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Gincana do bem

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Professores e acadêmicos do curso de Engenharia Civil se reuniram, na tarde desta sexta-feira, para doar sangue. Ação faz parte da I Gincana Universitária em comemoração aos 30 anos do curso

Um grupo com cerca de 15 pessoas, entre professores, acadêmicos e funcionários do curso de Engenharia Civil da Universidade de Passo Fundo (UPF), se reuniu, na tarde desta sexta-feira, dia 10 de maio, para uma boa ação: doar sangue. A iniciativa integra as atividades propostas na I Gincana Universitária, que iniciou no mês de abril e se estende até junho, e faz parte das comemorações dos 30 anos do curso. As doações foram realizadas no Hemocentro do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. 

A proposta da doação foi feita pela organização da Gincana, que inclui atividades tanto de cunho acadêmico quanto social, aproveitando o Maio Amarelo, campanha que propõe uma reflexão sobre o número de acidentes de trânsito. “Em função dos feriados e mesmo do Dia das Mães, o mês de maio é marcado por muitos acidentes, e para atender a essas vítimas, os hemocentros precisam de estoque de sangue. Por isso, nós pensamos em unir as duas coisas, a Gincana e o Maio Amarelo, e abastecer um pouco os estoques dos hospitais”, explicou a coordenadora da Gincana, professora Me. Eliara Riasyk Porto. 

Participam da Gincana 98 estudantes, divididos em sete equipes. Nessa etapa, os acadêmicos foram desafiados a se mobilizar a doar e convidar outras pessoas a doarem sangue. Pontua quem conseguir o maior número de doadores até o dia 31 de maio. “Temos principalmente os acadêmicos da Engenharia Civil participando, mas também alguns de outros cursos foram convidados pelas próprias equipes, assim como professores e funcionários. Algumas equipes mais engajadas estão articulando para trazer pessoas de outras cidades, que não têm hemocentro. Temos até o dia 31 de maio para movimentar o Hemocentro”, contou. 

Na opinião da professora, esse tipo de atividade é uma forma de tirar os acadêmicos da sua zona de conforto. “Às vezes, os estudantes têm uma visão um pouco restrita em relação à abrangência de uma universidade. Nossa função não é simplesmente ir para a aula, aprender alguma coisa sobre a nossa profissão e ir embora. Viver a universidade é entender também o que ela significa em uma cidade, em uma região e em um país”, disse Eliara. Além da doação de sangue, a Gincana também propôs a arrecadação de alimentos, roupas e brinquedos

Número de doadores ainda é baixo
Segundo dados de 2018 do Ministério da Saúde, apenas 1,6% da população brasileira é doadora de sangue. Isso significa um índice de 16 doadores para cada grupo de mil habitantes. Apesar de o percentual estar dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população –, a necessidade de doações é muito maior. O medo e a falta de informações sobre o processo ainda estão entre as maiores barreiras para que mais pessoas se tornem doadoras. 

E esse medo foi superado pelo acadêmico do quinto nível do curso, Vinnicius Portela. Doando pela primeira vez, Portela contou que, quando era criança, tinha um tio que era doador, e que achava isso muito interessante, mas, pelo medo de agulhas, ele próprio nunca havia doado. O desafio da gincana foi a oportunidade que faltava para que o acadêmico criasse coragem. “É uma ação importante, quanto mais pessoas doarem, melhor. Um dia, eu posso precisar, um familiar meu pode precisar, não é apenas por uma gincana, é algo maior”, contou o jovem, que garante que agora se tornará um doador recorrente. “Tudo forma seu caráter, a pessoa que você vai ser. E fazer um gesto bom para uma pessoa faz bem também para mim, me torna uma pessoa melhor. Ajudar o próximo é sempre bom”, concluiu.