Minicursos

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17 de maio de 2018
MINICURSOS
Das 14h às 17h 

Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Biologia, Física e Química

1. INTERAÇÃO DA EDUCAÇÃO FORMAL COM A NÃO FORMAL ATRAVÉS DE UM MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS
Lisete Maria Lorini
Flávia Biondo da Silva - biondo@upf.br
Amanda Correa dos Santos
Local: Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar)
Vagas: 20

O Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar) do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo, propõe através deste minicurso a construção de ações educativas não formais que possam ser aplicadas junto às suas exposições, em visita de alunos de séries iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio, contribuindo com professores e escolas na organização de suas visitas ao Muzar e a outros museus. O Muzar é da categoria de ciências naturais por trabalhar com um acervo específico das áreas de botânica, zoologia, geologia e paleontologia, tendo como finalidade valorizar o patrimônio natural através da preservação dos recursos naturais e da integração dos seres vivos e do conhecimento. Os museus vêm procurando desenvolver ações especializadas visando à qualificação do atendimento ao seu público. Em vista disto, existem inúmeras possibilidades de aprendizagem oferecidas que podem ser exploradas no sentido de complementar os conteúdos trabalhados em sala de aula. Para a aprendizagem ser consolidada inúmeras opções são recomendadas, como por exemplo, unir o conhecimento teórico ao prático. Contudo, algumas escolas não possuem espaços ou laboratórios de ciências que proporcionam estes tipos de atividades e, além disso, algumas pessoas acabam limitando aos museus somente a função de abrigarem coisas antigas e/ou curiosas, ou de serem locais destinados somente ao lazer, esquecendo-se de que eles são locais de aprendizagem ativa. Quando utilizados de maneira adequada, os museus podem ajudar a desenvolver valores, competências, habilidades e a promover um relacionamento mais próximo com os conhecimentos científicos. Ao ensinar ciências é importante não privilegiar apenas a memorização, mas promover situações que possibilitem a formação de uma bagagem cognitiva e experiencial no aluno. Isso ocorre através da compreensão de fatos e conceitos fundamentais de forma gradual, sendo que os museus são lugares em que pode ser efetivado este processo.


2. TRILHAS ECOLÓGICAS COMO RECURSO DIDÁTICO PARA A EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL
Gladis Cleci Hermes Thomé - gthome@upf.br
Carla Denise Tedesco
Julia Nunes Pacheco
Local: FEAC - B6 Sala: Pós 04
Vagas: 30

A educação socioambiental em áreas protegidas tem sido muito estimulada, inclusive através de políticas públicas, sendo uma alternativa para valoriz


3. A CONTEXTUALIZAÇÃO NA ÁREA DAS CIÊNCIAS DA NATUREZA: EMPREGANDO ATIVIDADES EXPERIMENTAIS PARA A APRENDIZAGEM DE CONCEITOS CIENTÍFICOS
Bruna Carminatti - brunacarminatti@upf.br
Ademar Antonio Lauxen
Local: ICEG - B2 Sala: 02
Vagas:15

O ensino de Ciências da Natureza nos Anos Finais do Ensino Fundamental engloba conceitos das diferentes disciplinas que compõem a área: Química, Física e Biologia. Muitas vezes, porém estes conceitos são trabalhados de forma fragmentada e, por isso, aparentam não ter relação uns com os outros, quando, na verdade, têm. A partir disso, portanto, é necessário trabalhar a disciplina de Ciências, na última etapa do Ensino Fundamental, considerando a contribuição dos conhecimentos químicos, físicos e biológicos para abordar os diferentes conceitos presentes nos conteúdos programáticos de cada ano, sem priorizar um conhecimento disciplinar específico em detrimento dos outros. Um recurso para viabilizar a inserção dos diversos conhecimentos em aula é a atividade experimental, que – além de instigar a curiosidade e promover a participação dos estudantes devido ao seu caráter investigativo – quando aliada à contextualização dos conceitos trabalhados com o cotidiano do estudante, permite promover a compreensão dos mesmos, enriquecendo a discussão em sala de aula levando em consideração os conhecimentos que os estudantes já têm. Logo, o objetivo deste minicurso é propor o emprego de atividades experimentais baseadas na contextualização dos conteúdos trabalhados do 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental, na disciplina de Ciências, para que estas contribuam na aprendizagem dos conceitos científicos da área das Ciências da Natureza e, para que a partir deste debate, se possa contribuir para um avanço em direção à não fragmentação do ensino dos conceitos científicos nesta etapa da Educação Básica, em que os professores se instrumentalizem para trabalhá-los de forma inter-relacionada e contextualizada, através das atividades práticas.


4. CIÊNCIAS NA COZINHA: PROPOSTA DIDÁTICO-METODOLÓGICA INTERDISCIPLINAR

Álvaro Becker da Rosa - alvaro@upf.br
Marivane Biazus
Thais Trevisan
Local: ICEG – B2 Sala: Laboratório de Física 118
Vagas: 12

O objetivo do minicurso é elucidar possibilidades de discussões sobre conceitos do campo das Ciências de forma interdisciplinar, recorrendo à contextualização como elemento norteador. O intuito principal está em ofertar aos professores do ensino fundamental (séries finais) e do ensino médio uma alternativa didático-metodológica para aproximar os conteúdos das disciplinas que compreendem esses tópicos. A metodologia a ser utilizada no minicurso consiste no preparo de alimentos, de modo a ilustrar a potencialidade de recorrer a essa atividade para fomentar questionamentos nos estudantes e contextualizar a ciência. Os alimentos preparados no minicurso poderão ser facilmente reproduzidos pelos professores, e, durante o preparo, serão elucidados os conceitos científicos presentes e que integram o corpo de conteúdos da educação básica – ciências da natureza e suas tecnologias. Nessa perspectiva, além de oportunizar discussões e aprofundamentos teóricos sobre esses conceitos, o minicurso apontará atividades didático-metodológicas e projetos que podem ser desenvolvidos na temática. Sobre esse último aspecto, serão apresentados projetos já desenvolvidos em diferentes regiões do país, discutindo seus resultados e a forma como foram operacionalizados no contexto escolar.


5. ATIVIDADES EXPERIMENTAIS NA TRANSPOSIÇÃO DOS OBSTÁCULOS EPISTEMOLÓGICOS RELACIONADOS AOS CONCEITOS DE CALOR E TEMPERATURA

Janaína Chaves Ortiz - jchaves@upf.br 
Yara Patrícia da Silva 
Janaína Fischer 
Local: ICEG - B2 Sala: Laboratório 5 
Vagas: 15 

A construção do conhecimento não é uma tarefa fácil, principalmente quando essa é realizada de forma fragmentada e com uma linguagem complexa. Sendo assim, é de extrema importância a interação dos indivíduos com o ambiente. Quando se trata do ensino de Ciências é muito importante que os conceitos a trabalhar, estejam intimamente ligados com o cotidiano dos estudantes. No caso dos conceitos que se pretende abordar nesse minicurso, calor e temperatura, podem apresentar obstáculos epistemológicos e por outro lado serem facilmente abordados de acordo com o cotidiano. De acordo com Bachelard: “O cientista faz uso de instrumentos e de reflexão para buscar determinados comportamentos e características dos fenômenos”. O presente minicurso realizar-se-á com o objetivo de romper os obstáculos epistemológicos dos conceitos acima citados, pois de acordo com Bachelard as inércias do pensamento científico são: Experiência primeira, substancialista, verbais, conhecimento geral, animista, realista, libido e conhecimento objetivo e quantitativo. Diante dessa premissa, os conteúdos conceituais abordados serão temperatura; escala termométrica Celsius (°C); calor e equilíbrio térmico; processos de transferência de calor (condução, convecção e irradiação) e sua presença no cotidiano; efeito estufa e vida na Terra; aquecimento global originado da atividade humana: A realização de atividades experimentais envolvendo os temas calor e temperatura, variação de temperatura e transferência de calor, estando essas relacionadas com o cotidiano dos estudantes para romper a barreira do conhecimento científico e relacionar de forma significativa a construção do conhecimento.


