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Pensar no negócio antes de pensar na tecnologia é dica para sucesso

  • Por: Assessoria de Imprensa

Modelagem de Negócios Inovadores foi tema de palestra da UPF na Arena Agrodigital da Expodireto

Empreender é desafiador em qualquer área, especialmente na tecnológica. Muitas vezes na pressa de ver um produto, serviço ou uma nova tecnologia no mercado os empreendedores acabam esquecendo de levar em consideração certos riscos e mesmo comportamentos do público-alvo. Com o objetivo de alertar e orientar sobre esses riscos, o executivo da rede de inovação Conecta UPF Giezi Schneider proferiu a palestra Modelagem de Negócios Inovadores durante a programação da Arena Agrodigital da 21ª Expodireto Cotrijal desta quarta-feira, 4.

Conforme Schneider, muitas vezes quem pretende empreender na área tecnológica se volta mais para a tecnologia em si do que para o propósito dela. “É preciso olhar a tecnologia não como um fim em si, e sim como um meio para possibilitar experiências, soluções de problemas, atendimento de necessidades e de desejos de um determinado público”, pontuou. 

No caso do agronegócio, Schneider salienta a necessidade de colocar o produtor no centro e a partir disso enxergar soluções para esse produtor e não o contrário. “Às vezes, a gente desenvolve tecnologia e tenta empurrar a tecnologia. O processo de empreender hoje começa por entender a dinâmica e a problemática de um determinado público, caso contrário, tem grandes chances de se ficar batendo contra uma parede e ter dificuldade de colocar esse produto no mercado”, sugere. A intenção é fazer alertas antes da pessoa empreender ou em tempo de o empreendedor escapar de algumas armadilhas que o empreendedorismo apresenta.

Para Schneider, é preciso aproveitar a onda da inovação, mas sem inverter a lógica. “Isso é uma coisa que temos observado muito. As pessoas têm primeiro de tudo uma ideia tecnológica e aí elas criam uma convicção de que todo mundo precisa daquilo, todo mundo quer aquilo e não é tão simples assim, especialmente quando a gente está falando de uma área tradicional como o agro”, enfatiza. Ele acrescenta que é necessário se inserir nesse contexto, entender a dinâmica da vida do usuário e aí sim modelar, seja uma tecnologia, um produto ou serviço e não o contrário. “A gente vê muitas experiências de startups que têm um ótimo produto na mão sofrendo porque não conseguem vender e é a venda que permite que você tenha receita, que contrate mais pessoas, que você divulgue mais e melhore o produto”, finaliza.