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Brinquedoteca como exemplo de produção de conhecimento

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Pesquisa envolvendo as escolhas do brincar foi destaque na Semana do Conhecimento de 2019, apresentada por acadêmica do curso de Pedagogia

Considerada como um laboratório de aprendizagens lúdicas, oferecendo vivências de jogos e brincadeiras para brincantes de diversas faixas etárias, a Brinquedoteca da Universidade de Passo Fundo (UPF) se destaca por ser um espaço onde acadêmicos e professores têm a possibilidade de desenvolver projetos com a comunidade educativa. Um deles, intitulado “Escolhas no brincar de crianças visitantes da Brinquedoteca Universitária e os materiais não estruturados", foi construído pela estudante do curso de Pedagogia, Sabrina Trevisan Schuster, que o apresentou durante sua participação na Semana do Conhecimento.

A pesquisa teve como objetivo analisar as interações de crianças que visitaram a Brinquedoteca, que é ligada à Faculdade de Educação (Faed). Dessa forma, a acadêmica analisou o contexto do brincar livre, com os materiais não estruturados disponíveis no espaço. Para isso, utilizou recursos que não são brinquedos, mas que divertiam as crianças, utilizando conchas, pedras, gravetos, sementes, folhas, pedaços de madeira de demolição, rolhas, cones, fitas, potes, funis, coadores, bobinas, entre outros materiais.

No estudo, foram registradas observações por três semanas em oito sessões de brincadeiras, com grupos de crianças de escolas públicas e privadas, com idades entre 4 e 12 anos. Segundo Sabrina, constatou-se que crianças pequenas são capazes de autorregulação em atividades autoescolhidas, com materiais não estruturados, por um longo período de tempo. “Um dos grupos, de quatro crianças entre 5 e 6 anos, permaneceu dedicado por 55 minutos à exploração sensorial da área. Por livre iniciativa, eles levavam conchas ao pé do ouvido para ‘escutar o barulho do mar’ e fizeram as conchas de pás ou de talheres para retirar e transportar areia, esta que algumas vezes era simbolizada como alimento”, relata.

Atividade que desperta a curiosidade
Outras percepções foram notadas na pesquisa, como, por exemplo, que as crianças mostraram-se cuidadosas e respeitadoras diante das regras estabelecidas, sem que deixassem de brincar com autoria e espontaneidade. “Os materiais não estruturados estavam em diversos pontos da Brinquedoteca. Bonecas foram frequentemente utilizadas por meninas em suas brincadeiras e interações, completadas com elementos não estruturados, tais como triângulos de madeira, serragem, pinhas e sementes”, lembra Sabrina.

Com base no trabalho, a acadêmica acredita que os materiais não estruturados são indispensáveis na vida das crianças, porque cumprem uma função facilitadora de expressão da capacidade representativa dos pequenos. “Através do estudo, foi possível constatar que a maioria dos nossos visitantes não tinha intimidade com esses recursos, porém, quando os descobriram, exploraram-nos com interesse e criatividade crescente”, comenta Sabrina.

Brilho no olhar
Tendo participado em 2018 e 2019 da Semana do Conhecimento, quando apresentou trabalhos de extensão e de pesquisa, Sabrina espera com expectativa cada nova edição do evento. “É um momento em que meus olhos brilham diante de uma Universidade grandiosa, com centenas de trabalhos de produção e disseminação do conhecimento. Além disso, é uma oportunidade de me desafiar. Proponho-me superar limitações para produzir e apresentar trabalhos acadêmicos nos quais sou protagonista”, ressalta.

As participações, para a estudante, servem de crescimento pessoal e profissional. “Um pensamento que se repete em cada sessão de apresentação de trabalhos é o de que todos os acadêmicos da UPF deveriam participar da Semana do Conhecimento. Ali, a Universidade se mostra pujante e potente. Orgulho-me de fazer parte desta Instituição que leva tão a sério o ensino, a pesquisa e a extensão”, finaliza Sabrina.

Saiba mais sobre a VII Semana do Conhecimento da UPF, que acontece de 26 a 29 de outubro, acessando AQUI.