6. MINERAIS E ROCHAS: EU CIENTISTA, AÇÕES INTERATIVAS DE QUÍMICA E DE CIÊNCIAS

Ana Paula Härter Vaniel - anavaniel@upf.br 
Julia Hippler Stéfanie Daiane Bernieri 
Local: ICEG – B2 Sala: Laboratório 1 
Vagas: 15 

No ensino de Ciências/Química, a vivência de situações reais é de grande importância para a compreensão e correlação dos diversos conteúdos. Neste contexto, observa-se a importância da organização de materiais instrucionais sobre temas que por vezes se mostram como apenas teóricos mas sobre os quais podem ser realizadas atividades experimentais e atividades lúdicas, com a participação ativa dos estudantes. Assim, surge como proposta a construção de uma intervenção para o ensino de Rochas e Minerais nos diferentes níveis da educação básica. Essas atividades visam apresentar aos estudantes as características das rochas e minerais do RS, além de aspectos relacionados a formação geomorfológica da região de Passo Fundo, sendo essa região denominada Planalto. Com a intenção de aproximar o saber científico dos conhecimentos práticos dos estudantes, as atividades objetivam relacionar os conhecimentos teóricos com a estrutura química e cristalina dos minerais que são encontrados na região. Para tanto, foram pensadas atividades experimentais envolvendo rochas, minerais, seus tipos e estruturas, suas propriedades como dureza e densidade relativa, além da construção de vulcões, fóssies em rochas e geodos, sendo essas organizadas para serem aplicadas de forma interativa e por meio de atividades lúdicas, como jogos de tabuleiro, visando o protagonismo dos sujeitos e a participação ativa nas ações. Assim, despertando o interesse pelas reservas minerais da região e como essas rochas e minerais fazem parte do dia a dia de cada um, utilizando materiais comercializados na região, devidamente classificados e organizados de forma didática, científica e educativa, com linguagem pedagógica adequada às diferentes faixas etárias e, ainda, orientando sobre os assuntos geológicos e sua relação com o meio ambiente.


Matemática e suas Tecnologias

7. DESVENDANDO A GEOMETRIA DO EGITO ANTIGO COM O AUXÍLIO DO GEOGEBRA

Betine Diehl Setti - diehl@upf.br
Indianara Scarpari de Melo
Henry Tiago Sychoski
Local: ICEG - B2 Sala: 219
Vagas: 20

Trabalhos sobre investigação em sala de aula realizados por educadores matemáticos já evidenciaram que, além dos alunos demonstrarem entusiasmo na realização de atividades que se apoiam nessa metodologia, eles atingem resultados positivos em relação à aprendizagem. Para Ponte et al (2013), o trabalho realizado por investigadores matemáticos pode servir de inspiração para o estudo de professores e alunos. Nesse sentido, a proposta do minicurso envolve uma prática com a utilização da metodologia de investigação para desvendar processos utilizados na matemática egípcia da antiguidade, ao mesmo tempo em que realiza explorações de conjecturas por meio do software Geogebra. A partir dessa experiência prática de investigação que buscará mostrar a forma como a matemática foi construída e como evoluiu no decorrer do tempo em relação a um problema enfrentado pelos nossos antepassados, o minicurso pretende apresentar uma alternativa metodológica que seja possível de aplicar na sala de aula pelos professores e que contribua com os processos de ensinar e aprender. Para tanto os conteúdos e as experimentações serão abordados numa perspectiva dinâmica, a qual será possível por meio do uso do software GeoGebra, partindo da resolução de problemas, criando conjecturas e enfocando os processos característicos da atividade matemática, como, formular, testar, comprovar, conjecturar e argumentar. Além disso, no desenvolvimento do minicurso será promovido momento de discussão para destacar a estrutura de uma aula com investigações, o papel e a atitude do professor, os obstáculos enfrentados na prática de atividades investigativas, entre outros assuntos que envolvem esse tipo de trabalho. 


8. O ENSINO DA MATEMÁTICA ATRAVÉS DA PRODUÇÃO DE JOGOS INTERATIVOS COM O SOFTWARE SCRATCH

Juliano Tonezer da Silva - tonezer@upf.br
Sara Provin
Local: Laboratório Central de Informática - LCI – B5 Sala: 03
Vagas:25 

O foco principal deste minicurso é demonstrar atividades que podem ser desenvolvidas por professores da educação básica tendo ênfase o ensino da Matemática a partir da programação de blocos lógicos. Neste sentido, o objetivo do minicurso é estimular os professores a desenvolverem jogos matemáticos através da linguagem de programação do Scratch, relacionando as possibilidades de uso em atividades práticas que possam ser desenvolvidas com seus estudantes em sala de aula. O minicurso divide-se em três momentos, que serão conduzidos de forma dinâmica, interativa e participativa em que o público participante poderá manusear e explorar o software Scratch, através de exemplos reais. No primeiro momento será feita uma dinâmica onde os participantes irão ter as primeiras noções de programação. No segundo momento serão apresentados elementos que permitem a construção de jogos, simulações ou animações e histórias interativas (narrativa), envolvendo como pano de fundo a modelagem matemática. No terceiro momento, serão demonstrados alguns exemplos de atividades que podem ser criadas através do software Scratch, que envolvem conteúdos matemáticos do ensino fundamental, tais como as operações básicas de adição, subtração, multiplicação e divisão; cálculo da média; polígonos. Sendo assim, esse minicurso, busca disponibilizar conhecimento através da interação dos professores com o software Scratch, onde os mesmos possam conhecer e se desafiar utilizando os recursos disponíveis para criar e resolver situações problemas com diversas estratégias que envolvam conhecimento lógico matemático em conteúdos que estejam presente no período escolar que estejam atuando, de forma a despertar em seus alunos a criatividade e o raciocínio lógico na elaboração das estratégias para resolução de problemas. Para finalizar, serão discutidas outras possibilidades de uso do software que podem ser utilizadas para o ensino de conteúdos matemáticos, além dos exemplos demonstrados neste minicurso. 


9. ATIVIDADES DE RACIOCÍNIO LÓGICO ATRAVÉS DE COMPETIÇÕES MATEMÁTICAS

Neuza Terezinha Oro - neuza@upf.br
Mariane Kneipp Giareta
Vanessa Dilda
Local: ICEG – B2 Sala:214
Vagas: 25
O projeto de extensão Interação das Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) com o ensino de matemática, desenvolvido por professores e acadêmicos do curso de Matemática da Universidade de Passo Fundo (UPF), com os professores e alunos da rede municipal de ensino oportuniza uma troca de saberes entre professores de matemática da Educação Básica com professores e acadêmicos do Curso de Matemática da Universidade, através da análise e discussão de propostas metodológicas que envolva leitura, escrita e resolução de problemas, tomando como base questões da OBMEP. Das ações já desenvolvidas pelo projeto, percebe-se que àquelas que envolvem competição mobilizam e motivam mais os alunos na sua realização. Tais atividades são realizadas em grupos e os instigam buscarem estratégias criativas de resolução dos desafios ou problemas proposto. Elas também possibilitam odesenvolvimento de habilidades de leitura, interpretação e registro do raciocínio matemático. Dentre as estratégias por eles elaboradas ou discutidas, tem-se observado o uso de diferentes representações do pensamento matemático, tais como: linguagem corrente, simbólica, geométrica ou gráfica. Nesta perspectiva, o minicurso objetiva apresentar questões, problemas ou desafios que possam ser aplicadas em sala de aula por meio de competição. A proposta do minicurso é distribuir os participantes, no número máximo de 25, em grupos. Para cada grupo será entregue questões de raciocínio lógico retiradas do site oficial da OBMEP para serem resolvidas de acordo com regras pré-estabelecidas para cada uma.


10. ENSINANDO A LÓGICA COMPUTACIONAL SEM O USO DE COMPUTADORES

Marco Trentin - trentin@upf.br
Luísa Maristela Soares
Local: ICEG - B5 Sala: 105
Vagas: 25
As constantes transformações do mundo e das novas tecnologias colocam a Computação como uma ciência que permeia todas as demais áreas do conhecimento. Assim, seus fundamentos tornaram-se essenciais para a vida em sociedade. Nesse contexto, uma das grandes dificuldades encontradas pelos professores diz respeito à inserção de atividades que promovam o desenvolvimento da lógica computacional dentro do currículo escolar dos alunos. Motivado por este problema e pela possibilidade de resolvê-lo e, ao mesmo tempo contribuir para a formação dos professores, propõem-se neste minicurso algumas ações didático-pedagógicas que, aplicadas nas aulas regulares, são capazes de oportunizar aos alunos a formação de habilidades e competências computacionais. Estas atividades estão fundamentadas na técnica da Computação Desplugada, que permite ensinar os fundamentos da Computação de forma lúdica através de uma metodologia que dispensa o uso de computadores. Trata-se de um conjunto de questões direcionadas que aproximam naturalmente o aluno do Pensamento Computacional, possibilitando a inclusão da Computação no currículo escolar, mesmo em escolas com baixa infraestrutura. Dessa forma, espera-se a partir deste encontro que os professores percebam que trabalhar os fundamentos computacionais das aulas regulares de ensino, pode deixar de ser uma utopia e transformar-se em realidade.


