Comunicações Orais

COMUNICAÇÕES ORAIS

24/05 – QUARTA-FEIRA
COMUNICAÇÕES – GRUPO 1
15h15min – 16h45min

Sessão 1
Local: FAED – Sala 201
Coordenação: William Dahmer Silva Rodrigues

   

UMA PROPOSTA BEM HUMORADA: A NECESSIDADE DE PROVOCAR REFLEXÃO NA AULA DE LÍNGUA MATERNA

Autores: Marlon Remboski de Souza, William Dahmer Silva Rodrigues                      
Resumo: Este trabalho, a partir da ótica da gramática funcionalista, visa propor um modo de trabalhar com o ensino de Língua Materna a fim de criar um espaço para reflexão. Apoiado na reflexão de Maria Helena de Moura Neves (2010), objetiva-se trabalhar com o humor como forma de ensinar os mais diversos conteúdos em sala de aula. Neves, em seu livro Ensino de língua e vivência de linguagem – temas em confronto (2010), no capítulo inicial da segunda parte do livro, afirma que piadas são um ótimo recurso para se trabalhar com a língua, pois está em sua natureza mobilizar conhecimentos dos mais diversos para que o efeito de sentido desejado seja compreendido. Nesse contexto, é necessário analisar da construção frasal propriamente dita até a situação de comunicação, ou seja, o contexto interacional. As noções de intertextualidade e de conhecimento de mundo estão presentes, assim como aspectos da oralidade: o tom, a duração, a carga emotiva de quem enuncia. Isso tudo permite ao professor trabalhar com questões gramaticais, como predicação e referenciação, na medida em que mobiliza toda situação discursiva do uso. Diante dessas noções, o presente trabalho discute esses conhecimentos em um texto jornalístico de cunho humorístico. A leitura do referencial teórico mobilizado para este estudo foi uma tarefa do PIBID de Língua Portuguesa. Salienta-se, pois, que não é um trabalho aplicado, mas uma revisão de um conteúdo teórico que visa apresentar aos professores de Educação Básica possibilidades de se trabalhar com a língua na perspectiva do uso.



A INDÚSTRIA PETROQUÍMICA NA SALA DE AULA

Autores: Ana Vanessa Dias, Deivid Machado, Kelen Fontana da Silva
Resumo: Muito se fala na necessidade de serem desenvolvidas novas orientações para o ensino escolar, capazes depropiciar maior significação e relevância social aos educandos. “O ensino de qualidade que a sociedade demanda atualmente se expressa como a possibilidade de o sistema educacional vir a propor uma prática educativa adequada às necessidades sociais, políticas, econômicas e culturais da realidade brasileira(...)”. (PCN, 1998, p.33). Nesse sentido, um grupo de acadêmicos bolsistas, professora supervisora e coordenadora do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), subprojeto Química da Universidade de Passo Fundo (UPF), elaboraram uma proposta de Situação de Estudo (SE) intitulada “Indústria Petroquímica”, com intuito de trabalhar de forma contextualizada os conteúdos de Química Orgânica voltados ao 3º ano do ensino médio. As situações de estudos, são uma forma de repensar o currículo, pois possibilitam interações entre os sujeitos e entre as diversas áreas do conhecimento, produzem visões diferentes, fatos novos e oportunizam romper com a forma linear de transmissão do conhecimento (BOFF, FRISON, ARAÚJO, 2005). Neste sentido organizou-se a proposta da SE, dividida nas seguintes etapas: (1) definição dos conteúdos a serem trabalhados, do tema norteador, organização dos textos e atividades a serem realizadas; (2) socialização da proposta com o grupo PIBIB/QUÍMICA/UPF e realização das modificações sugeridas e (3) aplicação da proposta, na Escola Estadual de Ensino Médio Anna Luísa Ferrão Teixeira no município de Passo Fundo/RS em uma turma de 3º ano do Ensino Médio. Já no presente ano, a SE está sendo desenvolvida no Instituto Estadual Cecy Leite Costa, em duas turmas de 3° ano do Ensino Médio. Esta proposta vem possibilitando a inserção de elementos do cotidiano e a abordagem de conceitos científicos com maior significado para os educandos facilitando a construção dos conhecimentos químicos e aumentando a motivação e interesse pelas aulas.

 

O CEPAVI E A VIOLÊNCIA CONTRA DEFICIENTES - EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA COM A EQUIPE DA APAE

Autores: Artur Pontel Botton, Manuela Zamprogna, Thiago Corazza Capitanio
Resumo: A Clínica de Estudos, Prevenção e Acompanhamento em Situações de Violência – CEPAVI, é um projeto de extensão da UPF, focado na prevenção e tratamento da violência sob a responsabilidade de professores e acadêmicos do curso de Psicologia. Este trabalho busca descrever a experiência do CEPAVI com uma equipe da APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, com o objetivo de favorecer a discussão e a reflexão sobre o papel desta instituição no acolhimento dos deficientes em situações de vulnerabilidade e violência. As crianças e adolescentes com deficiência apresentam maior vulnerabilidade às diversas formas de maus-tratos (físicos, psicológicos, negligencia e abuso sexual). Por conta disso, foi realizado um encontro com 30 integrantes da APAE de uma cidade do interior do estado, coordenado por dois professores e auxiliado por 12 acadêmicos. No primeiro momento, foram projetados slides com conceitos de violência e contextualização histórica da deficiência. A seguir, a equipe participou da dinâmica de grupo “calçando os seus sapatos”, na qual experimentavam os sapatos dos colegas, descrevendo a experiência de se colocar no lugar do outro, favorecendo a empatia para lidar com a violência. Depois, foi promovida uma discussão em círculo sobre a violência, a partir da exibição de um vídeo sobre o tema. Os participantes se mostraram bastante mobilizados, expondo situações de violência familiar às quais as crianças deficientes são submetidas. A violência familiar pode ser prevenida na instituição na medida em que a equipe se disponha de informações e capacitação técnica e humana para ajudar o deficiente e sua família a desenvolver relações afetivas adequadas, promovendo bem-estar psicossocial. Este trabalho se mostrou muito pertinente ao possibilitar aos integrantes da equipe da instituição a apropriação de informações relevantes e a reflexão sobre suas responsabilidades em prol da prevenção e do enfrentamento da vulnerabilidade das crianças deficientes, e assim ampliar as possibilidades de manejo e amparo em situações de violência. O trabalho teve como base teórica o livro “A violência familiar e a criança e o adolescente com deficiências”, dos autores Ana Cláudia Mamede Wiering de Barros, Suely Ferreira Deslandes e Olga Maria Bastos.

 

CARRINHO DE LOMBA: RECURSO PEDAGÓGICO PARA AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Autores: Leandro Saldanha, Andréa Bona, Yan Álisson Lang Dias
Resumo: O presente trabalho situa-se no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), subprojeto Educação Física, desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dyógenes Martins Pinto, no bairro Professor Schisler, situado no município de Passo Fundo, com estudantes do quinto ao nono ano do Ensino Fundamental. O objetivo é relatar o envolvimento e participação dos alunos no projeto de criação e desenvolvimento de seu próprio carrinho de lomba a ser utilizado como recurso pedagógico em aulas de Educação Física e elemento de conexão com as demais disciplinas participantes do projeto interdisciplinar da escola. Assim, o implementar do projeto, permite que os estudantes exercitem a imaginação e curiosidade ao mesmo tempo em que necessitam buscar o conjunto de conhecimentos apreendidos em outras disciplinas tais como a matemática, artes, física e história proporcionando a identificação dos conteúdos em situações reais e presentes na vida dos estudantes. Para isso, observarão um carrinho pronto, identificando os materiais necessários, o tipo, tamanho, texturas, medidas, espessura, bem como conceitos necessários ao entendimento e execução da construção. Ainda realizarão pesquisa com familiares e comunidade sobre a vivência dos mesmos com o referido brinquedo agregando assim, elementos importantes para a tarefa de comparação com a perspectiva atual de utilização do carrinho de lomba no ambiente escolar. Na sequência de execução da proposta na escola, será realizada uma atividade final aberta à comunidade escolar com trajetos delimitados para corrida com o carrinho, apresentação em mural fotográfico de todas as etapas de pesquisa, construção e vivências teste do brinquedo. Ou seja, um momento de compartilhar e experimentar a vivência do carrinho de lomba enquanto elemento pedagógico e de lazer para toda comunidade escolar.

 

Sessão 2
Local: FAED – Sala 202
Coordenador: Luciane Sturm

 

FRIENDS OF ENGLISH: CLUBE DE INGLÊS PARA ALUNOS DA ESCOLA PÚBLICA

Autores: Alessandra Falcão Bittencourt, Betiza Scortegagna, Luciane Sturm
Resumo: Aprender ou ensinar Inglês na escola, hoje em dia, é um desafio. De acordo com o Referencial Curricular – Lições do Rio Grande (RCLRG - Vol 1, 2009), a língua adicional (LA - Inglês) deve contribuir para a formação de cidadãos críticos, capazes de transitar nas sociedades complexas contemporâneas, sabendo lidar com a diversidade. A LA deve proporcionar ao indivíduo o aumento de seu capital cultural (BOURDIEU, 1998), para que ele compreenda melhor o que se passa em sua comunidade, estado e país, portanto, conduzindo-o ao letramento crítico, tanto na Língua Portuguesa, quanto na LA. O esperado letramento na LA depende da qualidade da educação linguística que esse indivíduo recebe, ou seja depende de um ensino eficiente.  Nesse contexto, este trabalho descreve e discute o Projeto Friends of English, cujo objetivo é despertar e motivar adolescentes, oriundos das escolas públicas, entre 13 e 15 anos, ao estudo do Inglês. A proposta não prevê aulas formais e o estudo sistemático do Inglês, mas sim um aprendizado inovador e dinâmico. Assim, nosso trabalho se constitui da preparação de sequências didáticas diferenciadas, que integram o uso da música, dos jogos e da tecnologia, a partir de uma abordagem centrada na interação (VYGOTSKY, 1987) e na aprendizagem cooperativa (FIGUEIREDO, 2006). Acreditamos que, a partir de uma proposta dinâmica e atrativa, na qual o aprendiz seja sujeito no processo de aprendizagem, a motivação pela LA virá à tona de forma desafiadora para os adolescentes.

