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Oficina de papel reciclado propõe reflexão sobre reaproveitamento de materiais

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Atividade realizada pelo curso de Artes Visuais da UPF ocorreu na tarde desta quarta-feira, dia 12 de setembro

Repensar a relação das pessoas com os resíduos sólidos foi o objetivo de uma oficina de papel reciclado promovida pelo curso de Artes Visuais da Universidade de Passo Fundo (UPF). A atividade foi realizada na tarde desta quarta-feira, dia 12 de setembro, no Portal das Linguagens, Campus I da UPF, e integra os projetos de extensão Fazendo a Lição de Casa e Rio Passo Fundo, desenvolvido pelo Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), com o apoio do Museu Histórico Regional (MHR), do Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar) e do Comitê Rio Passo Fundo, ligados à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC) da UPF, e patrocinado pelo Programa CAIXA de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017/2018 da Caixa Econômica Federal.

A atividade, que é gratuita, ocorre sempre com pequenos grupos e terá novas edições até o final do ano. De acordo com a coordenadora do curso de Artes Visuais, professora Me. Mariane Loch Sbeghen, o grande debate proposto pela oficina é a reciclagem, com o propósito de realmente trazer a conscientização para o descarte correto de resíduos sólidos. “Fazer a população ver que não precisa jogar todo esse material, caixas de medicamento, aparas de papel, no lixo. É uma reflexão para um reaproveitamento de materiais que iriam para o lixo comum, que dá a possibilidade de produzir novamente uma folha e essa folha ser um subsídio e um suporte artístico para o trabalho de outros grupos”, explicou. 


A acadêmica Alessandra Rizzi, que conduziu a atividade, explica como é o processo de produção do papel reciclado

Ministrada pela acadêmica de Artes Visuais Licenciatura e bolsista Paidex, Alessandra Rizzi, a oficina também busca esclarecer a diferença entre o que é artesanal e o que é reciclado. “As pessoas têm uma falsa ideia relacionada a esses dois conceitos. No artesanal, é preciso trabalhar a fibra, que pode ser de madeira, de algodão ou de cebola, por exemplo. Reciclar, por sua vez, é ter a matéria-prima – que pode ser caixa de ovos, de medicamento, de papelão –, triturar e refazê-la em forma de papel”, esclareceu a coordenadora. Outra dica importante sobre a produção de papel é que, nesse caso, não há necessidade de usar nada além do próprio papel. “Todo mundo acha que, para fazer papel reciclado, precisa usar cola. A gente não usa nada, porque o papel que usamos como matéria-prima já tem isso na sua composição. Assim, podemos fazer projetos mais caseiros de uma forma educativa. Dá uma reflexão interessante sobre o que realmente a gente pode usar”, completou Mariane.