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Produção de plântulas de batatas é realizada na UPF

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Trabalho é feito por empresa de Ibiraiaras e pelo Laboratório de Biotecnologia Vegetal

Com o objetivo de oferecer condições físicas e dar suporte ao ensino, à pesquisa e à extensão realizadas na Universidade de Passo Fundo (UPF), a Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária executa diversos trabalhos que contribuem com o desenvolvimento da região Norte do Rio Grande do Sul. Um exemplo é a parceria com a empresa CSM Cereais Eireli, de Ibiraiaras, que está fazendo a produção de plântulas de batatas junto ao Laboratório de Biotecnologia Vegetal, as quais serão comercializadas para todo o Brasil.
 
Plântula é um termo popular utilizado para denominar a muda produzida em laboratório. No caso da batata, a plântula (muda) é proveniente do processo de micropropagação in vitro. Esse processo inicia com a retirada do meristema (broto) de uma planta adulta de batata e com a colocação do mesmo em um tubo de ensaio com meio nutritivo. Após algum tempo, surge uma plântula desse meristema, que será livre de viroses porque o meristema é livre de vírus. A plântula é multiplicada várias vezes in vitro para a produção de um maior número de mudas.
 
Mas quais são as fases da produção das plântulas?
No Laboratório de Biotecnologia, que é credenciado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), é produzida a batata-semente básica G0 (tubérculos e mudas) das cultivares Baronesa, Ágata, Macaca, Cupido e Atlantic. Essa ação ocorre por meio do processo de micropropagação, que proporciona vantagens, como fidelidade genética, maior uniformidade e livre de viroses.
 
A prática, além de contar com técnicos especializados habilitados pelo MAPA da UPF e a parceria da empresa CSM Cereais Eireli, envolve os acadêmicos do curso de Agronomia da UPF, que participam de diversas atividades no Laboratório e na casa de vegetação, acompanhando o processo de produção da batata-semente. 
 
A metodologia de produção de tubérculos de batata-semente por meio da micropropagação realizada pela equipe envolve as seguintes etapas: cultivo das plantas doadoras de explantes em estufa; coleta e assepsia do material vegetal; isolamento dos ápices caulinares (meristemas) dos segmentos de hastes já submetidos à assepsia; subcultivo das plântulas originadas dos ápices caulinares; indexação das plântulas micropropagadas; e aclimatização e cultivo das plântulas micropropagadas.
 
Fomento da cadeia produtiva de batata
Segundo o proprietário da empresa CSM Cereais Eireli, Cristiano Martini, todo esse intenso trabalho visa a produção de mudas de batata básica in vitro livres de viroses para repassar aos produtores de batata-semente, para que eles obtenham tubérculos livres de viroses. “A produção de mudas de batata em laboratório fomenta toda a cadeia de produção de batata, contribuindo para altos rendimentos”, comenta.
 
Uma batata-semente de alta qualidade representa ganho para o produtor, visto que a semente é responsável por grande parte do custo de produção. “Ao fomentar a cadeia produtiva da batata, através do fornecimento de mudas e tubérculos de batata-semente de qualidade, contribui-se para o desenvolvimento econômico da região. Isto porque a batata pode ser vendida tanto para o mercado consumidor na forma in natura, como pode ser processada na forma de chips, palito ou pré-frita congelada, possibilitando o desenvolvimento de indústrias locais”, relata Cristiano, complementando que a mão-de-obra utilizada na produção de batata é grande, o que gera fonte de emprego.
 
Laboratório é destaque
O Laboratório de Biotecnologia Vegetal da UPF se destaca no estado por ser um dos poucos fornecedores de mudas básicas de batatas livres de viroses e também por fornecer toda a documentação necessária para que os produtores inscrevam seus campos de produção de sementes. Para a responsável pelo espaço, a professora Dra. Jaqueline Huzar Novakowiski, a produção de batata-semente na UPF é uma opção para os produtores da região adquirirem mudas de qualidade, reduzindo os custos com transporte de material de outros estados. “As parcerias dos laboratórios da UPF com empresas privadas são importantes como forma de auxiliar na produção de comercialização”, pontua.