 

A QUÍMICA DO CHOCOLATE E AS SUBSTÂNCIAS QUE PROPORCIONAM O BEM-ESTAR

Autores: Luana Cazzaroto, Marcela Jurema de Souza Prates, Camila Segalin
Resumo: O Pibid/Química/UPF desenvolve suas atividades curriculares baseada em Situações de Estudo (SE), que de acordo com Maldaner (2001) proporcionam “um contexto de problematização, que permite estabelecer a negociação de significados aos conceitos introduzidos, produzir entendimentos e ações em novos níveis nesse contexto”. Desse modo, entende-se que as SEs oportunizam a significação dos conteúdos e conceitos a serem desenvolvidos, permitindo a realização de intervenções interdisciplinares e a contextualização do conhecimento químico. Assim, a SE “A Química do Chocolate” foi desenvolvida por bolsistas e supervisores do projeto, com o objetivo de sistematizar os conteúdos de química orgânica, relacionando com o cotidiano e as vivências dos estudantes de terceiros anos do Ensino Médio do Colégio Estadual Joaquim Fagundes dos Reis, localizado na cidade de Passo Fundo. A aplicação da SE foi dividida nas seguintes etapas: (1) instigar o conhecimento prévio dos estudantes; (2) degustação de diferentes tipos de chocolates; (3) debate sobre as características dos chocolates; (4) fundamentação teórica; (5) histórico sobre o desenvolvimento da Química Orgânica e por fim a  (5) contextualização dos conceitos. Para avaliar os conhecimentos prévios dos estudantes realizou-se uma degustação de diferentes tipos de chocolates, instigando os estudantes a expressarem o que conhecem sobre o assunto, um deles relatou o seguinte: “Concluímos então que o chocolate branco é praticamente só gordura e por conta disso não traz muitos benefícios a saúde, também aprendemos que quanto mais amargo o chocolate mais benéfico é a saúde”. Desse modo, acredita-se que os estudantes envolvem-se mais com a proposta, participando e construindo o seu conhecimento sobre determinado tema. A SE foi organizada e aplicada na escola no primeiro semestre de 2016, porém após análise dos resultados obtidos, foram realizadas algumas alterações buscando melhorias, sendo aplicada novamente em 2017, com novas turmas.

 

A COMUNICAÇÃO ATRAVÉS DOS GÊNEROS TEXTUAIS: MULTILETRAMENTO NA ESCOLA

Autores: Maritana Corazza, Cristiane de Oliveira Eugenio
Resumo: Devido ao acelerado e constante avanço dos gêneros textuais em nosso meio e a propagação em diversas ferramentas tecnológicas, procuro com este trabalho, descrever e discutir o projeto "A comunicação através dos Gêneros Textuais: Multiletramento na Escola", desenvolvido nas turmas do ensino fundamental da Escola Estadual de Ensino Fundamental Frei Anselmo, do município de Selbach, no início do período letivo do ano de 2017. O projeto visa construir e vivenciar formas comunicativas por meio de diversos gêneros textuais. As formas de interação que compõe a sociedade mudam de acordo com suas necessidades de convivência, os gêneros textuais colaboram para tal interação por consequência de sua constante presença nos meios de comunicação. Baseados em Bazerman (2005), Dionísio (2011) e Marcuschi (2002), exploramos os gêneros textuais e os articulamos com as diferentes áreas do conhecimento. O projeto adota novas aprendizagens que são vivenciadas no dia a dia, tornando-se indispensável o envolvimento contínuo de alunos e professor. Os gêneros textuais são influenciados pelo desenvolvimento tecnológico, por isso o conceito de letramento é o primeiro que merece ser revisto. A capacidade de compreender mensagens de diferentes fontes de comunicação e a capacidade de produzi-las desencadeiam no multiletramento. O estudo se justifica no momento em que percebemos a importância de relacionar os gêneros atuais com a prática escolar, acompanhando sempre a evolução do processo de comunicação da sociedade. O objetivo deste trabalho consta em aprimorar os conhecimentos das novas formas de letramento, desenvolvendo as práticas de multiletramento e adaptando-as para uso no contexto social.

 

DANÇA ESCOLAR NO CONTEXTO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

Autores: Dilamar da Rosa
Resumo: O presente trabalho situa-se no âmbito das atividades realizadas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), pelo subprojeto Educação Física, desenvolvido na EMEF Dyógenes Martins Pinto, Bairro Schisler no município de Passo Fundo para os alunos do Ensino Fundamental Anos Finais do 6º ao 9º ano. Apresenta como objetivo possibilitar o contato com a dança, estimulando o estudante a sentir, perceber, conhecer e aprender sobre este conteúdo. Além disso, auxiliar em seu repertório motor, ampliando suas capacidades, descobrindo suas habilidades e suas potencialidades. A dança é uma forma de cultura, arte, educação, lazer e educação.  As aulas desenvolvidas, ocorrem de maneira vivencial - descritiva, onde se busca a melhor forma de entendimento das atividades. As dinâmicas dos encontros se constituem de dois períodos, inicia-se com aquecimento, alongamento, atividades de coordenação motora. No segundo momento, são realizados ritmos diversos orientados pelo professor. Em um momento final, os estudantes são convidados, individualmente ou em grupo a criarem seus próprios movimentos individuais ou em coreografia que, posteriormente, serão compartilhados com a turma. Dançar pode ser uma das maneiras mais divertidas e complexas para despertar todo o potencial de expressão do ser humano. Enquanto o sujeito se movimenta, concretiza sua expressividade, aprende sobre o desenvolvimento físico, social, emocional. Vivenciar a dança equivale a um tipo de alfabetização corporal que se traduz por meio da linguagem do movimento e desenvolve-se em um tempo- espaço- forma. Despertar o interesse pela dança na escola é levar consideração a importância do repertório artístico, cultural na formação de sujeitos críticos, reflexivos e autônomos.

 

Sessão 3
Local: FAED – Sala 203
Coordenador: Érika Novello de Farias

 

A INSTITUIÇÃO DO LEITOR JOVEM: LITERATURA, LEITURA E MULTILETRAMENTOS NO ENSINO MÉDIO

Autores: Érika Novello de Farias, Rafael da Cruz Freitas, José Felipe Rodrigues
Resumo: No contexto das Leituras obrigatórias do Ensino Médio público, deve-se perguntar qual o perfil de Leitor vêm se formando, e se suas Leituras, que aumentaram significativamente com a ascensão das mídias digitais, condizem com o que a escola determina como Leitura, e quais meios os alunos encontram para realizá-las. Nesse sentido, traz-se um dos objetivos deste trabalho – inserido no subprojeto de Letras Língua Portuguesa do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES)– que é mostrar como a Leitura pode ter um aspecto coletivo e ser conteúdo potente de significados quando compartilhado com outros Leitores e visões de mundo. Um segundo objetivo é refletir sobre a realização de experiências subjetivas com a literatura com as quais os estudantes podem realizar um processo de valorização da Leitura como fonte de comunicação entre Leitor e texto. Para realização dos objetivos propostos, utiliza-se, além da metodologia bibliográfica e documental, a experiência da prática pibidiana através da Leitura de diferentes mídias. Inserido nessa experiência e na pesquisa bibliográfica, tem-se o conceito da instituição Leitor como integrante ativo no ato de Leitura, que objetiva busca da renúncia à imposição de um sentido imutável do texto. Outro conceito que se apresenta é de multiletramentos como a utilização de diferentes mídias e gêneros como ao Leitor acesso a materiais de Leitura que auxiliam na construção do sentido do texto. Apresenta-se também a mudança do perfil da literatura e da Leitura na contemporaneidade e de seus Leitores que estão profundamente conectados a materiais de Leitura não canônicos. Partindo dos conceitos apresentados, coloca-se como considerações finais que ensino da Literatura e da Leitura devem ir ao encontro da realidade do Leitor fora da sala de aula, utilizando-se dessa para instituir um sujeito Leitor que seja de personalidade sensível e crítica na busca e construção do sentido do texto.