11. JOGOS, PASSATEMPOS E ATIVIDADES LÚDICAS PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA

Luiz Henrique Ferraz Pereira - lhp@upf.br
Gelson Berlatto Moreira
Jaqueline Simon
Local: ICEG - B2 Sala: 211
Vagas: 25 

Frente as muitas muitas dificuldade presentes no ensino da Matemática, buscar alternativas que possam auxiliar o professor a ter maior êxito nesta atividade ganha forte respaldo. Assim, nesta perspetiva, os jogos e demais atividades que, a princípio buscam o lazer e o "passar o tempo", podem, quando associados ao ensino da Matemática, ser forte aliado do professor para ajudar seus alunos a compreender conceitos diversos da disciplina. Com esta perspectiva o mini curso buscará ser um momento de oferecer aos participantes alguns materiais de natureza de jogos, passatempos e atividades lúdicas e a vinculação com propostas de possíveis aplicações em sala de aula. Ao mesmo tempo proporcionará condições para discussão das potencialidade pedagógicas de tais elementos junto ao ensino da Matemática. O minicurso apresentará as propostas pensadas para este e, proporcionará aos participantes a executarem os procedimentos de cada uma das atividades pensadas, para posterior socialização das impressões tidas quando da execução das mesmas.


Ciências Humanas e suas Tecnologias: História, Geografia, Sociologia e Filosofia

12. RELAÇÕES DE GÊNERO E ENSINO DE HISTÓRIA: FORMAS DE FAZER E DEFORMAÇÕES

Flávia Eloisa Caimi - caimi@upf.br
Letícia Mistura
Pedro Alcides Trindade de Mello
Local: FEAC - B6 Sala: Pós 06
Vagas: 30
As relações de gênero são produtoras da realidade histórica, uma vez que dizem respeito a como os seres humanos produzem significados ao relacionarem-se socialmente envoltos no binômio homem/mulher. Historicamente, as relações entre os gêneros produziram, para além de uma multiplicidade de representações e normatizações direcionadas a ambos os sexos, desigualdades e conflitos, que acompanham a história da sociedade e se fazem intensamente presentes na contemporaneidade. A escola, como espaço privilegiado de desenvolvimento social, e os processos de ensinar e a aprender, como lugares específicos da construção de relações sociais-intelectuais, são importantes meios de fabricação e veiculação de representações e relações de gênero. Neste sentido, faz-se necessário que, durante a escolarização, estudantes “aprendam” as relações de gênero como construídas pela e construtoras da realidade – para além de prescrições e imobilizações. A disciplina de História tem, portanto, autoridade e responsabilidade nesse cenário, já que, dentre seus instrumentos de lida estão a análise, a compreensão e a interpretação das relações histórico-culturais nas quais se (re)produzem as representações e relações de gênero. Neste minicurso, propomos abordar as relações de gênero como categorias de interpretação e análise histórico-temporais que possibilitam exceder e robustecer as tradicionais abordagens político-econômico-culturais. Compreendemos o lugar das relações de gênero na sala de aula de história e na escolarização, mais do que como uma temática eventual, e sim como possibilidade de produzir inteligibilidade entre a processualidade história e as problemáticas do tempo presente. 


13. CARTOGRAFIA E ORIENTAÇÃO: PRÁTICAS EM SALA DE AULA
Claudionei Lucimar Gengnagel
Luciane Rodrigues de Bitencourt
Local: ICEG – B2 Sala: 01
Vagas: 15

O objetivo do minicurso é aproximar os professores da educação básica com as múltiplas formas de utilização do mapa, sendo este um dos instrumentos que auxiliam no entendimento da ciência geográfica. Além disso, se faz necessário aprimorar a linguagem cartográfica através da compreensão dos elementos básicos que compõe um mapa, sendo a orientação um deles. Tal minicurso abarcará uma atividade inicialmente teórica e, posteriormente, um trabalho prático, onde os participantes vivenciarão técnicas de orientação e de mapeamento que podem ser utilizadas no contexto da educação básica. Tal minicurso torna-se importante, pois na visão de Cavalcanti (1999) a cartografia é uma linguagem peculiar da Geografia, por ser uma forma de representar análises e sínteses geográficas, por permitir a leitura de acontecimentos, fatos e fenômenos, além deespacializar graficamente uma determinada organização social bons argumentos capazes de convencer que uma perspectiva é válida. Portanto, é importante que o professor saiba apontar quando estamos diante de um mau argumento para que a reflexão filosófica seja aprofundada. Assim, o objetivo desse minicurso é ensinar alguns dos principais maus argumentos usados em sala de aula com base no livro Guia Ilustrado das Falácias: 34 maus argumentos a serem evitados de Marcelo José Doro. Lipman, Sharp e Oscanyan, em seu livro A filosofia na sala de aula, alertam que o professor deve criar um ambiente propício para uma boa aula de filosofia e para isso eledeve despertar a confiança dos alunos inclusive agindo de acordo com o que fala. Então, por que não conferir se você sabe identificar esses maus argumentos nas falas de seus alunos e tentar prevenir-se de cometer as mesmas falácias?


14. AVALIAÇÃO ATIVA EM CIÊNCIAS HUMANAS
Ivan Penteado Dourado - ivandourado@upf.br
Local: FEAC - B6 Sala: Pós 7
Vagas: 30

Com o objetivo de discutir formas inovadoras de avaliação, o presente minicurso objetiva disponibilizar ideias, sugestões e compartilhamento de caminhos inovadores de avaliação para o campo das Ciências Humanas. Professores e Educadores das áreas de Sociologia, Filosofia, História, Geografia e outras áreas afins, serão convidados a pensar os potenciais de diferentes tipos de avaliação, e os seus limites. Fundamentado por pedagogias híbridas, críticas e ativas, este minicurso será um espaço de construção e compartilhamento de experiências avaliativas inovadoras.


15. APRENDENDO A IDENTIFICAR MAUS ARGUMENTOS
Cínthia Roso Oliveira - croliveira@upf.br
Carina Tonieto
Leandro Rafael Ott
Local: FEAC - B6 Sala: Pós 08
Vagas: 30

Quando pensamos em criatividade no ensinar e no aprender, logo lembramos de ideias inovadoras, dinâmicas emocionantes e envolventes. Em meio a um debate filosófico acirrado podem surgir muitas ideias inovadoras, mas algumas, apesar de serem interessantes, provocarem o riso ou a surpresa, podem não ser boas para sustentar a argumentação. David Bohm, no livro Sobre criatividade, afirma que a essência da vida humana é a arte e isso refere-se à capacidade de ajustar as coisas que são percebidas de forma fragmentada. Ainda para Bohm, estimula-se a criatividade através de um diálogo livre e aberto à mudar seu próprio ponto de vista. No contexto da aula de Filosofia, é muito importante perceber um problema de diversos pontos de vista, e perceber o quanto diferentes abordagens podem ampliar a nossa visão do mesmo. Mas nem toda opinião é boa o suficiente para realmente ampliar a nossa visão, ela só será se for fundamentada em bons argumentos capazes de convencer que uma perspectiva é válida. Portanto, é importante que o professor saiba apontar quando estamos diante de um mau argumento para que a reflexão filosófica seja aprofundada. Assim, o objetivo desse minicurso é ensinar alguns dos principais maus argumentos usados em sala de aula com base no livro Guia Ilustrado das Falácias: 34 maus argumentos a serem evitados de Marcelo José Doro. Lipman, Sharp e Oscanyan, em seu livro A filosofia na sala de aula, alertam que o professor deve criar um ambiente propício para uma boa aula de filosofia e para isso ele deve despertar a confiança dos alunos inclusive agindo de acordo com o que fala. Então, por que não conferir se você sabe identificar esses maus argumentos nas falas de seus alunos e tentar prevenir-se de cometer as mesmas falácias?


Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira Moderna

16. REDAÇÃO NO ENSINO MÉDIO: COMO FAZER?
Patrícia da Silva Valério
Cristiane de Oliveira Eugenio - cris.e.prenda@hotmail.com
Local: FEAC - B6 Sala: 101
Vagas: 30

Nos últimos anos, a busca por fórmulas mágicas e estruturas prontas relacionadas à produção de textos cresceu consideravelmente. Esse fenômeno pode estar relacionado a questionamentos problemáticos: a produção de textos em ambiente escolar não está contemplando o desenvolvimento das competências necessárias ao processo que envolve a produção escrita? O que, de fato, se entende por texto? Para tanto, este minicurso propõe uma reflexão acerca dos processos que envolvem a produção escrita na escola, considerando o texto, através do olhar enunciativo (BENVENISTE, 2005, 2006), como um processo de interação que envolve um “antes-durante-depois”. Nesse sentido, a proposta apresentada destina-se a professores e futuros professores interessados em pensar a produção de texto em sala de aula, visando estratégias de discussão de propostas de produção textual, as quais permitam a instanciação da subjetividade do aluno. O minicurso pretende, ainda, apresentar algumas possibilidades de avaliação do texto. 


