos e qualificados sobre diversos temas e isso agregou muito ao trabalho que conseguimos desenvolver”, ressaltou o agora mestre.

A dissertação teve como título “Injeção de nanoferro (Nzvi) para remediação de solo argiloso contaminado com cromo hexavalente”. A banca também teve a participação do professor Dr. Márcio Felipe Floss.

O professor Dr. Krishna R. Reddy tem uma longa relação com a Universidade de Passo Fundo. Pesquisador especial da Capes, ele já esteve na Instituição diversas vezes para palestrar, ministrar aulas e participar de bancas. Sobre a dissertação, ele ressaltou que a colaboração ajudou a identificar os problemas ambientais que prevalecem no Brasil e no mundo e a tentar encontrar soluções de engenharia eficazes e eficientes. “Em particular, a pesquisa apresentada tratou do uso do nanoiron para descontaminar efetivamente a poluição tóxica do cromato nos solos. Reuniões técnicas foram realizadas para revisar e desenvolver estratégias”, explicou.

Para ele, colaborar com universidades internacionais e organizações de pesquisa vai colocar a UPF na vanguarda da pesquisa de ponta e preparar os alunos para enfrentar os desafios locais e globais, além de desenvolver soluções novas e inovadoras. “Programas internacionais podem ser desenvolvidos para oferecer oportunidades para que estudantes de graduação participem de cursos e obtenham experiências de pesquisa em instituições internacionais. Além disso, os estudantes de pesquisa poderiam visitar as universidades uns dos outros para aprender e conduzir pesquisas. Até mesmo as visitas do corpo docente poderiam ser possíveis para fazer pesquisa ou para fazer o ensino colaborativo”, exemplifica o professor.