 

FOGOS DE ARTIFÍCIO EM SALA DE AULA

Autores: Júlio Bernieri, Kerly Alessandra Denkel, Yuri Tonello D’Agostini Zottis
Resumo: A Situação de Estudo (SE) "Fogos de Artificio: Luzes coloridas no céu" foi construída, revisada e aplicada pelo PIBID/QUÍMICA/UPF, no Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Passo Fundo, com os estudantes do primeiro ano do ensino médio e aborda o tema fogos de artifício. Nesta SE pretendeu-se utilizar aspectos relacionados a vivência do estudante para a compreensão e construção dos conceitos da ciência Química, permitindo ainda realizar o resgate de conceitos e conteúdos importantes, já estudados. Com o intuito de estimular a relação entre o conhecimento químico e o saber prático dos estudantes, na organização da SE foram inseridas questões prévias problematizadoras, no início da aplicação e a cada abordagem de novo conteúdo. Conceitos e os conteúdos relacionados a constituição da matéria, modelo atômico de Bohr, subníveis de energia e tabela periódica, estão presentes nesta SE. A importância de se utilizar a organização curricular na forma de SE, em uma sala de aula, se baseia em permitir a interdisciplinaridade, promover a contextualização do conhecimento científico e  a articulação com as atividades experimentais, permitem estabelecer relações para além dos conhecimentos teóricos. A referida SE foi construída e utilizada no período de 2014 a 2016 e em 2017 foi novamente revisada e aplicada agora em um colégio militar.  Como resultados positivos destaca-se o melhor desempenho dos estudantes em que as atividades foram realizadas antes das avaliações teóricas.  As memórias críticas dos estudantes, escritas após a aplicação da SE, também apontam para resultados satisfatórios quanto a esta forma de organização curricular.

 

APRENDENDO SOBRE FESTAS JUNINAS

Autores: Aline Raquel Diel de Moura, Teresinha Indaiá Mendes Fabris
Resumo: Acreditando que as aprendizagens podem efetivamente se realizar no âmbito escolar é que o PIBID/Pedagogia/UPF tem se dedicado a propor projetos de trabalho. A principal atitude do ponto de vista do professor, ou daquele que ensina, é apropriar-se de um conhecimento específico e aprofundado a respeito do tema a ser trabalhado, para que assim possa propor atividades significativas. O intuito neste momento é mostrar a ação pedagógica partindo de um projeto de trabalho que envolve o aprofundamento de conhecimentos sobre a temática em questão, neste caso, os festejos juninos. O trabalho aconteceu com turmas do ensino fundamental, nos anos iniciais (1º ao 5º ano), respeitando-se as características de aprendizagem relativas a idade dos alunos de cada ano. Para isso, os ensinamentos de BARBOSA e HORN (2008), no que diz respeito a elaboração de projetos de trabalho que permitam ter a criança e suas aprendizagens no centro do processo de construção de conhecimentos têm sido uma grande base de apoio. Essa forma de trabalho traz em si a ideia de que o professor precisa conhecer profundamente o assunto a ser abordado para que possa propor estratégias metodológicas que efetivamente deem conta de provocar as crianças em prol de novas aprendizagens. Nesse sentido o ato de pesquisar sobre o assunto foi de fundamental importância para que o projeto obtivesse êxito. A busca sobre o assunto permitiu que as bolsistas conhecessem mais a respeito das festas juninas, sua origem e suas características regionais, o que contribuiu para que as atividades propostas pudessem dar conta das indagações propostas pelos alunos.

 

ENSINO-APRENDIZAGEM EM LÍNGUA MATERNA: UMA PROPOSTA PARA APRIMORAR A COMPETÊNCIA DISCURSIVA DOS ALUNOS

Autores: Tamires Caroline Arend, Luciana Maria Crestani
Resumo: O presente trabalho é fruto da monografia apresentada e defendida no curso de Letras e que teve como objetivo propor um de plano de unidade centrado no trabalho com letramentos e multiletramentos, com vistas ao desenvolvimento de habilidades relacionadas à competência discursiva dos alunos. Tal pesquisa discute sobre a importância de o ensino de língua materna focar-se no trabalho com a leitura, a interpretação e a produção de textos, articulando também as novas tecnologias e a abordagem multicultural. O trabalho foi embasado, principalmente, nas proposições de autores que discorrem sobre ensino de língua materna: Marcuschi (2012), Bagno (2005), Possenti (1996), Soares (2004), Rojo (2009, 2012), Bagno (2005), Kleiman (2005) e Neves (2005, 2009), incluindo os preceitos dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (2000) e as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006). Nesta comunicação, apresentamos o resultado da pesquisa feita, qual seja, o plano de unidade cujas práticas de ensino e aprendizagem foram elaboradas em consonância com as perspectivas dos letramentos e multiletramentos.

 

Sessão 4
Local: FAED – Sala 204
Coordenador: Paula Rios da Cunha

 

MEMÓRIAS DE AULA – PIBID DE LÍNGUA PORTUGUESA EEEF SALOMÃO IOCHPE

Autores: Paula Rios da Cunha, Yasmin Seibel, Roberto Paranhos
Resumo: O trabalho realizado pelo Pibid-Letras na Escola Estadual de Ensino Fundamental Salomão Iochpe tem rendido registros importantes nominados “memórias de aula”, que são as descrições e as impressões redigidas pelos pibidianos durante as observações/intervenções nas escolas. Reconhecendo-se que as situações de sala de aula são momentos de aprendizagem, essas anotações, mais do que cumprir um papel burocrático de elencar os temas abordados e as atividades propostas, constituem-se em importantes instrumentos para a constante reflexão sobre a prática docente a partir dos debates críticos resultantes do ambiente escolar, como defendido por Miguel Ângelo Zabalza em Diários de aula: contributo para o estudo dos dilemas práticos dos professores. Desse modo, a análise de tais registros, sendo comparada aos objetivos traçados no planejamento prévio, acaba servindo como suporte a novas atividades formuladas e ou reformuladas. Segundo MACEDO (2007), planejamento/reflexão/reformulação formam um processo contínuo capaz de atribuir sentido ao que foi realizado.

 

OFICINA: ATIVANDO A MEMÓRIA EM GRUPOS DA TERCEIRA IDADE DO CREATI

Autores: Luiz Henrique Ferraz Pereira, Jaqueline Simon
Resumo: Este trabalho apresenta a proposta de ações desenvolvidas junto aos idosos do Centro de Referência e Atividades da Terceira Idade da Universidade de Passo Fundo (Creati/UPF), tendo a Matemática como norteadora da seleção das atividades propostas. O propósito das atividades é oportunizar momentos de interação nos quais a memória do idoso possa ser provocada para se manter ativa, já que o número de idosos no Brasil está em crescente aumento e a busca por qualidade de vida, física e mental, é uma constante cada vez mais próxima dessa parcela da população. Após algum tempo de desenvolvimento da proposta junto ao grupo em questão, é possível identificar relatos dos participantes acerca da melhora que percebem nas atividades diárias para as quais necessitam de conexões com a memória. Tais referenciais dão conta da importância e da necessidade de continuidade do trabalho feito até o momento.

 

A VOZ DA MULHER NEGRA EM DIFERENTES TEXTUALIDADES: PROPOSIÇÕES DIDÁTICAS PARA SALA DE AULA

Autores: Adriane Ester Hoffman, Rita de Cássia Dias Verdi Fumagalli
Resumo: A temática deste estudo parte do pressuposto de que a escola, como construtora de leitores críticos e competentes, deve desenvolver nos educandos habilidades específicas para que adquiram competências múltiplas de leitura de textos constituídos por diferentes tipos de linguagens. Nesse processo, faz-se necessário um ensino de literatura em que os leitores contatam com textos de diferentes procedências e atuem como sujeitos de sua formação leitora. Diante dessa questão, o objetivo deste trabalho consiste em apresentar uma proposta de prática leitora para a sala de aula. Assim, como sugestão, poesia e música inter-relacionam-se, com o objetivo de demonstrar possibilidades de aproximação de diferentes textos, mas que abordam a mesma temática. O assunto escolhido para a proposição didática interpela questões étnico-raciais, que atingem mulheres negras de diferentes nacionalidades obrigadas, muitas vezes, a negarem suas origens, características faciais, língua, vestimenta e, principalmente, manifestações culturais responsáveis por construir a sua própria identidade. O cotejo acontece entre o texto poético de Conceição Evaristo chamado “Vozes-Mulheres”, que narra a trajetória de mulheres negras em nosso país e a poesia musicada da escritora peruana Victória Santa Cruz “Gritaram-me negra”, produção artística que recupera a linguagem do ritmo dos povos africanos, descontruindo o conceito fabricado de raça, permitindo captar outros sentidos através de vozes que ecoam de uma identidade silenciada. A pesquisa tem como referencial teórico os estudos de Zilberman (2012), que afirma que o ato de ler é uma prática indispensável para o posicionamento do indivíduo frente à realidade. Também, Bordini e Aguiar (1988), ao afirmarem que a formação do leitor de literatura se dá pela reconstrução do universo simbólico das palavras, com base em suas vivências pessoais. Assim, é pelo método recepcional que se buscou aparato metodológico para desenvolver uma prática leitora. Corrobora-se que uma prática leitora que alia diferentes textos de diferentes épocas, nacionalidades, autores e suportes possibilita a ampliação de conhecimentos e aprimora o cidadão e o seu entorno.

