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Campanha de prevenção do HIV/Aids é realizada na UPF

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Leonardo Andreoli

O curso de Enfermagem da Universidade de Passo Fundo (UPF) promove durante esta terça-feira, 5 de novembro, no Centro de Convivência, Campus I, uma campanha de prevenção e conscientização do HIV/Aids. A ação conta com a participação dos acadêmicos do IX nível, que estão orientando de forma lúdica a comunidade sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids é comemorado internacionalmente em 1º de dezembro. A data tem como objetivo sensibilizar a população sobre a doença, que é uma das que mais mata no mundo. Segundo o Boletim Epidemiológico HIV/Aids - 2018, a média nacional de casos notificados da doença corresponde a 90 novos casos para cada 100 mil habitantes. Em nível nacional, o Rio Grande do Sul está em 1º lugar no ranking de óbitos por HIV/Aids. Além disso, o estado encontra-se em segundo lugar na detecção de novos casos, com 32,3% nos últimos três anos. Em Passo Fundo, 1.200 pacientes estão em tratamento.

A professora Me. Sandra Maria Vanini comenta sobre a importância da atividade. “O curso de Enfermagem, preocupado pela incidência de novos casos de HIV em jovens universitários de 18 a 24 anos, tenta trabalhar dentro da Universidade a conscientização sobre o uso do preservativo e a importância de esse público entender que as doenças estão no nosso meio, na nossa volta, que não têm cara ou cor. Estamos estimulando o comportamento seguro e queremos estimular também que as pessoas, caso tenham um comportamento de risco, façam testes rápidos para detectar a presença de doenças e, se o resultado for positivo, iniciem o tratamento. É necessário que cada vez mais a gente invista em ações de promoção de educação e saúde junto às pessoas”, disse. 

A campanha, que segue até as 17h com atividades, que ainda ocorrem no Centro de Ensino Médio Integrado UPF, também é organizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Passo Fundo, através do Serviço de Atendimento Especializado (SAE). Conforme a 1ª coordenadora do SAE, enfermeira Seila de Abreu, em Passo Fundo há uma média de 90 a 100 casos por ano diagnosticados. “O que se tem observado desde 2018, e em 2019 está se repetindo, é a mudança no perfil dessas pessoas com HIV/Aids. Até 2017, era igualitária a questão do sexo feminino e masculino. Já em 2018, houve uma mudança: 80% dos casos diagnosticados foram de homens, e desses, 60% são de homens que têm relações sexuais com outros homens. Essa é uma população para a qual estamos olhando com um pouco mais de carinho e atenção, já que ela é mais vulnerável”, relata.

Ainda segundo Seila, quando se fala em escolaridade, há um aumento no que se refere aos universitários. “A ideia da ação é ir para dentro das universidades e faculdades, mostrando para o público acadêmico que essas doenças estão aí. Queremos conversar com a comunidade e questionar: será que vale a pena, por um momento de emoção e de prazer, se expor às doenças?”, pergunta, destacando as formas de prevenção. “O melhor método é o uso do preservativo, mas também existem outros, como a prevenção combinada. Além do preservativo, o que eu posso fazer para me prevenir de algumas ISTs? Há as vacinas da Hepatite B e do HPV, a profilaxia do HIV. Existem outras maneiras de prevenção que podem ser associadas com o preservativo”, pontua.

No dia 29 de novembro, na Praça Tochetto, ocorrerá uma ação semelhante em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, lembrado no dia 1º dezembro.