17. O ENSINO DE PORTUGUÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL II: ARELAÇÃO SUJEITO X LÍNGUA X SOCIEDADE
Gabriela Schmitt Prym Martins - gabrielaprym@upf.br
Claudia Stumpf Toldo – claudiast@upf.br
Local: FEAC - B6 Sala: 102
Vagas: 30

É inegável que o contexto educacional brasileiro é preocupante, sobretudo no que diz respeito às competências linguísticas – leitura, compreensão e produção textual, por exemplo. Nesse sentido, o minicurso “Um olhar enunciativo sobre o ensino de Português e Redação: foco na relação sujeito x língua x sociedade” tem o objetivo de criar um ambiente de discussões em relação à situação do ensino de Português e Redação em nosso país e, posteriormente, apresentar uma proposta de pedagógica que está de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional(1996) e com a Base Nacional Comum Curricular (2017) sendo que os dois documentos norteadores da Educação Brasileira enxergam a educação como promotora do aprimoramento do educando como ser humano e relacionam a área de Linguagens – e consequentemente a disciplina de língua portuguesa - com as práticas cidadãs e culturais e com a atuação social do aluno brasileiro. Essas ideias se aproximam de alguns conceitos de Émile Benveniste(1989,2005) que em sua produção entendeu a língua na sua relação intrínseca com o homem e a sociedade. É, segundo Benveniste, através da língua que o homem se constitui como sujeito. A partir desses pressupostos teóricos, a teoria da enunciação benvenistiana e os documentos norteadores da educação brasileira, realizaremos um minicurso voltado para um ensino de Português e Redação que apresente a língua como um conjunto de experiências
humanas entre os sujeitos – alunos – e o mundo. 


18. DESVENDANDO E CONSTRUINDO OS SENTIDOS DO TEXTO – COMPREENSÃO E PRODUÇÃO DE TEXTOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Roseméri Lorenz - lorenz@upf.br
Jeisiane Bruna Segalla
Local: FAED - D3 Sala: 207
Vagas: 30

O trabalho com a leitura e a interpretação de textos em sala de aula apresenta, geralmente, caráter empírico e intuitivo. Considerando isso, este minicurso busca, fundamentado teoricamente na semiótica greimasiana, trazer sugestões práticas de atividades com textos figurativos dos mais variados gêneros (poesia, crônica, tira humorística, pintura, filme, etc.). Tais atividades procuram explicitar ao aluno mecanismos de estruturação dos sentidos, possibilitando-lhe, a partir dos elementos mais concretos e superficiais do texto, chegar às suas instâncias mais abstratas e profundas. Assim, orientando o aluno para “onde dirigir o olhar”, torna-se mais viável a aspiração de torná-lo linguisticamente competente e autônomo. Também serão apresentadas alternativas de produção textual, do mesmo modo ancoradas na teoria semiótica discursiva, especialmente nos conceitos de figuras e temas e tendo como pressuposto que um enunciador mobiliza a língua com vistas a produzir determinados efeitos junto ao enunciatário.


19. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS E ENEM: REFLEXÕES E PROPOSTAS PRÁTICAS
Luciana Maria Crestani - lucianacrestani@upf.br
Elisane Regina Cayser – ecayser@upf.br
Karen Sartori
Local: FAED - D3 Sala: 208
Vagas: 30

Os índices de desempenho dos estudantes da educação básica constatados em instrumentos avaliativos do Ministério da Educação, principalmente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), têm revelado um histórico de dificuldades do alunado brasileiro no que concerne às práticas de interpretação textual. Nesse exame, mais do que aspectos gramaticais e conhecimentos de metalinguagem, estão implicadas habilidades de interpretação e construção de sentidos a partir de inter-relações discursivas e semióticas.Tais habilidades estão em consonância com as demandas de leitura nas práticas sociais diárias. Nesse sentido, não apenas para um melhor desempenho dos alunos nessas provas, mas, principalmente, para contribuir com a formação de sujeitos sociais competentes nas práticas discursivas, faz-se necessário desenvolver propostas de abordagem textual em que se explorem outras linguagens além da verbal, auxiliando os alunos-sujeitos na percepção dos vários elementos semióticos implicados na construção de sentidos. Além disso, o trabalho com o texto numa perspectiva dialógica é essencial, tanto para a interpretação quanto para a produção textual. Este minicurso tem, então, dois objetivos principais: a) apontar como aspectos multissemióticos e interdiscursivos vêm implicados nas questões de provas de Linguagens, códigos e suas tecnologias (Enem); e b) propor práticas de interpretação textual nesse sentido. As propostas apresentadas partem da análise de provas do Enem e da Matriz de Referência de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, assim como de preceitos dos Parâmetros Curriculares Nacionais (Ensino Fundamental e Ensino Médio). Ancoram-se também nos estudos do dialogismo (Bakhtin) e na Semiótica Discursiva (Greimas, Barros, Fiorin). 


20. APRENDIZADO COOPERATIVO E CRIATIVIDADE NAS AULAS DE INGLÊS
Luciane Sturm - lusturm@upf.br
Alessandra Falcão Bittencourt
Betiza Gonçalves Scortegagna
Local: IFCH – B4 Sala: 3
Vagas: 25 

A aprendizagem cooperativa (AC) é uma metodologia de ensino que tem a interação como um de seus princípios. De acordo com Torres e Irala (2015) estimula o desenvolvimento do pensamento crítico, o desenvolvimento de capacidades de interação,
negociação de informações e resolução de problemas, bem como o desenvolvimento da capacidade de autorregulação do processo de ensino-aprendizagem. Em síntese, a AC é uma situação de aprendizagem na qual duas ou mais pessoas aprendem ou tentam aprender algo juntas (DILLENBOURG, 1999). Fica evidente, nesse contexto, a necessidade de o professor planejar aulas dinâmicas e criativas, a fim de proporcionar a AC aos aprendizes. Concebemos aqui a ideia de que ser criativo, não é necessariamente criar algo novo a partir do nada, mas sim reorganizar ou reagrupar elementos já existentes (KOESTLER, 1964apud XERRI & VASSALO, 2016). Plucker, Beghetto e Dow (2004, apud XERRI & VASSALO, 2016) afirmam que criatividade é a interação entre aptidão, processo e ambiente pela qual um indivíduo ou grupo produz algo novo e perceptível, que é ao mesmo tempo novo e útil, em um determinado contexto social. Assim, partimos do pressuposto de que todos os falantes de uma língua estrangeira são criativos, considerando que encontraram maneiras e estratégias de aprender o idioma. Na visão de Xerri & Vassalo (2016) “ser criativo significa ousar fazer as coisas de maneira diferente, expandindo assim os limites do que sabemos sobre ensinar e aprender, a fim de descobrir novos mundos dentro dos limites de nossas salas de aula”. A partir dessas considerações, este minicurso tem como objetivo apresentar e discutir diferentes atividades e tarefas, cujo o propósito é tornar o aprendizado de inglês mais interessante, agradável e produtivo. Os participantes poderão experenciar momentos de interação, trocando ideias e experiências com os demais, a fim de incorporar o pensamento crítico e criativo em suas aulas.


21. DESMISTIFICANDO OS “VILÕES”: UMA ANÁLISE SOBRE ESTUDOS GRAMATICAIS EM LÍNGUA ESPANHOLA
Gisele Benck de Moraes – gbenck@upf.br
Mariane Rocha Silveira - marianesilveira@upf.br
Talita Maria da Silva
Local: IFCH – B4 Sala: 123
Vagas: 20

O ensino de idiomas passou por muitas transformações ao longo da história. O ensino clássico, cujo objetivo era o domínio do vocabulário e das normas gramaticais, surgiu na Antiguidade e perdurou como modelo até pouco tempo atrás (Martínez, 2009). Em meados do século XIX, o ensino de línguas pautado nessa concepção passou a ser questionado e logo novas metodologias, com vistas a destacar aspectos de oralidade e de comunicação, começaram a ganhar espaço. A expansão dessa nova tendência fez com que o ensino de gramática fosse, erroneamente, em algumas situações, relegado a um papel secundário, quando não a um papel de “vilão” no ensino de idiomas. Fala-se muito na abordagem comunicativa e em um ensino que possibilite ao aprendiz comunicar-se em situações reais de uso da língua, mas esquece-se que, mesmo dentro dessas novas concepções de ensino, o estudo da gramática tem papel crucial, especialmente na formação de professores de línguas. No caso da Língua Espanhola, a complexidade da gramática exige dos professores conhecimentos dos aspectos estruturais da língua, os quais são essenciais, inclusive para que a comunicação aconteça de forma mais efetiva. Buscando auxiliar professores e futuros professores de Língua Espanhola a refletir profundamente sobre aspectos gramaticais que envolvem esse idioma, oferece-se este minicurso, o qual tem como principais objetivos discutir os conceitos, analisar seu
funcionamento e praticar, por meio de diferentes exercícios, três tópicos gramaticais: emprego de preposições, uso de pronomes complemento e fundamentos de verbos do modo subjuntivo. Para tanto, serão oferecidos momentos de estudo teórico e de atividades práticas, a fim de que o participante desmistifique sua opinião quanto aos conteúdos propostos e passe a fazer uso deles em estruturas comunicativas com maior eficiência. Como referências teóricas, o trabalho sustenta-se em Gónzales Hermoso; Cuenot; Sánchez Alfaro (1995), Llorach (1995) e Martínez (2009).