 

PRÁTICAS DE LEGENDAGEM NO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Autores: Patrícia Guterres, Ane Cristina Variani Zatti, Julia Alessandra Crestani
Resumo: Este trabalho tem o objetivo de apresentar um relato de experiência focado no funcionamento de um processo de legendagem, bem como nos seus critérios de realização. Para sua prática, o grupo do PIBID Interdisciplinar – Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – vinculado ao curso de Letras da UPF e às escolas de ensino público Adelino Pereira Simões e Anna Luísa Ferrão Teixeira, ambas situadas em Passo Fundo, elaborou uma sequência didática cujas etapas têm o intuito de fazer uma reflexão acerca do processo de legendagem a partir das línguas espanhola e inglesa para a língua portuguesa, proporcionando aos alunos sua produção,  demonstrando na prática o minuncioso trabalho realizado na criação de uma legenda, onde deve-se ressaltar a contextualização para que se possa manter o efeito de sentido proposto na língua original quando transferido para outra língua. Essas atividades foram organizadas a partir de um plano de unidade, dividido em quatro momentos e desenvolvidas em sala de aula. No primeiro momento, buscou-se fazer a sensibilização dos alunos sobre como é um processo de legendagem, abordando as regras que devem ser seguidas ao elaborar determinada legenda. Buscou-se enfatizar as considerações contextuais que devem ser feitas acerca de efeitos de sentido propostos na produção original, e o trabalho para que não perca sua essência na transferência para outra língua. Trabalhou-se também com atividades de compreensão auditiva, para que vivenciassem todo o processo de elaboração. Posteriormente foram propostas atividades de produção textual, e por fim as legendas foram ajustadas aos moldes das regras vigentes de legendagem. Na construção do plano de unidade pensou-se em um método que permitisse aos alunos a prática da legendagem em todo o seu processo, trabalhando com a compreensão oral e a produção das legendas, em inglês e espanhol, sempre buscando refletir sobre o meticuloso trabalho realizado nessas produções.

 

Sessão 5
Local: FAED – Sala 205
Coordenador: Rosana Coronetti Farenzena

 

ELEMENTOS DA NATUREZA E PEÇAS NÃO ESTRUTURADAS NO DESENVOLVIMENTO E NO BEM ESTAR INFANTIL: A EXPERIÊNCIA DA BRINQUEDOTECA DA FAED COM CRIANÇAS DE DIVERSAS IDADES

Autores: Rosana Coronetti Farenzena, Cíntia Luzia Lauer, Jéssica da Silva de Couto
Resumo: A comunicação proposta visa compartir a experiência da Brinquedoteca da Faed, desenvolvida com crianças de diversas faixas etárias. O enquadramento diz respeito ao valor de elementos da natureza e de peças não estruturadas, obtidas em marcenarias, olarias, sapatarias oficinas de costuras e outras, para o melhor desenvolvimento e bem estar infantil. Na medida em que peças como gravetos, cipós, pinhas, folhas, flores, sementes, conchas, blocos de argila ou de massa feita com os protagonistas da atividade, blocos de madeira, pedaços de tecido, fios naturais, entre outros elementos, tornam-se acessíveis às crianças amplia-se notavelmente as suas possibilidades perceptivas, interativas, relacionais, criativas, de transformação e de ressignificação desse conjunto diversificado de elementos. Brincar é uma habilidade que precisa ser aprendida e praticada. Os professores e demais adultos tem participação decisiva nesse aprendizado. Preparar-se para uma mediação respeitosa à perspectiva da criança é um compromisso ético permanente. No terreno das brincadeiras, materiais naturais não são a primeira escolha das crianças e surpreendem professores quanto às suas possibilidades. Pequenas variações da expressão “Como conseguem fazer algo tão lindo com um material que vem da natureza?!” repetem-se ao longo das visitas à Brinquedoteca. As narrativas das professoras também ressaltam a simplicidade, a “riqueza” dos materiais e revelam intenções de estender essa prática ao contexto da escola, na medida em que a vívida participação dos brincantes permite qualificar as atividades como interessantes, criativas, surpreendentes... É essa experiência que desejamos compartilhar. A abordagem traz paradigmas ainda minoritários no campo do brincar, entre os quais: a) a reconexão criança e natureza; b) a presença de riscos controlados nas experiências infantis; c) a ampliação da mobilidade das crianças na escola e fora dela; d) a vinculação de processos indissociáveis, como brincar e aprender, configurados como opostos na organização curricular; e) o alargamento de escolhas nas interações com os pares, na exploração de materiais, na gestão do tempo; portanto na produção de cultura infantil.

 

PROGRAMA PIBID: UMA EXPERIÊNCIA COM JOGOS NO ENSINO MÉDIO

Autores: Camila Faligurski Fim, Géssica dos Santos, Carla Milena Spielmann
Resumo: Participar do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES/UPF) é uma oportunidade que os acadêmicos dos cursos de licenciatura possuem para inserir-se na realidade escolar antes dos estágios curriculares, obrigatórios nos semestres finais do curso. Os bolsistas que atuam na Escola Estadual de Ensino Médio Professora Eulina Braga desenvolveram, com as turmas de Ensino Médio, durante o segundo semestre do ano de 2016, um projeto relacionando atividades lúdicas aos conceitos de matemática básica. Foram desenvolvidos cinco jogos, que tinham como objetivo principal estimular o raciocínio lógico nos estudantes envolvidos nas intervenções, além de revisar conteúdos que, de certa forma, não estavam completamente esclarecidos para os alunos. Para o desenvolvimento de dois dos jogos, foi criado um baralho especial, o Baralho Matemático. Esse baralho se assemelha ao convencional. A diferença é que, invés de números, cada carta contém expressões matemáticas que determinam o valor numérico correspondente. Esse Baralho foi utilizado para os jogos Rouba Monte e Soma 10. Além disso, foi adaptada uma atividade semelhante ao jogo Batalha Naval, a Batalha Naval com o Círculo Trigonométrico, que, ao invés de coordenadas padrão, foram utilizados ângulos e comprimento do raio de uma circunferência. Também, foi utilizado material didático Geoplano. Com esse, foram trabalhadas figuras geométricas e pode-se explorar a medida de suas áreas e perímetros. Por último, foi desenvolvido um Quebra-cabeça das Proporções, que trabalhou com diferentes representações de um número (fração, porcentagem, representação geométrica e decimal). As peças devem encaixar-se perfeitamente conforme a proporção estabelecida, formando, ao final, uma figura que une todas as peças. O projeto foi considerado válido, pois os estudantes demonstraram interesse ao realizar as atividades propostas, resultando em aspectos positivos com relação à aprendizagem dos mesmos. Para os acadêmicos, o projeto foi satisfatório, pois atingiu os objetivos estabelecidos, solucionando as dificuldades dos estudantes.

 

A INTERDISCIPLINARIDADE COMO FOCO: AS DIFERENTES FORMAS DE EXPRESSÃO COMO ESSÊNCIA PARA A ESCRITA

Autores: Laercio Fernandes dos Santos, Sabrina de Lima Guedes, Cheilla de Oliveira Santos
Resumo: A escrita é um dos pilares do ensino de língua, pois se trata de fazer com que o aluno coloque em prática o conhecimento linguístico, exercendo o princípio interativo da língua. Dessa forma, o processo de escrita e reescrita deve existir por propiciar a possibilidade de ajustar o texto a diferentes situações comunicativas existentes tanto no âmbito escolar como no contexto fora da escola, em que se desenrolam os processos comunicativos efetivos. O educador, pois, deve subsidiar a produção textual do aluno, de forma a fazer com que ele se utilize os recursos da língua e construa/desenvolva uma propriedade argumentativa. A sequência didática foi criada pelos bolsistas do PIBID e do professor supervisor Laercio Fernandes dos Santos, apoiando-se obra O texto e a construção de sentidos, de Ingedore Koch (1997), que aborda a questão do conhecimento de mundo, tratando o texto não como uma produção final após a escrita do aluno: esse é apenas o início do trabalho.

 

ARTE MARCADA NA PELE

Autores: Cristieli de Morais Da Costa, Sônia Galvan, Mariane Loch Sbeghen
Resumo: Esta comunicação prevê a apresentação do projeto 2016-PIBID/Artes Visuais, que promove a iniciação à docência para acadêmicos da licenciatura, possibilitando um contato prévio com a sala de aula e a educação. O projeto teve como um dos objetivos servir como ferramenta para alertar estudantes do ensino médio do Cecy Leite Costa sobre os riscos da tatuagem. Ao longo da História da Arte, a tatuagem representou diferentes significados: símbolos religiosos a signos de segmentação social. No Ocidente, a tatuagem foi marca de tribos urbanas: punks, surfistas e motoqueiros. Atualmente, as marcas corporais ganharam as ruas, estampadas ou fincadas na pele de adolescentes e jovens dos mais diversos grupos sociais.

 

24/05 – QUARTA-FEIRA
COMUNICAÇÕES - GRUPO 2
17h – 18h30min
Sessão 1
Local: FAED – Sala 201
Coordenação: Tamires Caroline Arend

 

DESIGUALDADES SOCIAIS: PROJETO PIBID DE LÍNGUA PORTUGUESA

Autores: Tamires Caroline Arend, Sinara Maria Spezia, Roberto Paranhos
Resumo: O trabalho é fruto de um projeto desenvolvido pelo PIBID Letras-Português na Escola Estadual de Ensino Fundamental Salomão Iochpe. As atividades aplicadas nas aulas de Língua Portuguesa têm o objetivo de aperfeiçoar a competência discursiva dos alunos do 9° ano do Ensino Fundamental e também desenvolver as habilidades de leitura, compreensão, interpretação e produção textual partindo do trabalho com diversos gêneros discursivos. Para conduzir as atividades, escolheu a temática “desigualdades sociais” e o ponto de partida para as discussões foi o documentário “Ilha das Flores”, escrito e dirigido pelo cineasta Jorge Furtado, em 1989. Com base em fundamentos teóricos advindos dos estudos de Linguística textual, o trabalho se desenvolveu com a leitura e a compreensão de outros textos de gêneros diversos em sala de aula, com o intuito de promover a produção de textos dirigida e orientada pelo grupo de pibidianos.

