Curso de extensão

Vamos juntos: superando o bulling e a violência

  • Dias 06 e 13 de novembro

  • sábado das 14h às 18h

  • 100% on-line - Google Meet

O presente curso que ora apresentamos tem como elemento central de sua justificativa, a função social da Universidade de Passo Fundo, em especial, por seu caráter público não Estatal; e sua responsabilidade na criação de espaços de formação, reflexão e geração de debates.
Segundo Jarid Arraes (2015), o gênero começa a ser imposto antes mesmo do nascimento através da escolha das cores dos enxovais e desde então somos ensinados sobre o que podemos e devemos fazer com o nosso gênero. Mas, o gênero é algo socialmente instituído, e a imposição de estereótipos de gênero seguidamente causa prejuízo aos indivíduos que não se enquadram nesses estereótipos. Nas escolas, esses sujeitos são vitimados pelo bullying, que muitas vezes culmina inclusive em violência física. A partir disso, temos alguns pontos que podem e devem ser tratados nas escolas sobre gênero e sexualidade:

1) A divisão desigual dos trabalhos domésticos.
2) Machismo presente no ambiente educacional, uma vez que a escola tende a reproduzir o Sistema vigente.
3) Silenciamento da vítima de abusos sexuais, devido ao estigma cultural, o qual desencadeia o questionamento de conduta da vítima e não do agressor.
4) O fato do machismo prejudicar o desenvolvimento das potencialidades de alunos e alunas devido a diferenciação entre coisas de meninos e coisas de meninas.
5) Desmistificar o que vem sendo conhecido como ideologia de gênero, uma vez que, gênero, sexualidade e identidade de gênero não se caracterizam como ideologia.
6) A naturalização da violência contra mulher, inclusive no ambiente educacional.
7) Os números levantados nas últimas pesquisas indicam que o Brasil é o país onde mais ocorrem assassinatos de pessoas transsexuais, e também o país com mais casos de violência com pessoas não-heteros reportados.
8) A violência de gênero e a discriminação sexual causam evasão escolar.
9) Trazer para as salas de aulas os acordos internacionais assinados pelos representantes do Brasil, onde se comprometem a desenvolver políticas públicas de incentivo à discussão das questões de gênero e sexualidade.
10) Os diferentes impactos que o machismo tem sobre os meninos e as meninas limitando o pleno desenvolvimento de suas habilidades e competências.
11) Os fundamentos religiosos utilizados na manutenção dos preconceitos (ARRAES, 2015).

A necessidade do conhecimento dos problemas que a violência sexual e de gênero trazem devem ser discutidos desde cedo. O curso tem como meta a disseminação desse conhecimento, levar a discussão até os alunos para que, então, a violência de gênero seja substituída pelo conhecimento dos tipos de violência e no quão elas prejudicam a vida social do indivíduo.

Objetivos
-Propor reflexões sobre como o humor preconceituoso prejudica a autoestima dos indivíduos;
-Desenvolver um pensamento crítico frente a naturalização dos preconceitos instituídos socialmente;
- Compreender a amplitude da violência e como ela pode ser disseminada de diversas formas, além da agressão física.

Inscrições
De 23.08 a 02.11

Período de realização do curso
Dias 06 e 13 de novembro
Horário: sábado das 14h às 18h
Local: 100% on-line - Google Meet
Carga horária: 8h 

Investimento
Aluno, Egresso, Professor e Funcionário UPF - R$ 200,00 - podendo ser parcelado em até 3x no cartão de crédito
Desconto 10% à vista: R$ 180,00
Público em Geral – R$ 200,00 - podendo ser parcelado em até 3x no cartão de crédito
Desconto 5% à vista: R$ 190,00

Ministrantes

Patricia Ketzer
Possui graduação (2008) e mestrado (2010) em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Maria e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2015). Atualmente é professor adjunto II da Universidade de Passo Fundo, onde coordena a especialização em Ciências Sociais e o Projeto de Extensão em Economia Solidária e Equidade de Gênero. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em Epistemologia, atuando principalmente nos seguintes temas: injustiças epistêmicas, epistemologia feminista, questões de gênero.

Josiane Petry Faria
Possui pós-doutoramento no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Rio Grande. Doutora pela Universidade de Santa Cruz do Sul (2015), com bolsa Prosup e PDSE Capes na Universidade de Sevilla/Espanha (2015). Mestra em Direitos Fundamentais e Relações de Trabalho pela Universidade de Caxias do Sul (2005). Especialista em Ciência Política pela Universidade Federal de Pelotas (2002). Graduada em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (2000). Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação Mestrado em Direito da Universidade de Passo Fundo. Professora Titular da Faculdade de Direito UPF. Vice-Presidente da Comissão da Mulher Advogada Passo Fundo/RS. Membra convidada da Comissão Estadual da Mulher Advogada. Conselheira do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM). Coordenadora do Programa de Extensão universitária PROJUR Mulher e Diversidade. Membra do Conselho Editorial do CONPEDI. Coordenadora do grupo de pesquisa Dimensões do Poder, Gênero e Diversidade do PPGDireito, Linha de pesquisa Relações Sociais e Dimensões do Poder, com ênfase em ciências criminais, gênero, relações de poder, diversidade e direitos humanos. Pesquisadora do GTJUS/Grupo Transdisciplinar em Pesquisa Jurídica para a Sustentabilidade. Advogada.

Coordenação

Patricia Ketzer - patriciak@upf.br

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