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Parcerias fortalecem a formação acadêmica, a pesquisa e a inovação

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Assessoria de Imprensa UPF

Por meio da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária, mais de 50 empresas atuam dentro da UPF

Em um mundo cada vez mais dinâmico, unir forças e práticas têm sido a solução para que as ações sejam viáveis estrutural e financeiramente nos mais variados setores. A Universidade de Passo Fundo (UPF) sabe bem como isso funciona, uma vez que realiza, ao longo dos seus mais de 50 anos, diversas parcerias em todas as áreas do conhecimento. Exemplo desse trabalho conjunto são as mais de 50 empresas que hoje atuam no Centro de Extensão e Pesquisa Agropecuária (Cepagro) da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária. Trocando experiências, tecnologias e procedimentos, elas oportunizam mais produtos e serviços para a comunidade e ainda permitem que estudantes, professores e pesquisadores possam ter uma formação ainda mais qualificada.

O coordenador do Cepagro, o professor Dr. Fernando Pilotto, destaca que o objetivo é consolidar as parcerias já firmadas e permitir que novas empresas façam da Universidade seu espaço de produção de tecnologia, produtos, serviços e conhecimento. Ele explica que a entrada dessas empresas no Centro oportuniza aos acadêmicos, aos estudantes dos cursos de pós-graduação, bem como os professores, espaços com tecnologia de ponta, sem que isso onere a Instituição. 

Mais de 50 empresas são parceiras da UPFPara ele, a cooperação somente traz resultados positivos. “É um sistema viável e sustentável, com parceria prática e de pesquisa, gerando resultados na formação dos estudantes, no desenvolvimento de pesquisas de qualidade e na interação com a própria comunidade”, frisa.

Parceiros diretos e indiretos
Presentes na UPF via contratos ou termos de cooperação, cada empresa também conta com as suas parcerias, fazendo com que existam interações diretas e indiretas. Essa realidade potencializa tanto o ensino, quanto a pesquisa e ainda proporciona a interação com a comunidade. 

De acordo com Pilotto, ao abrir as portas para que as empresas coloquem em prática seus negócios dentro da estrutura da Universidade, permite-se que a Instituição também esteja envolvida nos processos. Com ações como produção de soja, milho, cevada e demais culturas de inverno, além de mel, verduras e legumes, leite e derivados, a UPF se torna cenário de setores que fazem parte da vida dos consumidores locais e regionais.

Profissionais mais qualificados, comunidade e mercado de trabalho satisfeitos
Para o coordenador, essas parcerias proporcionam três coisas principais: acesso à tecnologia, sustentabilidade econômica para a Universidade, o curso e os laboratórios e ainda a aproximação com o mercado de trabalho. “Primeiro ponto é a disponibilidade para os nossos estudantes de acesso a tecnologias de última geração. O que há de mais moderno em tecnologia em agricultura hoje está disponível no Cepagro e os estudantes têm contato direto”, ressalta.

De acordo com Pilotto, essa relação de troca não é benéfica apenas para a UPF e para as empresas, mas também para o mercado. “Com as parcerias, a UPF conta hoje com o que há de melhor na produção de animais e vegetais a um custo zero, visto que as empresas que estão aqui dentro fazem o trabalho, permitindo o contato com os estudantes. Por fim, nessa troca temos um grande volume de estudantes que já atuam diretamente com as empresas, realizando estágios, por meio de bolsas que a Universidade firma, e assim, eles já conseguem trabalhar na área e, consequentemente, já garantem um futuro nas empresas”, destaca.

Andamento ao legado da Atlantucha
Fruto da dedicação e do trabalho da professora Lizete Augustin, falecida em janeiro de 2019, a Atlantucha, variedade de batata melhorada em laboratório, conquistou prêmios, certificações e reconhecimento da comunidade científica. Para dar sequência à pesquisa, bem como andamento aos processos de comercialização do produto, uma parceriaAtlantucha recebeu certificado de proteção definitiva em 2019 com a CMS Cereais também foi firmada. 

De acordo com o professor Pilotto, por meio dela será possível a produção de mudas de batatas para venda no mercado em todo o Brasil. Em contrapartida, os acadêmicos, professores e pesquisadores poderão participar de todos os processos. 

Assim, segundo o coordenador do Cepagro, o Laboratório de Biotecnologia Vegetal será sustentável, proporcionando bolsas para acadêmicos e retorno financeiro para a Universidade. “É importante para que o legado da professora Lizete seja mantido e que todo o trabalho dela tenha continuidade, visto que foi um marco para a Universidade e para a Faculdade. A Atlantucha é uma variedade de batata que foi produzida pela professora e que contribuiu muito para a consolidação da biotecnologia dentro da UPF, implantando o único laboratório do Estado em melhoramento genético”, lembra.