Educação Infantil - Fundamental I

22. A EXPERIÊNCIA DE SIGNIFICAÇÃO DA CRIANÇA QUE APRENDE A ESCREVER
Marlete Sandra Diedrich - marlete@upf.br
Marina de Oliveira
Marlon Remboski de Souza
Local: FEAC - B6 Sala: 103
Vagas: 25 

Neste minicurso, tematiza-se a experiência de significação construída por crianças do Ensino Fundamental I a partir da sua vivência do aprendizado da escrita. A instituição formal escolar é o local onde a criança vai transitar de uma cultura oral para uma cultura predominantemente escrita, transformando, gradativamente, suas próprias concepções sobre a língua e o ato de escrever. Nesse contexto, uma pesquisa de campo realizada em uma escola pública municipal de Passo Fundo ofereceu as condições para se delinearem as concepções da criança sobre a escrita e o ato interacional de escrever. A partir dessas concepções, iluminadas pelos princípios teórico-metodológicos propostos em A pedagogia da alfabetização: da oralidade à escrita (FRANCHI, 1989), pretende-se estabelecer um diálogo sobre como as concepções que as crianças têm da língua podem interferir na alfabetização e na aprendizagem. Além disso, tem-se o objetivo de refletir sobre os discursos que as crianças produzem sobre a escrita, sobre o status que elas atribuem a diferentes modos de escrever e sobre a necessidade de validação de sua escrita. Por fim, procura-se chegar a propostas de ensino em que a escrita adquira uma significação efetiva para a criança. O minicurso é direcionado a professores do Ensino Fundamental I e da Educação Infantil, mas nada impede que demais professores se juntem à reflexão.


23. PRÁTICAS LEITORAS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL - MUNDO DA LEITURA
Ivânia Campigotto Aquino - leitura@upf.br
William Dahmer Silva Rodrigues
Eliana Oliveira Teixeira
Local: Mundo da Leitura
Vagas: 30

Neste trabalho, pretende-se apresentar duas práticas leitoras realizadas no espaço do Mundo da Leitura/UPF dirigidas para crianças de 4 a 5 anos. As práticas leitoras, atividades que acontecem durante o ano inteiro para turmas de escolas previamente agendadas, desde a educação infantil até o ensino superior, são ações de leitura desenvolvidas com o objetivo de formar leitores de textos literários, propiciando o contato com diferentes suportes e linguagens diversificadas. Tais ações de leitura, mediadas por monitores, buscam sintonizar-se com os interesses do público-alvo, a fim de ampliar suas experiências de leitura. Assim, oferta-se aos professores duas possibilidades de práticas leitoras: “Medo de quê? Diferentes faces do medo infantil” e “Diferentes e iguais podem ser iguais e diferentes”. Em relação à primeira prática leitora, objetiva-se trabalhar com a desmistificação do medo infantil e o desenvolvimento da oralidade, a partir da obra Voa, João (2016), produzida pela empresa MultiRio. Na narrativa, conhece-se um passarinho joão-de-barro que não saía de sua casca pelo fato de sentir medo de tudo: ir à escola, sair de casa, brincar com seus amigos. O monitor conta a história às crianças, conversa a respeito da narrativa, como, por exemplo, o motivo de João não sair da casca, o que fazia lá dentro. Com isso, estabelece-se uma discussão a respeito dos medos de João e das crianças que participam da prática leitora em questão. A outra prática leitora tem como objetivo dialogar com as crianças a respeito do diferente. A obra literária que possibilitou a sensibilização das crianças intitula-se O patinho feio (2004), recontada por Ruth Rocha, com ilustrações de Maria Eugênia. A obra trata de um personagem injustiçado pelo fato de ter nascido diferentes de seus irmãos, numa família que não o aceitou. Além da discussão da obra, o público é convidado a recontar a história por meio da leitura das imagens que compõem a narrativa. 


24. A DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Adriana Bragagnolo - abragagnolo@upf.br
Vanessa Doneda Braz
Claudiana Bassani
Local: FAED - D3 Sala: 201
Vagas: 30
A educação infantil tem sido palco de discussões e de proposições para a educação das crianças pequenas, a qual se reinventa de modo constante. Objetivamos, nesse minicurso, apresentar a documentação pedagógica como uma possibilidade de qualificação das práticas na educação infantil, tanto no âmbito da formação dos professores, como no acompanhamento do processo de desenvolvimento das crianças e na constituição da concepção de escola de educação infantil. O estudo bibliográfico traz as marcas dos avanços nas pesquisas das últimas décadas. Buscamos nossas referências na sociologia da infância (CORSARO, 2011), na antropologia (ROGOFF, 1990) e em pesquisadores da educação infantil como Barbosa (2017). Compreendemos, desse modo, que a documentação pedagógica torna-se uma aliada no processo de sistematizar e compartilhar saberes constituídos na educação das crianças pequenas, mas que essa é passível de planejamento, de preparação do olhar e de tomadas de decisões acerca das opções metodológicas.


25. LUDICIDADE E CRIATIVIDADE: REFLEXÕES E VIVÊNCIAS DO BRINCAR NA EDUCAÇÃO FÍSICA INFANTIL
Sybelle Regina Carvalho Pereira - sybelleregina@gmail.com
Kétlin Cristina Sinigaglia
Local: FEFF – A12 Sala: 16
Vagas: 40
Este minicurso tem por objetivo problematizar como o brincar pode ser vivenciado na escola, e assim, contribuir para o desenvolvimento infantil. No contexto desse minicurso consideramos as brincadeiras na infância como práticas lúdicas que desenvolvem a corporeidade da criança compreendendo-a como sujeito do seu movimento. As brincadeiras abrem possibilidades de ampliação, tanto para, a imaginação e criatividade, quanto para, as habilidades perceptivas e motoras desenvolvendo a criança na sua relação  com os outros, consigo mesma e com o ambiente (Freire, 2003; Kunz, 2012; Vygotsky, 2014). A metodologia estará organizada em três momentos que ocorrerão sob os enfoques: dialógico problematizador e lúdico ao promover as vivências e reflexões sobre as diversas temáticas da cultura corporal de movimento (Darido e Rangel, 2005). Assim, no primeiro momento vamos dialogar e refletir sobre as experiências do brincar na infância e o espaço dessas na prática educativa escolar; no segundo momento serão propostas vivências de jogos, brincadeiras e atividades rítmicas e expressivas; e no terceiro momento discutiremos as contribuições das atividades vividas para o desenvolvimento da criança e da inclusão dessas práticas no cotidiano da docência na escola. Para concluir, se faz necessário ressaltar, que esperamos criar um espaço para que os participantes possam refletir sobre: a importância do brincar na infância; o espaço e tempo para as vivências lúdicas no cotidiano das aulas; e as dificuldades e facilidades em integrá-las à ação docente.
* Vestir roupas adequadas à prática!

Interdisciplinares

26.   O CONTEXTO HISTÓRICO, A INTERDISCIPLINARIDADE E A CONTEXTUALIZAÇÃO NO ENSINO DAS CIÊNCIAS DA NATUREZA

Jucelino Cortez - jucelino@upf.br
Lairton Tres
Local: ICEG – B2        Sala: 209
Vagas: 25

Desde a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996, diversos documentos governamentais discorrem sobre orientações visando melhorias na Educação Básica e Superior, incluindo o Ensino das Ciências. Dentre estas, destaca-se a necessidade do uso de abordagens que valorizem o contexto histórico, a interdisciplinaridade e a contextualização junto às ações pedagógicas (didáticas). Este curso objetiva abordar estas vocações por meio do enfoque Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS), apontando e discutindo ações e eventos que podem ser desenvolvidas em aula, utilizando como referencial teórico as proposições de pesquisadores como John Ziman, Glen Aikenhead, Antonio Cachapuz, Wildson Santos entre outros. O curso também visa a construção de uma proposta didática com o enfoque CTS, que possa ser adaptada em diferentes currículos, acreditando que esta abordagem constitui um excelente caminho para alcançar as recomendações de documentos como as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, no que se refere ao principal objetivo da Educação Escolar: a necessidade de uma formação ética, crítica e cidadã para nossos educandos.