 

APRESENTAÇÃO DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA: MULHERES QUE INSPIRAM

Autores: Daniela De David Araújo, Davita Francieli Dickmann, Lisandra de Oliveira
Resumo: Este trabalho tem o objetivo de apresentar uma sequência didática construída pelo grupo de bolsistas ligado ao subprojeto PIBID Interdisciplinar – Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – CAPES, vinculado ao curso de Letras da UPF e às escolas de ensino público Adelino Pereira Simões e Anna Luísa Ferrão Teixeira, ambas situadas em Passo Fundo. Tal planejamento pedagógico, a ser executado ao longo do primeiro semestre letivo, objetiva oportunizar aos estudantes do terceiro ano do ensino médio, nas disciplinas de Língua Inglesa e de Língua Espanhola, construção de conhecimento acerca de personalidades femininas que são referências na sociedade, a partir de seus feitos e obras, ao mesmo tempo em que visa aprimorar a capacidade de leitura na língua estrangeira e ampliar o conhecimento linguístico no idioma em estudo, contextualizado pela discussão cultural e interdisciplinar. Ao longo da comunicação oral, será relatado o processo coletivo de construção da atividade; de seleção e pesquisa das personalidades em foco; de busca por materiais, suportes e textos a serem utilizados com os alunos; e da tomada de decisão acerca de estratégias metodológicas que possam promover a articulação entre escolas, turmas e disciplinas distintas, primando pelo trabalho cooperativo e integrado entre os bolsistas envolvidos. Ainda, destaca-se a preocupação do grupo, na elaboração das fases independentes, mas articuladas, que compõem a sequência didática, em instigar os estudantes à reflexão de temáticas transversais, tais como: feminismo, diversidade cultural, estereótipos sociais, intolerância e segregação racial.

 

BIKE ACESSÍVEL PARA DEFICIENTES VISUAIS

Autores: Camila da Silva Guireli, Lorita Maria Weschenfelder, Carlos Guilherme Rocha
Resumo: Bike Acessível para Cegos é uma atividade de lazer, que tem diversos papéis em sua essência, como a socialização entre os participantes, inclusão social, e além de proporcionar uma atividade física e de lazer. Dumazedier em seu livro A Sociologia Empírica do Lazer (1974) trás um conceito chave para nossa primeira abordagem. “O lazer é um conjunto de ocupações às quais o indivíduo pode entregar-se de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreter-se ou, ainda para desenvolver sua participação social voluntária ou sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais, familiares e sociais”. (p. 34).  A Bike é um momento de divertimento entre os associados, os colaboradores e bolsistas, que fortalece a socialização, pois é um momento rico de troca de ideias, pensamentos e diálogos através da fala, da solidariedade, do movimento lúdico e desafiador, onde a pessoa com deficiência visual e ou com baixa visão sente-se num grupo de pertence. As atividades ocorrem nas quartas – feiras no turno da manhã, na UPF, na pista atlética anexa ao campo de futebol, localizado na unidade da FEFF - Faculdade de Educação Física e Fisioterapia. As atividades são para todos os associados, adultos e crianças. A visão é o primeiro e o mais importante meio de comunicação interpessoal (Fonseca, 1998). Segundo este autor, a visão assume um papel fundamental no sistema de vigilância, atenção, alerta e prontidão, mais que outro sentido. A Bike acessível representa para algo maravilhoso e possibilita que “O cego tocar nas coisas, nos objetos, para melhor entendê-los ou defini-los”. Essas sensações do tacto, aliadas ao apoio do condutor vidente é que vão representar as verdadeiras respostas dos movimentos corporais.

 

PROJETO PIBID/ARTES VISUAIS: RELATO DE OFICINAS E EXPOSIÇÃO

Autores: Geisi Decarli, Bianca Barbosa Antunes, Mariane Loch Sbeghen                
Resumo: Este trabalho traz o relato e a discussão de uma experiência vivenciada pelos estudantes vinculados ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) - Artes Visuais, da Universidade de Passo Fundo (UPF).  O trabalho foi desenvolvido como atividade de encerramento do ano, com um grupo de alunos da Escola Estadual Cecy Leite Costa, de Passo Fundo. Em novembro de 2016, os estudantes das turmas 103 e 104, acompanhados da professora titular da disciplina, visitaram a Faculdade de Artes e Comunicação (FAC) e puderam conferir a exposição “Tatuagem: arte marcada na pele”, desenvolvida por eles próprios com o apoio de acadêmicos deste Programa,  que teve o objetivo de estimular a reflexão sobre tatuagem através da História da Arte. Ainda, foram realizadas oficinas de papel reciclado e de tatuagem de henna com os jovens, que também conheceram os diversos espaços da unidade acadêmica.  As ações tiveram o intuito de promover a iniciação à docência para acadêmicos da licenciatura, possibilitando um contato prévio com a sala de aula e a educação, e permitindo uma troca de experiência entre os alunos das instituições. A atividade também serviu como ferramenta para alertar os estudantes sobre os riscos da tatuagem, propor reflexões e ampliar o contato com as Artes Visuais, conhecendo a história e as aplicações, bem como os diferentes materiais e suportes.

 

Sessão 2
Local: FAED – Sala 202
Coordenação: Marina de Oliveira

 

LÍNGUA INGLESA NA GRADUAÇÃO: RELEVÂNCIA E EXPERIÊNCIA

Autores: Marina de Oliveira, Gustavo Borella, Luciane Sturm
Resumo: Na década de 90 estudiosos da área da Linguística Aplicada, como Paiva (1996, p.9), destacaram o status e a importância da Língua Inglesa (LI) no mundo. Em sua pesquisa, a autora apontou que há, pelo menos, 33 países em que o Inglês possui status de língua oficial, seja como língua nativa ou língua de colonização. A globalização em si, também, faz com que cresça a demanda pela aprendizagem da LI, ou seja, ainda nos anos 90, falar e estudar inglês “tornou-se um fenômeno mundial” (PAIVA, 1996, p.10). Nesse contexto, nosso trabalho focaliza o aprendizado de LI na universidade, pois, cada vez mais os estudantes de nível superior necessitam desse idioma. É por meio do Inglês que se chega ao conhecimento mais atualizado, considerando que detém a preferência de cientistas, de pesquisadores e de autores, em geral. Além do fenômeno da globalização, com a internacionalização das universidades e a Internet como principal fonte de informações, a demanda por profissionais e estudantes que dominem a LI é cada vez maior. Portanto, aqueles que desconhecem o idioma, perdem muito e, sua formação profissional integral e cidadã fica prejudicada.  Considerando tais aspectos, foi criado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), o Programa de Extensão Ensino e Inovação, o qual tem o Grupo de Estudo de Língua Inglesa (GELI), como um de seus projetos.  O objetivo geral é oferecer aos estudantes da Universidade de Passo Fundo (UPF) a possibilidade de retomar ou de iniciar o contato com o Inglês, por meio de minicursos, que visam despertar sua motivação para o aprimoramento e total domínio da LI. Diante disso, esta comunicação visa a apresentar e a discutir os objetivos, a metodologia e os recursos desta proposta, que conta com o envolvimento de bolsistas Paidex – UPF, buscando uma interlocução com os demais interessados nesse tema.

 

EDUCAÇÃO E PSICANÁLISE: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A INTERDISCIPLINARIDADE NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE DOCENTES DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Autores: Vivian Nolasco
Resumo: Considerando que hoje as escolas municipais recebem crianças a partir do quarto mês devida, um dos grandes desafios contemporâneos está em pensar a formação dos docentes imersos na conjuntura de nascitura dos sujeitos psíquicos no ambiente pré-escolar. Realidade pungente na qual o enlace entre Educação e Psicanálise pode agir na detecção e prevenção precoce de transtornos sérios no desenvolvimento infantil. Este artigo relata uma experiência de formação continuada docente ocorrida em rede municipal de educação infantil do interior do estado do Rio Grande do Sul. A referida formação enlaçou as duas áreas do conhecimento, este texto se traduz como a reflexão acerca dos complexos movimentos de abertura a esta experiência. Percorre um trajeto que parte das motivações na busca por formação continuada com uma psicanalista, até o surgimento da demanda por um trabalho interdisciplinar e trata de expor a relevância deste encontro para ambos os campos. Aponta a carência nas formações continuadas da educação infantil de estudo teórico e articulação com a prática dos fundamentos: subjetividade, intersubjetividade e constituição psíquica. Conceitos forjados no tecido teórico psicanalítico. Propõe que a ausência das referidas noções da abordagem psicanalítica, podem produzir falhas no desenvolvimento de competências e intervenções para atuação na prática docente com os alunos nas salas de aula de educação infantil e no contexto socioeducativo como um todo. Desta feita, resultaria que, a função altamente subjetivante do professor, se encontra sob o risco de extinguir-se como fator desencadeador de subjetividades, perdida entre o reducionismo das fórmulas e métodos esvaziados. Dentre os efeitos provenientes da falência na função subjetivante docente na educação infantil tem-se a situação de patologização e medicalização das infâncias se instalando impiedosamente nas escolas em tempos tão precoces e de desenvolvimento humano, acarretando consigo adoecimento docente e problemas constitutivos altamente relevantes para o desenvolvimento das gerações futuras.

