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Bate-papo aborda arquivos secretos do Vaticano

  • Por: Assessoria de Imprensa

Atividade integra o projeto “Arquivos em foco” e foi realizada no dia 17 de abril

A primeira ação comemorativa aos 35 anos do Arquivo Histórico Regional da Universidade de Passo Fundo (AHR/UPF) e aos 65 anos do Instituto Histórico de Passo Fundo (IHPF) debateu os arquivos secretos do Vaticano. A atividade, que ocorreu na quinta-feira, 17 de abril, no IHPF, integra o projeto "Arquivos em foco", que, ao longo do ano, realizará ações gratuitas em comemoração ao aniversário dessas instituições.

O projeto "Arquivos em foco" vai trazer convidados para debater questões relativas a acervos, patrimônio documental, pesquisa em centros de documentação e demais temas referentes ao cotidiano das entidades. “A ideia do ‘Arquivos em Foco’ é divulgar os acervos, o cuidado com eles e os procedimentos para utilizar os fundos de documentos para pesquisa. Nosso primeiro encontro contou com o relato do nosso doutorando mostrando os procedimentos para chegar aos acervos que são difíceis de acessar”, comentou a coordenadora do AHR, professora Dra. Gizele Zanotto.

O doutorando do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH/UPF) Anderson José Guisolphi compartilhou com o público, na quarta-feira, como foi o processo para acessar os arquivos secretos do Vaticano para sua pesquisa de doutorado nos acervos de Roma. A pesquisa dele é sobre a biografia de Dom Carlos Costa, um bispo da Igreja Católica Romana que foi excomungado em 1944, no Rio de Janeiro, em razão das suas ideias, já que era assumidamente comunista.

Anderson revelou que a solicitação ao Vaticano é feita por e-mail e o pesquisador responde a um questionário sobre a sua vida pessoal e acadêmica e sobre suas intenções de pesquisa. Ao chegar no Vaticano, em Roma, o pesquisador passa por algumas abordagens e mais uma entrevista antes de acessar o acervo “secreto”. Não é permitido levar nenhum material ou objeto para as salas de pesquisa, que disponibilizam lápis e papel. Cópias dos trechos são possíveis, mas os artigos devem ser descritos com precisão e aprovados por um conselho. As cópias, se autorizadas, são enviadas para o e-mail do pesquisador, cerca de uma semana após a solicitação. “Muitos pesquisadores e leigos acham que é impossível pesquisar no Vaticano. Quero mostrar que não é impossível”, comentou o doutorando do PPGH.