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A enfermagem pelo viés da gestão

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Caroline Simor

XIX Simpósio de Gestão e Administração em Serviços de Enfermagem ocorreu nesta quinta-feira (10)

Gerir situações diversas e adversas, enfrentar problemas que vão além do atendimento ao paciente. Esses são alguns dos pontos que foram abordados no XIX Simpósio de Gestão e Administração em Serviços de Enfermagem. Promovido pelo curso de Enfermagem da Universidade de Passo Fundo (UPF), o evento foi organizado pelos acadêmicos do 7º nível. A temática escolhida foram os desafios na gestão em enfermagem e a Síndrome de Burnout. 

Para o coordenador do evento, professor Me. Tarzie Hübner da Cruz, ao longo de suas edições, o Simpósio buscou aprofundar temas importantes para o dia a dia do profissional, abordando aspectos técnicos, mas também questões voltadas aos processos ditos mais administrativos. “A ideia é que acadêmicos e profissionais possam compartilhar experiências durante a programação. Que eles percebam a relevância do enfermeiro dentro dos centros de saúde e vejam como é fundamental que tenhamos uma visão mais ampla de nossa atuação. Além de cuidar do paciente, temos também que cuidar do tempo, dos processos e de como damos andamento às ações”, pontuou.

A coordenadora do curso de Enfermagem, professora Dra. Helenice de Moura Scortegagna, destacou que uma atividade organizada pelos acadêmicos é de extrema relevância para a formação e a qualificação. “Um evento organizado pelos acadêmicos do curso de Enfermagem, voltado também para demais cursos e para profissionais, demonstra a capacidade que temos e as possibilidades que a profissão oferece. São nesses momentos de trocas que compartilhamos e multiplicamos saberes”, ressaltou.

Temas que movimentam e transformam
A transformação que surge como resultado do Simpósio foi o destaque na fala da diretora do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), professora Dra. Marilene Portela. Para ela, a construção do saber passa pela troca. “Temos aqui um momento acadêmico importante e um debate pertinente para ser colocado em discussão. A saúde do profissional tem que estar em evidência e o nosso desejo é que todos possam sair daqui transformados”, declarou.

Presente na abertura, a reitora, professora Dra. Bernadete Maria Dalmolin, enfermeira de formação,  lembrou das vivências em sala de aula e de como o evento foi pensado para que se tornasse uma ferramenta de formação, tanto para acadêmicos quanto para profissionais já inseridos no mercado de trabalho. Para ela, vivenciar, buscar pessoas que estão nos diferentes espaços de saúde para compartilhar sobre o que significa ser enfermeiro, ser gestor do serviço, gestor do cuidado, do sistema de saúde nesse contexto, é fundamental. “Esse tema me é muito caro, já que fui docente na disciplina de saúde mental. O nosso grande desafio foi pensarmos em formar os profissionais nessas diferentes dimensões. A função técnica específica é primordial, mas a dimensão psíquica e subjetiva é tão fundamental quanto, tanto para que possamos fazer a gestão de pessoas e do cuidado quanto para podermos cuidar de nós mesmos e dos demais colegas de trabalho ao longo do exercício da profissão”, afirmou a reitora.

Para ela, a reflexão sobre o quanto é necessário olhar para o mundo subjetivo enquanto estudantes e profissionais faz a diferença na forma de vivenciar a profissão. “É muito importante que tenhamos essa predisposição para olharmos para nós mesmos e entendermos o que se passa; para buscar ajuda e apoio para seguir ajudando e apoiando os outros. Muitos antigos diziam que não podemos nos deixar tocar pela dor do outro, mas esse conceito precisa ser derrubado. Nós nos tocamos, sim. Sentimos, sofremos, porque somos humanos e não podemos, de forma alguma, nos desumanizar. Precisamos entender que temos sentimentos e que eles estão conosco todos os dias”, frisou.

As palestrantes convidadas foram Janete Rodegheri, Kéli Andreeta Nazari e Rafaela Andolhe.