Ensino

Entre culturas e ciência: intercâmbio expande horizontes na formação médica da UPF

28/11/2025

11:08

Por: Assessoria de Imprensa

Fotos: Arquivo Pessoal

A Universidade de Passo Fundo (UPF) incentiva a internacionalização como parte essencial da formação acadêmica. Por meio de convênios com instituições de diversos países, estudantes de todos os cursos têm a oportunidade de vivenciar experiências que ampliam repertórios culturais, fortalecem competências profissionais e conectam a Universidade a redes globais de conhecimento. Entre esses estudantes está Luíza Ramos Colpo, acadêmica do 9º semestre do curso de Medicina UPF, que atualmente realiza intercâmbio na Universidade de Coimbra, uma das instituições mais tradicionais da Europa.

A vontade de viver uma experiência internacional não é recente. Luíza conta que, em 2019, participou de um intercâmbio na Alemanha, uma vivência que transformou sua trajetória e despertou o desejo de voltar ao exterior. “A motivação em buscar uma experiência internacional durante a graduação vem desde essa experiência prévia, que trouxe desafios, mas também aprendizados que moldaram quem eu sou hoje”, explica.

Ela também relembra uma frase dita nas primeiras aulas de anatomia, que seguiu a acompanhando desde então: “Domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas uma alma humana”. Segundo a estudante, o intercâmbio permitiu exercitar essa sensibilidade ao mesmo tempo em que acessou aspectos de si que vão além da esfera profissional, como música, dança e o contato com outras línguas. “Foram vivências que me reconectaram com partes da minha história”, afirma.

Novos olhares sobre a medicina
 

Em Coimbra, a adaptação foi facilitada pelo idioma, mas o cotidiano multicultural dentro da casa onde vive expandiu sua perspectiva. “Moro com espanholas, portugueses e franceses. Conviver com culturas tão diferentes agrega muito às conversas e cria laços que levarei para a vida”, relata.

Luíza destaca ainda o impacto da vida cultural europeia, algo que descreve como uma das maiores riquezas da experiência. “O acesso a eventos, exposições de arte, cinema e clubes de livros, muitos gratuitos ou acessíveis, é algo que certamente vou sentir falta ao voltar”, destaca.

No campo acadêmico, a vivência no sistema de saúde português trouxe reflexões importantes para sua formação. Ela relata ter conhecido métodos de analgesia e procedimentos ainda pouco disponíveis no Brasil, ampliando sua percepção sobre práticas clínicas e avanços tecnológicos. “O intercâmbio contribuiu para meu crescimento como futura médica, permitindo que eu desenvolvesse maior segurança ao lidar com situações desconhecidas”, afirma.

Outra diferença marcante está na relação professor–aluno e no tempo de atendimento aos pacientes. “Aqui há uma sobrecarga menor, e isso possibilita que cada paciente seja tratado com mais atenção. A história clínica é mais detalhada, e esses detalhes fazem enorme diferença no diagnóstico”, observa.

UPF e internacionalização

Para a estudante, estar em um ambiente acadêmico internacional reforça sua intenção de seguir na área científica, com o desejo de realizar um mestrado fora do país. “Estar na Universidade de Coimbra, com professores e alunos internacionais, amplia minha visão de mundo e me prepara para os desafios que desejo seguir”, relata.

A experiência, segundo ela, reforça a importância de oportunidades de mobilidade acadêmica como parte da formação na UPF. “Sinto enorme gratidão a todos que contribuíram para o meu crescimento pessoal e acadêmico”, destaca.

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