27.    A UTILIZAÇÃO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS NA ABORDAGEM DE CONTEÚDOS DISCIPLINARES

Alana Neto Zoch - alana@upf.br
Lucas Vanz
Taiane Bacega
Local: ICEG – B2        Sala: 205
Vagas: 15

O avanço nas ferramentas tecnológicas é um parâmetro importante na observação da mudança de comportamento da sociedade atual. A revolução que elas proporcionaram em várias áreas, especialmente nas comunicações, é evidente. Com isso, é natural que o modelo educacional operante venha sendo alvo constante de uma reavaliação quanto ao uso de estratégias pedagógicas que se alinhem a essas mudanças. Nesse contexto, o processo de ensino/aprendizado, mediado pelas ferramentas tecnológicas vem redesenhando a estrutura educacional, possibilitando uma nova dinâmica em sala de aula. Desta maneira, é importante que os professores tenham a oportunidade de conhecer a versatilidade que os recursos computacionais oferecem e possam identificá-los como aliados em sua prática pedagógica. Com isso, o objetivo desse minicurso é discutir algumas estratégias de ensino que tem como base a utilização dessas ferramentas em sala de aula, além de construir propostas didáticas que as incorporem. Inicialmente, se introduzirá a estratégia da Webquest (WQ), a qual visa estimular a pesquisa de uma forma orientada, em que os estudantes utilizam a web para buscar informações e, posteriormente, as transformam em conhecimento. Na segunda etapa será tratada a computação nas nuvens, a qual, de forma simplificada, é uma tecnologia que permite acesso remoto a programas, arquivos e serviços por meio da internet. Segundo Körbes e Wildner (2016), com ela os professores podem desenvolver aulas mais dinâmicas, tornando o ensino mais desafiador e estimulante para os estudantes. Na última etapa do minicurso os ministrantes e participantes trabalharão na construção de propostas envolvendo ambas as estratégias, as quais poderão ser aplicadas, posteriormente, em sala de aula.


28.    NATUREZA EM CORES: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR PARA A APLICAÇÃO DE PIGMENTOS EXTRAÍDOS DE COMPOSTOS NATURAIS

Mara Regina Linck - linck@upf.br
Iago dos Santos
Regina Geller
Local: ICEG – B2       Sala: Laboratório 6
Vagas: 15

Desde trinta mil anos atrás, os pigmentos naturais vêm sendo empregados em larga escala na produção de obras de arte. As tinturas extraídas de componentes da natureza são empregadas até hoje em cerimoniais religiosos ainda pelo mundo. As pinturas rupestres datam dos primórdios da humanidade e contam um pouco mais da história de nossa espécie no planeta. As cores evoluíram junto com os homens e até hoje são empregadas como registros, expressões artísticas e manifestos culturais. Segundo Cruz (2007) os pigmentos são os principais constituintes das tintas utilizadas em pintura. São os materiais responsáveis pela cor que surgem nas tintas sob a forma de pequenas partículas ligadas entre si pelo aglutinante (óleo, ovo ou outro, conforme a técnica de pintura), sendo assim devemos conhecer mais esses pigmentos e sua produção artesanal e utilizar desse recurso. Tendo em vista, a importância das tinturas em nossas vidas, o minicurso promove uma reflexão histórica, promovendo um breve resgate dessa trajetória artística. Além disso, contextualizar os aspectos biológicos de sustentabilidade e utilização de recursos naturais de forma responsável, sem causar prejuízos à natureza, produzindo materiais atóxicos e de baixo custo. Do ponto de vista molecular, conhecendo os componentes químicos das substâncias empregadas e suas propriedades, determinar quais as melhores formas de extração e produção dos pigmentos. O objetivo central do minicurso oferecido é trazer alternativas metodológicas práticas de como produzir o material e fixar os mesmos para então, aplicar essas tinturas naturais na construção de trabalhos escolares junto aos educandos, nos diversos níveis da educação básica. Demonstrando em que contextos artísticos podem-se utilizar esses produtos e qual a melhor forma de abordagem dessas metodologias de acordo com o nível dos alunos e área do educador.


29.    INSTRUMENTOS ALTERNATIVOS NA EDUCAÇÃO MUSICAL

Ivana Rocha Tisott - ivanarocha@upf.br
Alexandre Saggiorato
Karina Vieira
Local: FAED - D3       Sala: 202
Vagas: 30

O minicurso possibilita a construção de instrumentos de percussão a partir de materiais  recicláveis e sua aplicabilidade nos gêneros e estilos musicais brasileiros.  Proporciona aos participantes um trabalho prático-teórico no processo de construção de  instrumentos alternativos,  com  características  acústicas  distintas e variadas, permitindo o acesso da música à comunidades escolares de baixa renda.  De forma lúdica, o minicurso trabalha com jogos rítmicos e melódicos a partir do som de instrumentos, da voz e do corpo, com exercícios de pulsação, dinâmica, ritmo e intensidade. Este trabalho estimula o participante compreender os conceitos fundamentais da música, valorizar os materiais recicláveis, desenvolvendo o potencial criativo e estético, tanto na criação e confecção dos instrumentos quanto em sua utilização sonora.


30.  METODOLOGIAS DE LEITURA NA ESCOLA

Rosane Rigo De Marco - rosanerm@upf.br
Gabrielle Maria Danieli
Local: FAED - D3       Sala: 203
Vagas: 30

O educador, não só pela sua formação, necessita construir práticas de leitura. Se ele não tem acesso à leitura em sua formação, tampouco poderá influenciar seus alunos a ler. Esse resultado está relacionado a toda sua bagagem social e histórica, inclusive no que se refere à sua formação. O objetivo deste minicurso é demonstrar aos participantes diferentes metodologias que podem ser ofertadas aos sujeitos aprendentes, de modo que elas tornem-se prazerosas para ambas as partes. Considera-se, para isso, a lição de Silva (1981) no sentido de que “leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento e mais essencial ainda à própria vida do ser humano”. Para introduzir a discussão do assunto, pretende-se recorrer a uma contação de histórias como estratégia para atrair os sujeitos e sensibilizá-los para a realização do incentivo de seus alunos à leitura. Para isso, tendo por base a história “A Metamorfose”, de Franz Kafka, os participantes serão provocados a compreender que os momentos proporcionados aos sujeitos da instituição são etapas de metamorfose e que esses sujeitos necessitarão da ajuda e do incentivo de todos que se envolvem nesse processo de mudança. A história trata do personagem Gregor Samsa – que acordou de sonhos intranquilos metamorfoseado em um inseto monstruoso – e relatam quais eram os desafios daquele sujeito e o modo como a sua família o desvalorizava depois de tal situação. Essa narrativa propõe uma discussão voltada às situações do cotidiano nas instituições e à análise sobre darmos, ou não, a devida oportunidade aos sujeitos de tornarem-se seres capazes de transformar o mundo a partir daquilo que o mundo pode ofertar. Serão apresentadas diferentes experiências e vivências que se tornaram ricas tanto no ambiente escolar quanto na formação pessoal e social dos alunos. Para encerrar, será destacado que ser educador é poder transformar pequenas ações em grandes descobertas.


31.  DIVERSIDADE DE GÊNERO NA ESCOLA: PRÁTICAS E VIVÊNCIAS

Luciana Grolli Ardenghi - lucianaa@upf.br
Cristina Fioreze
Lisiane Ligia Mella
Local:  FAED - D3          Sala: 204
Vagas: 30

No Brasil, a realidade vivenciada por pessoas que não se enquadram no padrão heteronormativo de sexualidade é complexa, pois permeada por preconceito e discriminação, o que gera obstáculos que dificultam ou inviabilizam a sua constituição enquanto cidadãos de direitos. É de consenso geral que as relações de gênero estão cada vez mais presentes nas escolas, de forma implícita e explícita. Apesar de serem pouco contempladas nos currículos, a prática revela a necessidade de aprofundar o conhecimento do professor e da comunidade escolar sobre as relações cotidianas que envolvem a temática da diversidade de gênero. Assim, este minicurso, oferecido pelo projeto de extensão “Diversidades: visibilidade e garantia de direitos”, tem como objetivo discutir e analisar as formas de compreensão das diferenças de gênero no contexto escolar, partindo do pressuposto de que a construção de uma sociedade inclusiva requer o olhar para novas concepções sobre a realidade e sobre as formas de viver em sociedade. Visando contribuir para a construção de uma cultura de respeito à diversidade sexual, nossa proposta é  trabalhar a partir de recursos metodológicos que conduzam à compreensão das assimetrias nas relações sociais de gênero produzidas e reproduzidas no cotidiano social e escolar. Da mesma forma, pretendemos instrumentalizar os professores participantes com ferramentas metodológicas e práticas pedagógicas direcionadas para a promoção da de igualdade de gênero na escola.


