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Vestibular UPF: soluções práticas para problemas reais

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Natália Fávero

Profissões na área de engenharia, arquitetura e exatas têm, além de uma aplicação prática, um papel social. Conheça mais sobre esse papel a partir da experiência de um acadêmico da UPF

Mais do que criar projetos e executar obras, profissões como as das áreas de arquitetura e urbanismo e de engenharias cumprem, de um modo geral, um importante papel social. O de arquiteto, por exemplo, está na habilidade de criar espaços adequados às várias atividades que os seres humanos realizam ao longo de suas vidas. Como a moradia. 

Desenvolvido desde 2004 em Passo Fundo, o projeto de extensão Beira-Trilhos, da Universidade de Passo Fundo (UPF), mostra bem esse papel. Seu objetivo é buscar uma solução que contribua para a construção do direito à moradia e à cidade para as populações beira-trilhos de Passo Fundo, significando qualidade de vida e também respeito às necessidades sociais, culturais e estéticas.

Atualmente, o projeto se dedica a fazer o levantamento, o monitoramento e a atualização dos dados da realidade da comunidade Beira-Trilhos. Para isso, conta com a atuação de acadêmicos de diferentes áreas. Entre eles, está o acadêmico de Arquitetura e Urbanismo Eduardo Nischespois Scorsatto.

Para ele, mais do que a oportunidade de viver na prática a futura profissão, o projeto proporciona uma experiência multidisciplinar. “É uma experiência que reúne diversas áreas do conhecimento em torno de uma questão específica e também tem uma perspectiva de ser um mobilizador social dentro da comunidade Beira-Trilhos”, pontua. 

Todas as profissões têm um papel social
Na opinião de Eduardo, não apenas profissionais da área de engenharia, arquitetura e exatas, mas todos os profissionais têm, sim, um papel social. “Acredito que mais do que um papel, um dever. Eu chamaria de exercício de cidadania. Sobretudo em países como o Brasil, com altos índices de desigualdade social, as profissões, todas, têm esse dever de trabalhar para a equidade social, para a justiça social”, destaca. 

Como exemplo, Eduardo cita o problema da habitação. “Nós vivemos num dos países mais desiguais, e a cidade, como uma construção humana, é por si um espaço que materializa essa realidade da desigualdade social. É imprescindível que a gente se dê conta, como estudantes e futuros profissionais, que essa realidade – como, por exemplo, o problema do acesso à habitação no Brasil – não é um problema estanque, de quem não tenha casa”, explica.

Segundo Eduardo, o problema da habitação é de todos. “Nós convivemos todos na mesma cidade e reproduzimos nas nossas relações a experiência da cidade em que a gente vive”, completa.

Por que estudar Arquitetura e Urbanismo
Para quem está pensando em cursar Arquitetura e Urbanismo, Eduardo recomenda: “É uma experiência acadêmica muito ampla. Então, a primeira dica é pensar o porquê se deseja cursar arquitetura, e, dentro das suas possibilidades e daquilo que conhece, procurar o espaço que mais se adeque a esse desejo”, sugere. 

Outra dica é conversar com algum profissional que já trabalha na área. “O diálogo com alguém que está inserido no espaço profissional pode contribuir com esse amadurecimento”, complementa.  

“É preciso ter discernimento de não cair nos chavões de que para estudar arquitetura você tem que ser excelente em desenho ou de que para cursar engenharia tem que ser excelente em cálculo. Na prática, a gente percebe que, obviamente, se você fosse excelente em tudo, não teria dificuldade nenhuma. Mas também percebe que, no fundo, essas pré-determinações não passam de convenções não concretas e não verdadeiras, porque a amplitude do curso permite você se identificar, se perceber, se reconhecer e ser bom naquilo que você é”. 
Eduardo Nischespois Scorsatto, acadêmico de Arquitetura e Urbanismo

Vestibular de Verão UPF
Quer uma profissão que lhe permita participar de transformações sociais, assim como o Eduardo? A UPF está com inscrições abertas para o Vestibular de Verão para 11 cursos de graduação na área de Engenharia, Arquitetura e Exatas: Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Ambiental e Sanitária, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Produção, Engenharia de Produção Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Fabricação Mecânica e Química

Escolha o que mais tem a ver com você e inscreva-se pelo site vestibular.upf.br até 11 de novembro. A prova única de redação será na sexta-feira, 15 de novembro, às 14 horas. Mais informações e todas as novidades desta edição também estão disponíveis no site do Vestibular.