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Como formar o profissional do futuro?

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Tauana Lira e Camila Guedes

Segundo dia de Presença UPF desafiou os docentes da Instituição a discutir e propor soluções pedagógicas com foco nas relações ensino-aprendizagem e inovações metodológicas

Inverter os papeis. Foi mais ou menos isso que a Universidade de Passo Fundo (UPF) propôs aos seus professores. Nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, ao longo de todo o dia, os docentes foram convidados a trabalhar em grupos para discutir e propor soluções pedagógicas. As atividades marcaram o segundo dia do Presença UPF, encontro de formação que marca o início do ano letivo, e que teve em seu primeiro dia a tradicional Aula Magna. Reunidos no Centro de Eventos, os professores participaram de dinâmicas, momentos de descontração, assistiram a vídeos de sensibilização e pensaram juntos em questões como “como formar o profissional do futuro”; “como melhorar a experiência universitária”; e “como ensinar melhor”. 

De acordo com o vice-reitor de Graduação professor Dr. Edison Alencar Casagranda, o Presença UPF é vinculado às experiências. “A palavra experiência nos remete à prática pedagógica. E olhar para a prática é extremamente importante, partindo da ideia de que a gente possa tornar a prática um objeto de investigação, porque só assim, na minha opinião, vamos conseguir melhorar”, pontuou. Para o professor, o diferencial do evento está em os professores se reunirem para pensar a experiência, olhando o que está disponível do ponto de vista de ferramentas e metodologias, sem prescindir de uma reflexão mais teórica. “Nós precisamos disso, mas também precisamos que o estudante perceba que o nosso jeito de fazer, de conduzir a aula, pode ser diferente, pode ser mais inovador. A ideia desses três dias é pensar em metodologias que são importantes para o cotidiano da sala de aula e que de uma certa forma encurtam a relação entre aquele que ensina e aquele que aprende”, completou. 

Grande parte dos questionamentos e desafios trabalhados ao longo do dia partiram de questões apontadas pelos próprios acadêmicos durante as avaliações e encontros do Bate-Papo UPF. Segundo a reitora professora Dra. Bernadete Maria Dalmolin esse movimento significa o desejo de a Instituição e os professores continuarem qualificando sua formação, acolhendo com toda a sensibilidade as reflexões e sugestões dos estudantes nos distintos processos avaliativos. “Significa o nosso desejo de poder ir transformando nossas trilhas curriculares, tornando-os cada vez mais criativos, inovadores, humanizados, de forma que nós consigamos manter a nossa Instituição num patamar cada vez mais elevado de formação técnica, humana, científica, inovadora”, frisou.

Autorreflexão
Presente na atividade, a professora do curso de Arquitetura e Urbanismo Me. Greice Rampanelli avaliou positivamente o evento. “ A gente percebe um empenho em atrair, e mais do que atrair, acolher os professores, porque obviamente temos um foco muito grande nos estudantes, mas é possível perceber que dessa vez, os professores estão sendo mais olhados. Com certeza está sendo muito válido”, comentou. 

Já para a professora dos cursos de comunicação da Instituição Me. Fabiana Beltrami, o Presença UPF é, principalmente, uma oportunidade de ouvir os colegas professores. “A partir das atividades que estamos fazendo, estamos gerando a oportunidade de conhecer o nosso estudante nas outras unidades. Essa interação e conversa de você conhecer o outro professor, saber que ele tem vivências parecidas e diferentes das nossas, angústias parecidas e diferentes, nos proporciona poder fazer uma autorreflexão do nosso trabalho”, finalizou.