32.    DIÁLOGO E MEDIAÇÃO DE CONFLITOS: O QUE A ESCOLA TEM A VER COM ISSO?

Maristela Piva - maristela@upf.br
Jaqueline Morandini 
Marina Sbardeloto Duart
Local: FEAC - B6       Sala: 104
Vagas: 30

Os conflitos relacionais fazem parte da vida. Ideias diferentes contribuem para que colegas, professores, e direção vivam momentos de intensa angústia quando se sentem colocados como adversários em algumas situações. “Todo conflito pode passar pela mediação, pois ela tem em vista o acordo, ou melhor a paz social. Abrange todo e qualquer contexto de convivência capaz de produzir litígios” (CACHAPUZ, 2011, p.40). A pacificação dos conflitos, tenta ampliar o diálogo entre os envolvidos, sendo alternativa para se pensar arranjos criativos que potencializem as relações humanas e auxiliem a conviver com as diferenças. Nestes tempos de polarização de ideias, de intolerância social, cabe a escola ser um “lugar” para trabalhar os conflitos cotidianos, oportunizando espaços onde os pensamentos contrários possam ser manifestos, incentivando o respeito e tolerância aos modos diversos de pensar e entender os fenômenos sociais. Sendo uma instituição de vitalidade do pensar, a Escola se beneficia da Mediação estimulando acordos possíveis, através dos quais se construam novas relações, ajudando a solucionar o conflito/reestruturá-lo para uma boa convivência. Além das figuras parentais, os professores vêm a ocupar o lugar de modelos para as crianças e adolescentes, o que torna extremamente significativa sua influência para a formação da personalidade de seus alunos. Nesta perspectiva, o PAIFAM (Programa de Acolhimento Interinstitucional às Famílias), Projeto de Extensão da UPF, que reúne acadêmicos dos Cursos de Psicologia e Direito vem intervindo nos conflitos familiares, e acredita que é possível avançar nos trabalhos de mediação escolar. Pretende-se, com o minicurso, oportunizar reflexões e conhecimentos básicos sobre a intervenção da Mediação. Para tanto, serão articulados pressupostos teóricos sobre esta “ferramenta”, com fragmentos de casos ilustrativos favorecendo a troca entre os participantes e análise das situações comuns e cotidianas enfrentadas no cotidiano do educador.


33.    DISCUTINDO COM OS PROFESSORES A SEXUALIDADE INFANTIL NO CONTEXTO ESCOLAR 

Suraia Ambrós - suraia@upf.br
Mariana Pezzini
Laura Vozniak
Local:  FEAC - B6     Sala: 105
Vagas: 30

A sexualidade é uma importante dimensão do desenvolvimento, sendo constitutiva da personalidade como um todo. Os pressupostos desenvolvimentais que definem a sexualidade implicam na forma como a criança, desde pequena, estabelece a percepção relacional e as suas condições de evoluir nesse aspecto, uma vez que significa as primeiras conexões consigo mesma e com as demais pessoas do seu convívio. Tais aspectos contribuem de forma essencial na capacidade de a criança desenvolver seu esquema corporal, perceber-se e constituir-se como sujeito integral, o que repercute nas condições do aprender, englobando as relações objetais, as etapas do desenvolvimento psicossexual e a síntese das mesmas no todo da personalidade do sujeito. Sendo assim, no processo ensino-aprendizagem o professor entra permanentemente em contato com uma série de manifestações dessa natureza, embora nem sempre seja o seu objetivo abordar o tema, ou se sinta instrumentalizado para tal. Nesse sentido, torna-se essencial conhecer os fundamentos básicos do desenvolvimento sexual com o foco na constituição do sujeito e desenvolvimento da sua autoimagem e na relação que estabelece com o mundo, elegendo figuras de identificação. Dentre essas, além das figuras parentais, os professores vêm a ocupar o lugar de modelos para as crianças e adolescentes, o que torna extremamente significativa sua influência para a formação da personalidade e sexualidade dos seus alunos. Este minicurso da Clínica de Estudos, Prevenção e Acompanhamento à Violência (CEPAVI), projeto de Extensão da Psicologia/UPF, objetiva oportunizar reflexões e conhecimentos básicos sobre sexualidade, seu desenvolvimento e constituição nas diferentes etapas da infância, identificando os seus momentos decisivos, possibilidades e necessidades, tendo em vista a estruturação de um sujeito saudável. Para tanto, são articulados pressupostos teóricos com fragmentos de filmes favorecendo a troca e análise das situações cotidianas do educador.


34.    SUICÍDIO NA ADOLESCÊNCIA: INFORMAR PARA PREVENIR

Ciomara Benincá - beninca@upf.br
Ana Carolina Andres
Caren Guerra
Local: FEAC - B6       Sala: 106
Vagas: 30

O suicídio é um grave problema de saúde pública! Estima-se que a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo, sendo esta a segunda causa de morte entre jovens de 17 a 25 anos. Os números comprovam o que já se sabe: a adolescência um período de mudanças e, naturalmente, de conflitos e crises que culminam em alta vulnerabilidade psicológica que pode tornar o suicídio uma saída viável para os problemas. Por outro lado, ao contrário de uma escolha, o suicídio é um sintoma grave de sofrimento psíquico que bem antes do seu desfecho pode ser identificado e prevenido desde que devidamente identificados os seus sinais de alerta e pedidos de socorro. Com o intuito de preservar a vida, o adolescente precisa contar com todos os atores sociais tendo na escola um espaço privilegiado na promoção da saúde física e mental. Os professores exercem significativa influência e proteção na medida em que têm acesso a informações e comportamentos nem sempre acessados pela família, mas que denunciam desajustes e sofrimento psíquico que pode ser potencialmente preditivo de condutas suicidas. Nesse sentido, a Clínica de Estudos, Prevenção e Acompanhamento à Violência – CEPAVI - projeto de extensão do curso de Psicologia - UPF, oferece este minicurso procurando auxiliar na fundamental qualificação dos professores, de todos os níveis de ensino, para discutir, avaliar  e prevenir o suicídio na adolescência. Assim, os professores estarão melhor preparados para exercer seu papel enquanto mediadores/agentes de educação e promotores de saúde mental. 


35.    A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: INFORMAR, PREVENIR E PROTEGER

Mirna Maria Nicolai Branco - embranco@upf.br
Bruna Saccardo Rocha
Henrique Wollmann
Local: FEAC - B6        Sala: Pós 01
Vagas: 30

De acordo com a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, a violência doméstica se caracteriza como um abuso físico ou psicológico de um familiar em relação a outro, com o propósito de manter poder ou controle. Esse tipo de abuso pode ocorrer por ações ou omissões, sendo frequentemente cometido contra os mais fracos, como mulheres e crianças. Nem sempre revelada pelas vítimas, a violência doméstica pode ser percebida por sinais físicos (como machucados inexplicáveis), psicológicos (tristeza, raiva, medo) e comportamentais (olhar vago, cabeça baixa, isolamento social). A vítima amedrontada e descrente da possibilidade de ser ajudada, pode pedir socorro indiretamente, o que deve ser decifrado pelas pessoas do entorno social, dentre estas, os professores. Nesse sentido, é necessário informar sobre a identificação de sinais de sofrimento (isolamento social, queda no desempenho e evasão escolar) e proteção das vítimas, bem como na promoção de um ambiente saudável e acolhedor na escola. Para tanto, a Clínica de estudos, prevenção, intervenção e acompanhamento à violência (CEPAVI), projeto de extensão da UPF do Curso de Psicologia UPF, objetiva com este minicurso estimular ações informativas com vistas possibilitar um espaço de discussão sobre a violência doméstica, qualificando professores na compreensão da violência doméstica, bem como no acionamento dos mecanismos da rede de proteção e assistência às vítimas. Também serão discutidas ações de  prevenção à violência e promoção da saúde mental no ambiente escolar.


36.    O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) MUSICADO

Cláudio Joaquim Paiva Wagner - wagner@upf.br
Vanisa Viapiana
Guilherme Gambetta da Silva
Local:  FEAC - B6               Sala: Pós 02
Vagas: 40

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos mentais mais prevalentes na infância. Estima-se que 5% das crianças em idade escolar podem apresentar o transtorno. Ele pode se apresentar através de subtipos como o predominantemente desatento, predominantemente hiperativo e impulsivo e o combinado. Os estudos apontam que crianças com o transtorno podem apresentar prejuízos acadêmicos significativos como desempenho escolar abaixo da média, reprovações, atraso escolar entre outros. Este minicurso apresentará o TDAH de forma musicada intercalando falas com conteúdo técnico, sendo que no final será aberto um tempo para o debate com os participantes.


