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Quando não existe doador, todo sangue é raro

  • Por: Assessoria de Imprensa UPF e Assessoria de Imprensa HSVP
  • Fotos: Yamada Taro/Getty Images

UPF e HSVP atuam juntos em campanha sobre sangue raro, em que acadêmicas do curso de Medicina criaram uma paródia para promover a reflexão sobre o tema

Em março deste ano, o Serviço de Hemoterapia do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, lançou a campanha “Quando não existe doador, todo sangue é raro”. No mesmo período, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia da Covid-19, o que intensificou ainda mais o contexto da campanha. A situação fez com que o medo e o receio diminuíssem o número de doadores, assim como aumentasse a demanda transfusional, em função dos pacientes internados com a doença. Dessa forma, isso mostrou que, quando não há doadores, qualquer tipo sanguíneo se torna raro.

A campanha visa a divulgação da existência do sangue raro entre os fenótipos identificados em alguns doadores de sangue, como também em pacientes. Nesse contexto, para exemplificar a iniciativa, foi utilizado como símbolo o trevo de quatro folhas. Conforme a professora do curso de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) e médica hematologista e hemoterapeuta responsável técnica da Hemoterapia do HSVP, Me. Cristiane Rodrigues de Araújo, a simbologia do sangue raro deve-se em função do trevo de quatro folhas ser raro, no sentido de que um a cada dez mil trevos tem quatro folhas, que é a analogia semelhante ao sangue raro, com um doador ou paciente a cada mil indivíduos.
 
Dentro da campanha também foi composta uma paródia da canção Trevo (Tu), do duo Anavitória. A música foi escrita pelas acadêmicas do curso de Medicina da UPF e integrantes do programa de extensão ComSaúde – projeto Doação de Sangue, Júlia Mognon Mattiello e Manuela Meinhardt Pinheiro dos Santos.

Segundo Júlia, a ideia de compor uma canção para acompanhar a Campanha de Sangue Raro surgiu pela música ser um instrumento importante na sensibilização do público, tanto para recrutar novos doadores, quanto para conscientizar da situação existente na nossa região. “A letra da paródia tem o objetivo de sensibilizar e conscientizar tanto doadores quanto receptores que necessitam desses tipos sanguíneos raros para seguir. É uma canção que busca inspirar e motivar a comunidade, mostrar o quanto cada gota importa àqueles que dela precisam para seguir em frente, seja lutando contra doenças, seja buscando a vida”, comenta.

A professora Cristiane salienta que finalizar mais um ano e poder divulgar um trabalho tão importante para a comunidade de Passo Fundo e região é motivo de orgulho, principalmente em um período tão atípico e com muitas incertezas. “Com a divulgação da música, reforçamos e finalizamos essa campanha propondo a disseminação do tema para toda a região. Ressaltando que quando não existe doador, todo sangue é raro, ainda mais nesse momento especial que precisamos que haja o maior número de doadores voluntários para garantirmos estoque suficiente, para que a transição do ano seja de forma tranquila e que nenhum paciente fique sem sangue”, pontua a docente.

Confira a letra da paródia:
Tu
É a gota que faltava
É sangue raro de quem doa
Que pode salvar pessoas
E dar novas chances para quem precisar
Na vida
Aiaiai

Tu
Que é sangue do meu sangue
Pedaço de mim que some
Mas que sempre volta pra me ajudar
Eu juro mais especial que você não há
Aiaiai

Ah,
Leva muito pouco tempo para doar
E ajudar
Ah,
É poder dar esperança para quem precisar
Com fé e amor para lutar
E a sorte virá
 
Tu
É a gota que faltava
É sangue raro de quem doa
Que pode salvar pessoas
E dar novas chances para quem precisar
Na vida
Aiaiai

Tu
Que é sangue do meu sangue
Pedaço de mim que some
Mas que sempre volta pra me ajudar
Eu juro mais especial que você não há
Aiaiai

Ah,
É tão bom ter alguém com quem contar
Que possa partilhar
A esperança para voltar a voar
Que eu vim aqui para te dar
Para continuar