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Diálogo com os estudantes

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes e divulgação

Por meio de conversas, acadêmicos são convidados a compartilhar demandas, experiências e desafios da vida acadêmica para contribuir na construção da Política de Atenção ao Estudante da UPF

Quais desafios, frustrações, alegrias e sofrimentos permeiam a vida acadêmica? São essas algumas das perguntas para as quais a Universidade de Passo Fundo (UPF) tem buscado respostas para construir uma Política de Atenção ao Estudante. Para isso, a Instituição passou a promover momentos de escuta e diálogo com os acadêmicos, por meio encontros que iniciaram nessa quinta-feira, dia 8 de agosto, na UPF Sarandi, com a presença de representantes das turmas, Diretório Acadêmico e direção do Campus. O objetivo é que os estudantes tenham um espaço para compartilhar demandas e desafios da vida acadêmica e para apontar as principais experiências vivenciadas na Universidade e que, em sua concepção, devem ser introduzidas na Política de Atenção ao Estudante. 

O encontro foi conduzido pela acadêmica do curso de Serviço Social e funcionária da Instituição Silvana Ribeiro. De acordo com ela, esses momentos visam à elaboração de um diagnóstico que será a base da Política. “O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UPF destaca que ‘não há sentido pensar a universidade sem o protagonismo do estudante. Não há sentido ousar no ensino, na pesquisa e na extensão sem que os estudantes sejam o cerne do ato educativo’, e, dessa forma, não há sentido pensar uma Política de Atenção ao Estudante sem ampliar a escuta e o diálogo in loco com os acadêmicos”, explica. 

Espaço de escuta e cuidado
Nesta sexta-feira, dia 9 de agosto, também foi realizado um encontro, na Faculdade de Medicina (FM), com acadêmicos do terceiro nível do curso. A atividade contou com a presença das funcionárias do Setor de Atenção ao Estudante (Saes) Patrycia Sbeghen Zanatta e Ana Luíza Funghetti, que também é professora do curso e abriu espaço na disciplina de Psicologia Médica para que a atividade ocorresse. Na opinião da professora, qualquer política precisa ter a participação dos acadêmicos. “Isso estimula o protagonismo, a liderança, que é uma das habilidades que precisam ser oportunizadas neste momento. E não teria como pensar em uma política para benefício dos estudantes sem nós os ouvirmos. A minha disciplina, que já tem essa tônica de escutar os estudantes para que eles possam falar dos conteúdos, das vivências e fazer essa inter-relação, está aberta para que possa se construir, trabalhar essa política”, destaca. 

Para a acadêmica de Medicina Ana Katharina Dalbosco, esse espaço é uma oportunidade de ser ouvida enquanto estudante e de ajudar a construir a universidade. “Acho muito importante que a Reitoria nos disponibilize esse espaço, com pessoas que estejam interessadas em ouvir o que nós temos para falar, porque acho que é assim que se constrói uma universidade. Não só com a visão do professor, com a visão do gestor, mas sim com a visão do aluno. Porque é com ele que se faz a universidade”, pontua a acadêmica, que acredita que a atividade também seja uma forma de contribuir para sua formação profissional. “É uma maneira de, além de construir uma universidade com espaço para todos, nos ensinar para que um dia, como profissionais, também possamos ouvir as pessoas que dependem de nós. Acho que isso deve ser ampliado para todos os níveis e que mais cursos e mais turmas possam ser ouvidos, porque assim é possível construir um espaço extremante democrático e que possa acolher a todos”, finaliza. 

Ao longo do semestre, serão realizados esses diálogos com mais estudantes, de diferentes cursos. Professores interessados em abrir espaço de suas aulas para que os encontros ocorram podem entrar em contato com a Reitoria da Instituição.