37.    MEU ALUNO INCLUÍDO! E AGORA?

Silvana Terezinha Baumkarten
Equipe SAEs UPF - saes@upf.br
Local:  FEAC - B6      Sala: Pós 03
Vagas: 30

O minicurso tem como objetivo promover um diálogo entre as realidades da escola básica e as do ensino superior, proporcionando o conhecimento de práticas de inclusão da Universidade de Passo Fundo, troca de experiências e reflexões sobre possibilidades de realizar a inclusão do seu aluno. Será abordada: (a)  História da educação inclusiva e as leis pertinentes, como a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência também chamado de Estatuto da Pessoa com Deficiência. Esta Lei (BRASIL 2015) como é referido no seu artigo 1º é “... destinada a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”. De acordo com o artigo 2 desta lei (BRASIL, 2015) “considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. (b) Os diferentes tipos de acessibilidade que procuram garantir a inclusão: Acessibilidade Atitudinal, Pedagógica, nas Comunicações, Digital e Arquitetônica. (c)  Apresentação do Setor de Atenção ao Estudante bem como suas vivências inclusivas e acessíveis realizadas na Universidade de Passo Fundo e como promovemos a inclusão dos acadêmicos, sendo, sua chegada no vestibular até a formatura. O SAES busca contribuir para a inclusão através da acessibilidade e permanência do acadêmico na vida universitária, procurando construir uma rede de relacionamentos através dos projetos que possibilitam ao acadêmico encontrar caminhos para superar as dificuldades de aprendizagem. O SAES trabalha com três eixos: psicopedagógico, psicológico e da tecnologia assistiva e, em cada um deles, são desenvolvidos projetos específicos, com atendimento às dificuldades emocionais e de aprendizagem: (1)  A diversidade no universo acadêmico: preconceitos, estigmas e mitos sobre a deficiência e a diversidade. (2) A abordagem das tecnologias assistivas como ferramentas a favor do aluno, da escola e dos professores.


38.    A TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

Luiz Marcelo Darroz - ldarroz@upf.br
Cleci Teresinha Werner da Rosa
Pedro Henrique Giaretta
Local:  ICEG – B2       Sala: 217
Vagas: 20

O cenário social mundial vem demonstrando nas últimas décadas, atribuídas aos avanços científicos e tecnológicos, têm desencadeado transformações em todas as áreas do conhecimento. Essas alterações exibem um mundo globalizado, cuja satisfação das exigências dele advindas requer que o cidadão experiencie situações de construção de conhecimentos que o auxiliem no desenvolvimento de habilidades cognitivas capazes de proporcionar o letramento científico em relação às novas demandas. Acredita-se que ocorre desenvolvimento dessas habilidades na medida que os conceitos estudados nos bancos escolares sejam aprendidos significativamente pelos estudantes, isto é, quando ocorra a Aprendizagem Significativa. Neste sentido, este minicurso visa discutir os conceitos básicos da Teoria da Aprendizagem Significativa buscando oferecer aos docentes da Educação Básica subsídios para atuarem na realidade escolar do século XXI, conscientes dos desafios e das possibilidades da sua profissão.


39.    AFINAL: O QUE É UM ALGORITMO? E [...] JÁ ESTAMOS NA MATRIX?

Victor Billy da Silva - victorbilly@upf.br
Marcos José Brusso
Local: ICEG – B5       Sala: 103
Vagas: 15

O termo “algoritmo” é uma das palavras da moda e um dos aspectos da tecnologia com maior impacto na nossa vida. Os algoritmos têm assumido cada vez mais funções antes desempenhadas por humanos, conhecem nossas paixões, pretendem tomam nossos trabalhos e teriam potencial para a desencadear uma nova revolução... Porém, afinal o que é um algoritmo? E [...] já estamos na era da Matrix? (em analogia à trilogia cinematográfica). Estas perguntas norteiam a proposta deste minicurso, no qual os painelistas a partir de dinâmicas conhecidas como computação desconectada, buscarão introduzir conceitos sobre algoritmos, prezando por utilizar uma linguagem não técnica. Partindo desta premissa, pretende-se estabelecer um diálogo entre algoritmos e alguns temas da atualidade, como inteligência artificial, refletindo com os participantes panoramas em destaque na cultura digital (séries televisivas, filmes, redes sociais, etc.), propondo um entendimento de aspectos dos conceitos tecnológicos e qual a influência desta temática no cotidiano da sociedade. Por fim, o objetivo deste minicurso é dar subsídios na construção de propostas metodológicas de reflexão da atual sociedade pelo viés tecnológico, munindo os participantes de subsídios para compreender elementos da dinâmica digital contemporânea, e aplicá-los em seu contexto de sala de aula.


40.    FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS KAINGANG: UM REENCONTRO COM O VÃFY

Elisa Mainardi - emainardi@upf.br
Local: FAED - D3          Sala: 205
Vagas: 20

No período de 2001 a 2006 o estado do Rio Grande do Sul foi cenário de um importante processo de formação de professores indígenas: o projeto Vãfy. Promovido por uma parceria institucional entre a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Universidade de Ijuí (UNIJUÍ) e a Universidade de Passo Fundo (UPF), o projeto Vãfy configurou-se como um curso de formação de professores indígenas kaingang com importante reconhecimento da comunidade indígena e da comunidade acadêmica. Por meio desse projeto a Universidade de Passo Fundo foi responsável pela formação inicial de 40 professores indígenas kaingang, oriundos de diversas áreas indígenas do estado do Rio Grande do Sul. Atualmente esses professores que concluíram o Vãfy estão inseridos nas escolas indígenas e têm sido uma referência importante acerca da educação escolar indígena quanto a proposição e desenvolvimento de ações pedagógicas que contemplam os princípios que fundamentam a escola indígena diferenciada. Dessa forma, propomos com esse minicurso reunir esses professores indígenas com o objetivo de revisitar os princípios que orientam a educação escolar indígena e construir propostas de ações pedagógicas que promovam o processo de ensinar e de aprender a partir da cultura do povo kaingang. Justificamos a importância desse tema pela necessidade de promover a formação de professores indígenas para atuar na área educacional, com autonomia para construir e selecionar conhecimentos e habilidades que lhes possibilitem enfrentar situações cotidianas e desafiadoras do fazer pedagógico, considerando os sentidos e significados que são próprios da cultura kaingang e para que possam promover e defender uma escola que represente a identidade do povo indígena, conforme o desejo expresso das comunidades indígenas e dos documentos normativos que tratam da educação escolar indígena brasileira.


41.    GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA:  COMPREENSÕES, CONDICIONANTES E MECANISMOS

Eliara Zavieruka Levinski - eliara@upf.br
Luciane Spanhol Bordignon
Ionara Soveral Scalabrin
Local: FAED - D3       Sala: 206
Vagas: 20

Gestão? Gestão escolar? Gestão escolar democrática? Afinal do que falamos? Como a escola democratiza a gestão? Tais interrogações emergiram de experiências pedagógicas desenvolvidas nas escolas e, neste caso, mobilizam o debate que pretendemos efetivar com a realização do minicurso. A gestão escolar democrática, apesar do amparo legal e das pesquisas carrega múltiplos desafios quanto a incompreensões, implementação e vivências. Desde o seu reconhecimento como direito constitucional, em 1988, muitas legislações posteriores vêm reafirmando a gestão democrática do ensino como um direito e um dever, a exemplo da LDBN (1996) e dos Planos de Educação, no entanto, a interpretação do ordenamento legal experimenta as mais variadas concepções político-pedagógicas e resulta, por consequência, em variadas estratégias de gestão. Ao fim e ao cabo, compete à escola a materialidade da política educacional, o que exige dos gestores a condução dos processos de democratização da gestão escolar. A gestão democrática pressupõe a participação da comunidade escolar. Mobilizar para a participação no planejamento, na execução das ações  e na avaliação, tendo como horizonte os objetivos traçados coletivamente, passa a ser o grande desafio. Para tal desiderato o gestor da escola não pode estar sozinho, é necessário um coletivo, um grupo dinamizador. Dessa forma, torna-se imprescindível identificar os condicionantes, assim como os mecanismos que possibilitam a vivência da gestão democrática, constituindo um exercício de formação e de autoformação, uma experiência que forma e transforma. Assim, intencionamos socializar e discutir compreensões, desafios e possibilidades da gestão escolar democrática tendo como referência Medeiros e Luce (2006), Souza (2010) e Paro (2000). Para tanto, os participantes serão envolvidos em estudo de casos, diálogos, debates e relatos de experiências.


42.    CV LATTES SEM MISTÉRIOS

Denize Grzybovski 
Jênifer de Brum Palmeiras - jeniferb@upf.br
Local: Laboratório Central de Informática - LCI – B5    Sala: 17
Vagas: 30

O objetivo deste minicurso é capacitar os professores da educação básica, bem como estudantes universitários para o preenchimento correto dos seus currículos na Plataforma Lattes. Trata-se de uma ferramenta que permite reunir todas as informações de carreira do professor da educação básica, bem como divulgar suas atividades profissionais à comunidade científica, órgãos de fomento, instituições de ensino superior e líderes de grupos de pesquisa. O currículo disponibilizado na Plataforma Lattes é documento obrigatório nos processos seletivos nos programas de mestrado e doutorado.