 

LUTANDO E APRENDENDO COM A CAPOEIRA NA ESCOLA

Autores: Yan Alisson Lang de Azevedo Dias, Denise Gomes, Ketlin Cristina Sinigaglia
Resumo: Esta comunicação apresenta e discute o projeto “Capoeira na Escola”, desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dyógenes Martins Pinto, bairro Schisler, em Passo Fundo. A proposta tem como objetivo proporcionar a vivência da capoeira enquanto elemento de desenvolvimento pessoal e social do estudante, buscando aprimorar a socialização, a concentração, a atenção, a confiança e o respeito com si próprio e em realção ao outro, propagando a cultura da paz e a não-violência. A capoeira é uma modalidade extremamente rica em recursos pedagógicos e a combinação de seus elementos em uma única atividade é o que faz dela uma atividade física tão singular (SILVA, 1993). O homem está submetido a normas rígidas de conduta, “regras” que inibem a expressão concreta, crítica e inteligente das pessoas, criando muitas vezes distúrbios emocionais ou de ordem psicossomática que se refletem no corpo. Enquanto forma de expressão da cultura, reconhecida como patrimônio cultural brasileiro e um conteúdo da Educação Física escolar, a capoeira envolve a música, a dança, os jogos e as brincadeiras, elementos que compõem a riqueza de uma cultura e podem se tornar grande herança a ser oferecida aos jovens, possibilitando vivências de cidadania, brasilidade, amor, admiração e respeito, elementos de relevância no processo educacional. Dessa maneira, ofertada por meio da educação formal e das aulas de Educação Física, oportuniza experiências significativas que podem contribuir para a formação integral dos sujeitos.

 

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO ATRAVÉS DO ENSINO HÍBRIDO

Autores: Cristiane de Oliveira Eugenio, Maritana Corazza
Resumo: Pensar a educação do século XXI é refletir sobre uma prática voltada ao uso de novas tecnologias que prime pela qualidade do processo de ensino. Dessa forma, fazer uso das ferramentas de comunicação e informação não está associado a uma escolha, mas atualização necessária no que tange à integração de espaços e tempos. Diante desta premissa é que a atividade apresentada - realizada com o 3.º ano do Ensino Médio de uma escola pública estadual - justifica-se, tendo como foco introduzir o Novo Acordo Ortográfico através da modalidade Ensino Híbrido, a qual prevê o desenvolvimento de competências como criticidade, intervenção, envolvimento, pesquisa, entre outras, através da participação do aluno como autor da própria aprendizagem. A atividade objetivou, além do estudo acerca das mudanças ortográficas ocorridas, propor uma nova metodologia de trabalho com o uso do Ensino Híbrido, introduzindo na rotina de sala de aula maior contato com as TICs. A escolha pela metodologia “Rotação por Estações”  levou em consideração a necessidade de proporcionar autonomia aos alunos e a vivência do trabalho em equipe, além da otimização dos espaços de sala de aula e a livre circulação do professor entre os grupos, desempenhando, portanto, o papel de mediador do processo de aprendizagem. Dessa forma, a sala de aula foi dividida em quatro estações, cada uma com duração de 20 minutos. Em cada estação, o aluno esteve em contato com uma experiência diferente, tanto com atividades interativas como quiz online, quanto com registro através de um painel e um artigo. A experiência com o a modalidade Ensino Híbrido foi muito válida, uma vez que, de uma maneira inovadora e dinâmica, permitiu que os alunos protagonizassem sua aprendizagem, sentindo-se mais à vontade nos pequenos grupos para socializar dúvidas e a construção do conhecimento discutido.

 

Sessão 3
Local: FAED – Sala 203
Coordenação: Lissara Kaiuane Delphino Alves

 

É TARDE PARA SABER E O (HIPER) JOVEM CONTEMPORÂNEO

Autores: Lissara Kaiuane Delphino Alves 
Resumo: O que é ler hoje? Tal questão tem se tornado comum nos mais variados espaços, sejam eles educacionais ou não. A leitura sempre foi admitida como uma atividade essencial ao sujeito, pois contribui para sua formação social e intelectual, contribuindo para a construção de sua identidade perante a sociedade em que está inserido. A leitura de um texto literário, por exemplo, serve como “plataforma” para novas tomadas de consciência. O enredo, as personagens, entre outros elementos presente em um texto literário, envolvem o leitor e passa a lhe ofertar novas lentes para enxergar o seu entorno. Resultante disso, nasce a necessidade de formar leitores conscientes da realidade associada ao passado histórico que toda obra literária traz em sua constituição. No entanto, de um tempo não tão distante, as concepções acerca da leitura foram se modificando, gerando questionamentos sobre o que significa ler, de fato. O presente trabalho consiste em uma pesquisa-ação realizada no segundo semestre de 2016, pautada em discussões acerca da formação do leitor. Levando em consideração a importância da escola enquanto principal espaço detentor da função de formar leitores, o presente estudo, realizado por meio da aplicação de uma prática leitora multimidiática em uma turma de alunos da segunda série do ensino médio, visa compreender em que medida a leitura de um romance, produzido em outro contexto histórico, atua numa recepção contemporânea, a qual inclui a leitura no meio digital, permitindo aos jovens, assim, tomadas de consciência sobre a realidade social e política do país.

 

O CAMINHO DA ALEGRIA: UPF ABERTA A COMUNIDADE ESCOLAR
Autores: Sidinei Ávila de Oliveira, Dilamar Rosa, Yan Alisson Lang de Azevedo Dias
Resumo: Esta comunicação apresenta as atividades do “Caminho da Alegria”, parte do projeto “Valendo Nota” do 3º RPMon da Brigada Militar (BM), Núcleo de Policiamento Comunitário/Patrulha Escolar, realizado em parceria com a UPF/VREAC/Polo Regional de Esporte e Lazer. Foram realizadas quatro edições da proposta, no Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo (UPF), no segundo semestre de 2016. Essas ações reuniram centenas de crianças, de várias escolas públicas de Passo Fundo. As atividades foram marcadas pela ludicidade, pelo lazer e recreação. A intenção foi que os acadêmicos do curso de  Educação Física tivessem a oportunidade de planejar e experenciar oficinas - capoeira, judô, dança, judô, slackline, arremesso ao alvo, corda - num clima de interação com as crianças, os professores das escolas, a BM e equipe da Divisão de Extensão/UPF. Os resultados das atividades  comprovam que a Universidade deve ser um espaço aberto à comunidade escolar, pois numa ação coletiva é possível compartilhar o conhecimento construído academicamente no ensino superior,  com as escolas e setores da comunidade, por meio de parcerias. Fica evidente que essa proximidade entre Universidade e comunidade favorece a cultura da paz entre todos os envolvidos.

 

COMO EU CHEGO LÁ? TRABALHANDO COM MAPAS

Autores: Teresinha Indaiá Mendes Fabris, Silvia Maria Scartazzini, Vivian Falabrette
Resumo: O trabalho foi realizado pelas bolsistas PIBID/Pedagogia com turmas de 2º ano e volta-se a construção de referências espaciais de localização e orientação. Esta ação se justifica pela dificuldade encontrada pelos alunos ao realizarem representação cartográfica e informarem pontos de referência para situar outras pessoas. Conforme é sugerido nos Parâmetros Curriculares Nacionais (2001), o trabalho com mapas deve considerar os referenciais que os alunos já conhecem. Por isso, as atividades iniciaram-se com um passeio pelas proximidades da escola. As crianças tinham como tarefa principal, anotar tudo o que lhes chamasse a atenção. Na etapa seguinte, tiveram que compartilhar as anotações entre as turmas, uma vez que cada grupo fez a coleta de dados em uma direção. Os dados coletados, então, serviram de suporte para a produção de mapas e construção de um jogo de localização a partir de pontos de referência e informações espaciais. Os mapas precisavam ser traçados com a precisão de informação de localização dos pontos de referência significativos para as crianças, ou seja, tinham que estar de acordo com a realidade dos dados coletados. Nas atividades citadas acima situam-se, conforme Castrogiovanni (2000), os primeiros sistemas reversíveis operatórios do espaço topológico, que são as primeiras noções a serem construídas, sendo significadas e utilizadas no cotidiano. Entre estas relações, tornaram-se significativas no desenvolvimento deste trabalho as de: vizinhança, separação, sucessão e ordem, envolvimento e continuidade. Para fazer uso desse novo conhecimento realizou-se a produção de um jogo de mapas. A brincadeira com o jogo permitiu que os alunos vivenciassem a situação de uso de conceitos espaciais. Tais atividades contribuíram para que os alunos pudessem comunicar a outras pessoas a localização de seus endereços e de referências próximas a escola. Ainda houve a oportunidade de usarem significativamente os conceitos de direita e esquerda, ampliando-lhes a autonomia em seus deslocamentos.

 

JOGOS MATEMÁTICOS

Autores: Nathiele Braiz Cecchin, Jéferson de Lima Vieira, Henrique Schons Assumpção                     
Resumo: Em 2016, atividades com objetivo de incentivar o aprendizado da matemática foram realizadas com estudantes do 6º ano da escola Anna Luísa Ferrão Teixeira. Através do uso de jogos, enfocando a multiplicação, os alunos puderam estudar a matéria de forma diferenciada. Por tornar o aprendizado mais prazeroso e por apresentar resultados satisfatórios, os jogos foram escolhidos por serem, também, instrumentos pedagógicos de fácil compreensão. Para começar as atividades, era esperado dos alunos o saber prévio da multiplicação e de suas propriedades. Os jogos Stop Matemático e Mico Matemático foram usados como ferramentas de ensino na construção do conhecimento. Durante a aplicação das oficinas, o grupo PIBID percebeu que os alunos tinham dificuldade com a multiplicação, principalmente com a propriedade comutativa. Quando questionados sobre uma operação simples como 2x8 os estudantes respondiam de forma correta, entretanto, quando a multiplicação invertia-se, tornando-se 8x2, os alunos demonstravam dificuldade em solucionar o questionamento. Stop Matemático: semelhante ao stop tradicional, porém usando números, o jogo consiste em multiplicar os algarismos das linhas pelos das colunas. Com possíveis alterações de conteúdo, o jogo pode adaptar-se às necessidades dos estudantes. Mico Matemático: jogo de cartas onde cada uma contém um número inteiro ou uma operação de multiplicação e, entre elas, um macaco “mico”. Divide-se a turma em grupos e distribuem-se as cartas O jogo consiste em retirar uma carta aleatória das mãos de um membro do outro time com o intuito de responder corretamente a uma das multiplicações que possui nas mãos. O jogo termina quando alguém pega o “mico”. O grande vencedor é o que obteve maior número de pares corretos. Com resultados satisfatórios, o trabalho feito pelo PIBID mostrou aos estudantes maneiras mais simples de estudar. Os alunos perceberam o quão interessante pode ser saber e aprofundar-se mais sobre conteúdos importantes como a multiplicação.

