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Acadêmicos são os protagonistas na II Semana das Artes Visuais

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Evento iniciou na noite de segunda-feira, 17 de junho, com uma exposição com mais de 200 trabalhos desenvolvidos pelos estudantes ao longo do semestre. Solenidade também marcou o início das comemorações de 67 anos da FAC

Mais de 200 trabalhos formam uma grande exposição em que os acadêmicos dos cursos de Artes Visuais – Licenciatura e Bacharelado da Universidade de Passo Fundo (UPF) são os protagonistas. A ação integra a programação da segunda edição da Semana das Artes Visuais, que foi aberta oficialmente na noite dessa segunda-feira, dia 17 de junho, no Portal das Linguagens, Campus I. A programação se estende até sexta-feira, 21 de junho, com exposições, palestras, bate-papos e oficinas. 

Intitulada "Artes Visuais: acadêmico em foco", a exposição é um passeio pelo curso. Ao longo de toda a estrutura do Portal das Linguagens estão os trabalhos desenvolvidos pelos acadêmicos de todos os níveis durante semestre, formando mini exposições dentro de um todo, organizadas pelos professores de cada disciplina. “No ano passado nós mostramos a história das artes visuais, os egressos e ex-professores que passaram pelo curso. Este ano a proposta é diferente: o protagonista é o próprio acadêmico”, explicou a coordenadora dos cursos, professora Me. Mariane Loch Sbeghen. A ideia, de acordo com ela, é que o público possa conhecer um pouco do que é produzido em sala de aula, mas que também os próprios acadêmicos se identifiquem e dialoguem com o curso. “Queremos que eles realmente possam ver as possibilidades dos diferentes materiais, linguagens e propostas que são trabalhadas ao longo de um semestre”, disse Mariane, que também é responsável pela curadoria geral da exposição. 

Além dos trabalhos dos acadêmicos, a exposição também contempla uma homenagem a ex-professora do curso Rosa Maria Coutinho, por meio de uma mesa feita com materiais de cerâmica, frutos de uma oficina ministrada pela professora. “Essa mesa representa a forma como a arte nos alimenta”, destacou a coordenadora. 

Ainda na noite de abertura, o público presente pode assistir a uma palestra com o tema “Canhotorium: arte aplicada no mercado profissional”. Os convidados foram Dreyfus Soler e Rodrigo Fonseca, fundadores da Canhotorium Arte Aplicada, estúdio coletivo dedicado à criação artística para as áreas do design, ilustração e comunicação de Porto Alegre. A palestra foi promovida em parceria com o Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS). 

Exposição "Sudaka"
Paralelamente à programação que ocorre no Portal das Linguagens, acontece também a exposição “Sudaka", uma instalação que reúne obras dos acadêmicos intercambistas Andrea Rodriguez Eiras e Hector Manuel Rodriguez Tuset, na Sala de Artes Laura Borges Felizardo, na FAC. As obras são resultado da disciplina de Gravura II e são um misto de técnicas, com pintura, desenho e fotografia, que dialogam com a serigrafia. 

Sudaka, ou Sudaca, é um termo utilizado na Espanha, país de origem dos estudantes, de forma depreciativa para definir um sul-americano, especialmente um que tem ascendência indígena ou um sotaque não europeu. A proposta dos intercambistas é, por meio de uma perspectiva europeia, propor uma exposição baseada na autocrítica, reflexão, interação e debate com os acadêmicos, professores, e funcionários da UPF. 

Ambas as exposições são abertas a toda a comunidade e podem ser visitadas até o dia 28 de junho. 

67 anos da FAC
A primeira noite da Semana das Artes Visuais também marcou o início das comemorações dos 67 anos da Faculdade de Artes e Comunicação (FAC), celebrados nesta quarta-feira, dia 19 de junho. Presente na solenidade, a diretora da FAC, professora Dra. Bibiana de Paula Friderichs, ressaltou a história do Conservatório de Música e do Instituto de Belas Artes, que foram os embriões da Unidade Acadêmica. “O fato de existir, já nessa época, espaços como esses, é uma boa evidência da importância que a arte, de um modo geral, tem para uma determinada comunidade, para uma sociedade, a ponto de gerar um processo de organização formal, mesmo antes de a própria Universidade existir. Da necessidade daquela comunidade de produzir arte, de falar sobre arte, de aprender arte de alguma forma. E eu fico muito contente em saber que a UPF e a FAC são produtos desse processo”, pontuou. 

Para a professora, essa é uma história que se renova, com a FAC formando artistas e formadores de opinião, mas também sendo um polo de convergência e de produção de cultura ao longo da sua história. “Acredito que mais rico vai ser se daqui pra frente a gente fortalecer essa história que existe e potencializar esse espaço de fomento. Que mostre para as pessoas que arte e comunicação são duas coisas muito importantes, importantes demais para serem relegadas às mãos de alguém. Elas têm que ser coisas das quais a sociedade inteira se apropria de alguma forma. Acho que os 67 anos da FAC são uma forma de celebrar esse nosso desejo”, finalizou.