 

Sessão 4
Local: FAED – Sala 204
Coordenador: Laercio Fernandes dos Santos

 

INFLUÊNCIA POSITIVA DA ARTE DA PALAVRA NA VIDA DAS PESSOAS

Autores: Laercio Fernandes dos Santos
Resumo: O presente trabalho apresenta uma revisão bibliográfica e resultados pedagógicos vivenciados durante o tempo de exercício efetivo na área de linguagens, em específico, no que tange a arte da palavra. As reflexões apresentadas baseiam-se no projeto de leitura que vem sendo desenvolvido ao longo de décadas e tendo culminância na exaltação da arte literária no movimento artístico “Invasão Cultural”. Com isso, percebe-se que os estudantes desenvolvem a fruição para o ensino de língua e literatura. Na visão de quem rompe paradigmas esse projeto faz com que a escola e o ensino tornem-se diferentes no viés de cada aluno que passa por essa experiência cultural e, de forma alguma, a escola não pode se furtar dessa missão.

 

ESPORTES COLETIVOS NO UNIVERSO ESCOLAR: NOVAS POSSIBILIDADES

Autores: Taline Cavalheiro, Natiele Paula Carboni, Manuela da Fonseca
Resumo: Esta comunicação tem por objetivo apresentar o projeto “Novos olhares na aprendizagem dos esportes coletivos e atividades complementares na educação física” que faz parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID/CAPES/UPF, subprojeto Educação física, desenvolvido na Escola Estadual Mário Quintana, em Passo Fundo. Este projeto tem como uma de suas linhas o rugby e o badminton, esportes não tão difundidos em nossa comunidade. Contudo, sabe-se que esses esportes estão crescendo em popularidade em nosso município. Nesse sentido, pensando na popularização dos mesmos e na ampliação do repertório motor dos estudantes de 6º, 7º anos do ensino fundamental e 1º, 3º anos do ensino médio, foi estabelecida uma parceria com a equipe Planalto Rugby Clube, aspecto que proporciona, por meio das aulas de educação física na escola, o conhecimento teórico e a vivência prática das modalidades mencionadas. Dessa maneira, o projeto objetiva ampliar as habilidades dos estudantes/pibidianos com relação ao planejamento e à implementação de ações pedagógicas relativas a esses esportes. Além disso, o trabalho visa a oferecer aos envolvidos vivencias inovadoras que promovam a compreensão dessas práticas, como possibilidade de lazer ativo, bem como promover a valorização da cooperação como essência do trabalho em grupo. Para as aulas, as ações pedagógicas contemplam atividades teóricas e experiências práticas simples e complexas, dinâmicas individuais e coletivas elaboradas a partir das características específicas das modalidades e desenvolvidas nos espaços ofertados pela escola e comunidade. Assim, acredita-se que na medida em que o projeto vai sendo implementado mobilizará não somente os estudantes, mas também os transformará em agentes divulgadores do conhecimento, possibilitando o movimento de transformação e de renovação da cultura esportiva.

 

SITUAÇÕES DE INCLUSÃO E APRENDIZAGEM DE CRIANÇAS ESPECIAIS NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Autores: Amanda Corrêa dos Santos, Julia Nunes Pacheco, Gabriela de Mello Tagliri
Resumo: A inclusão social de alunos portadores de deficiência física e/ou mental na Educação Básica é assunto que gera muitos questionamentos. A abordagem, o acolhimento, as estratégias de ação e intervenção, as respostas esperadas na socialização e no aprendizado, necessitam de um trabalho entre os atores envolvidos no processo (alunos, professores, funcionários, estagiários, familiares). Os acadêmicos das Licenciaturas, entre outros futuros profissionais, sentem-se despreparados para tal interação. Neste sentido, alunos do grupo Pibid/Biologia da Universidade de Passo Fundo propõem uma discussão sobre algumas deficiências específicas identificadas em crianças, e propondo formas de acolhimento e condutas apropriadas para a promoção da interação e aprendizado dos alunos no ambiente escolar.

 

CONHECENDO A TRADIÇÃO E O FOLCLORE RIO-GRANDENSE

Autores: Quênia Samora, Teresinha Indaiá Mendes Fabris, Caroline Silveira
Resumo: O planejamento pedagógico requer que se conheça o tema a ser abordado com os alunos. O professor precisa então ir em busca de subsídios culturais e científicos que lhe permitam elaborar estratégias didáticas que envolvam seus alunos no processo de aprendizagem. O planejamento também traz segurança para a ação do professor no sentido de traçar um fio condutor na sua linha de ação, ao fazer o recorte necessário para a etapa de aprendizagem em que se encontram seus alunos. Ao aliar o planejamento de atividades com a busca por conceitos que ultrapassem o senso comum, o grupo de bolsistas PIBI/Pedagogia/UPF, propôs atividades que procuraram responder a questões sobre as tradições gaúchas. Afinal, toda vez que se fala em tradição gaúcha, logo vem à mente a imagem do peão montado em seu cavalo e uma bela prenda com seu vestido rodado cheio de babados. Seria isso mesmo a representação do folclore e tradição gaúcha? Um projeto de trabalho na perspectiva teórica em que este se propôs é “uma abertura para possibilidades amplas de encaminhamento e resolução, envolvendo uma vasta gama de variáveis, de percursos imprevisíveis, imaginativos, criativos, ativos e inteligentes, acompanhados de uma grande flexibilidade de organização” (BARBOSA E HORN, 2008, p.31). Em vista disso é que se pesquisou acerca do tema em questão, encontrando subsídios que mostraram que as tradições gaúchas apresentam diferenças regionais significativas. Esse novo conhecimento fez com que se pensassem ações pedagógicas para as diferentes turmas envolvidas no projeto (1º ao 5º anos). Por fim pode-se perceber que as crianças ficaram encantadas ao descobrirem outras coisas que fazem parte do folclore gaúcho, como as lendas e as dobraduras.

 

Sessão 5
Local: FAED – Sala 205
Coordenador: Luciane Spanhol Bordignon

 

SALAS TEMÁTICAS: UMA MODALIDADE FORMATIVA

Autores: Luciane Spanhol Bordignon, Maria Célia Rossetto, Maria Helena Weshenfelder
Resumo: Considerando a importância do processo de formação continuada dos professores da Educação Básica, o Centro Regional de Educação – CRE - da Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo tem como papel fundamental articular práticas educativas que se estabelecem  entre a comunidade e a universidade, com o objetivo de propiciar o exercício de aprendizagens democráticas de cidadania responsável, efetivado pela  relação  prática-teoria-prática. Nesse contexto, o CRE se apoia na perspectiva da formação docente como processo, acompanhando o tempo profissional dos sujeitos.  A temática da formação docente é discutida em todas as esferas públicas e privadas, demandando a preocupação em suprir os déficits tanto da formação inicial quanto da continuada,  como meio de promover a qualificação da ação do educador.  Nesse sentido, o CRE tem assumido como uma das modalidades dos encontros de formação docente as Salas Temáticas, caracterizadas por uma metodologia crítico-participativa, reflexiva e propositiva, oportunizando a troca de saberes e fazeres pedagógicos.  Nessa perspectiva, as Salas Temáticas envolvem tanto professores quanto professores gestores das redes, constituindo-se como locus privilegiado de aprendizagens e fortalecimento de ações inovadoras que possam qualificar os processos educativos. Uma dessas experiências foi concretizada no ano de 2016, em parceria com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Políticas e Gestão da Educação – GPEPGE, na qual se realizaram diversos encontros articulados pelo Eixo Temático “Gestão Democrática da Escola”, que norteou o desenvolvimento de toda a proposta de formação.  Nesta experiência, participaram professores gestores que tiveram a oportunidade de relatar e enfatizar sobre a importância e significado de se ter um espaço para discutir a própria gestão em ação, objetivo este que deu originalidade à tal modalidade formativa do CRE.

 

PRÁTICAS DE ENSINO-APRENDIZAGEM CENTRADAS NOS LETRAMENTOS E MULTILETRAMENTOS: UMA PROPOSTA DE TRABALHO PARA AS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL II

Autores: Karen Sartori, Luciana Maria Crestani
Resumo: Este trabalho aborda a perspectiva dos letramentos e dos multiletramentos e o estudo dos gêneros textuais no contexto do Ensino Fundamental II. O objetivo é apresentar uma proposta de plano de unidade voltado para as séries finais do Ensino Fundamental II — cuja temática discute a diversidade do significado de “família” —, visando a desenvolver as competências discursivas, orais e escritas, por meio da leitura, compreensão e produção de diferentes gêneros e da relação com as múltiplas linguagens, no viés dos letramentos e multiletramentos. A fundamentação desta proposta toma como base estudos de Bakhtin (1997) sobre gêneros discursivos e de Marcuschi (2010) sobre gêneros textuais, preceitos dos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental (1998) para o ensino de língua materna, bem como trabalhos de Kleiman (2005), Rojo (2009) e Soares (2001) acerca do letramento e de Rojo (2012) sobre os multiletramentos. O trabalho se justifica pela dificuldade demonstrada por grande parte do alunado brasileiro no que tange às habilidades de leitura, escritura e compreensão, conforme comprovam relatórios de avaliações oficiais, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que exigem boa capacidade de ler e relacionar linguagens, bem como de produzir textos. Destaca-se que as práticas de ensino e aprendizagem em língua materna centradas nas proposições dos letramentos e multiletramentos podem contribuir de modo significativo para o desenvolvimento de tais competências, além de promoverem a utilização das tecnologias na construção do conhecimento e o respeito à diversidade cultural.

 

O CEPAVI E A VIOLÊNCIA VIRTUAL – PROPOSTA EXTENSIONISTA COM PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Autores: Ana Cristina Nicolodi, Taís Barboza Castro, Vanessa Angélica Fetter
Resumo: A violência é tão abrangente quanto suas causas e consequências, atingindo a integridade física e moral, além das participações simbólicas e culturais das pessoas. Na escola, o bullying é um fenômeno grupal, caracterizado por comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos adotados por uma ou mais pessoas sem motivação evidente. Trata-se de uma relação de poder do agressor com as vítimas e testemunhas, mantida pela intimidação e prepotência, utilizando estratégias como agressão física e verbal, exclusão ou isolamento social. Com a internet, bullying deixou de ser um evento localizado no espaço e tempo escolar para invadir a rede em proporções maiores e devastadoras. O cyberbullying usa da tecnologia para assediar, ameaçar, constranger, humilhar, simulando ser a pessoa ou violando a sua privacidade digital. É caracterizado por ataques em vias eletrônicas e difere do bullying por não se restringir a uma plateia, tempo ou território específico, visto que os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas, com a velocidade e potencial devastador e permanente que a internet permite. Implica, ainda, no anonimato e impessoalidade do agressor, o que aumenta a sensação de impotência da vítima fragilizada, acarretando sérios problemas sociais, profissionais e emocionais. Com a intenção de discuti-lo, foi realizado um workshop de duas horas para professores com a discussão de vídeos. Eles se mostraram cientes do seu papel na prevenção e acompanhamento do cyberbullying, sugerindo condutas como a promoção da conscientização sobre ética e respeito por meio de atividades lúdicas de desenvolvimento de empatia e discussões em sala de aula.

 

OS PEREGRINOS DA ALVORADA: TRANSFIGURAÇÃO DAS FRONTEIRAS MIDIÁTICAS E A FORMAÇÃO DE LEITORES NO CIBERESPAÇO

Autores: Rafael da Cruz Freitas, Tania Mariza Kuchenbecker Rösing
Resumo: Imergidos no processo de transição cultural entre o mundo físico e o ciberespaço, este trabalho cruza conhecimentos das áreas de Letras e Comunicação e tem como objetivo refletir sobre a formação do leitor como protagonista do processo de Letramento. Também é objetivo observar como a Convergência das Mídias, integrante da referida transição pode influenciar o Letramento na relação dialógica de construção de sentido que envolve o Leitor, sendo este o que tem a capacidade de renunciar à imposição de um sentido convencionado e imutável do texto. Para cumprir com os objetivos propostos, a metodologia utilizada tem por base a pesquisa bibliográfica e documental acerca da formação de leitores nos ambientes de ensino, sobre o conceito de Letramento como um processo dialógico. Esta pesquisa também utiliza os conceitos de Cibercultura, Ciberespaço e Convergência das Mídias, fundamentais para a reflexão que é proposta, identificando o perfil de leitor contemporâneo. Partindo dos conceitos teóricos apresentados, constrói-se o perfil do Leitor Ubíquo como o desbravador do ciberespaço, como recriador de textos e sentidos na Convergência das Mídias. No perfil do Leitor Ubíquo, observa-se que a transformação de fronteiras entre os produtos midiáticos na convergência ocorre com capacidade que o Leitor Ubíquo tem de transitar entre os produtos da mídia, enquanto desbrava o desconhecido do Ciberespaço em busca da construção do sentido do texto. Como considerações finais, observa-se que o Leitor da Ubiquidade é o grande protagonista do processo de Letramento.  Por estar inserido no ciberespaço, a Convergência Midiática pode transformá-lo num sujeito livre, responsável, capaz de construir o sentido de modo autônomo e de argumentar sua recepção. Além de construtor de sentidos, o leitor passa à condição de produtor de conteúdos híbridos que surgem do processo de reflexão sobre os produtos culturais que consome e da negação do sentido imutável do texto.

 

SESSÃO 6
Local: FAED – Sala 206
Coordenador: Marlon Remboski de Souza

 

POR UMA SOCIOLINGUÍSTICA EDUCACIONAL NO ENSINO DE LÍNGUA MATERNA

Autores: William Dahmer Silva Rodrigues, Marlon Remboski de Souza
Resumo: Este trabalho tem o propósito de refletir acerca do modo como a Língua Materna é tratada em sala de aula, e propor uma intervenção que considere os princípios provenientes da Sociolinguística Educacional. Tal argumento valida-se devido à heterogeneidade linguística presente numa situação de ensino, a qual exige um aporte teórico capaz de atender as exigências dessa realidade. Para tanto, são mobilizadas as ideias advindas da professora Stella Maris Bortoni-Ricardo – precursora da Sociolinguística Educacional – e, também, do professor Marcos Bagno, cujos estudos relacionados ao preconceito linguístico fazem-se necessários.  Ressalta-se que este trabalho representa uma proposta não aplicada e, sem dúvidas, exige uma adequação que será justificada devido às diferentes realidades e contextos escolares. A necessidade de haver uma intervenção, com base nos princípios da Sociolinguística Educacional, justifica-se por fatores, como: as variedades tidas como não-padrão são estigmatizadas por grande parte da sociedade e, em certos momentos, pelo professor; os contínuos, propostos por Bortoni-Ricardo, são de extrema importância para o professor ter ciência de que, em certas situações comunicativas, deve-se haver uma adequação estilística; o preconceito linguístico deve ser discutido nas aulas de Língua Materna, com o devido preparo e conhecimento do professor. A partir dessas noções, acredita-se que é possível estabelecer uma discussão a respeito de variedades do português brasileiro e propor uma atividade com textos que possibilitem discutir a língua  em suas diversas variantes em sala de aula.

 

ZUMBA: UMA POSSIBILIDADE DE INCLUSÃO PARA MULHERES SURDAS

Autores: Natiele Paula Carboni, Lorita Maria Weschenfelder, Camila da Silva Guireli
Resumo: Percebe-se a importância do esporte para a sociedade, pois é a partir deste que é possível o ser humano se desenvolver como cidadão, na interação entre as pessoas. O MEC em um de seus documentos para as redes de ensino, explica que a surdez consiste na perda maior ou menor da percepção normal dos sons, havendo duas divisões sobre a surdez e em cada uma com subdivisões. A pessoa pode ser parcialmente surda: surdez leve e surdez moderada, ou ainda surda: surdez severa e surdez profunda. Com isso, se percebe a importância que o esporte tem na vida social das pessoas com surdez. A Revista Brasileira de Educação Física 2009, traz um elemento importantíssimo para a compreensão, uma vez que trata do esporte como sendo algo que transcende a hegemonia do alto rendimento, pois o esporte deixa de ser algo exclusivamente “mercado” passando para práticas com ideais de promoção à saúde, valores educacionais, inclusão social e diversão. Diante disso, esta comunicação traz o relato sobre as oficinas de Zumba para mulheres surdas oferecidas semanalmente, pelo curso de Educação Física da Universidade de Passo Fundo (UPF). As aulas ocorrem todas as sextas-feiras no turno da noite, no ginásio de ginástica, localizado da Faculdade de Educação Física e Fisioterapia/ UPF. A Zumba é uma dança coreografada com diversos ritmos musicais, que engloba principalmente a salsa, o merengue, o reggaeton e a cúmbia. É uma aula divertida, alegre, que integra as participantes e possibilita a presença de todos os públicos, sem qualquer distinção. A mesma contribui em vários aspectos, um deles é o auxílio no emagrecimento, além de ser um momento de interação e entretenimento para as mulheres surdas, que acompanham seus pares homens, que no mesmo horário participam de jogos de Futsal para atletas surdos, também na UPF, em outro ginásio próximo.

 

A HISTÓRIA A PARTIR DOS PATRIMÔNIOS HISTÓRICOS: O PROJETO MOMENTO PATRIMÔNIO COMO FERRAMENTA DE CONSTRUÇÃO DO SABER

Autores: Caroline da Silva, Milena Moretto, Ironita Policarpo Machado
Resumo: O projeto televisivo e radiofônico Momento Patrimônio é desenvolvido desde 2011 em parceria com a UPFTV, e se encontra na produção de sua 6ª temporada comemorativa aos 160 anos do município de Passo Fundo/RS. Ao longo destes anos e de suas cinco temporadas exibidas, fora-se produzida inúmeros produtos audiovisuais e bibliográficos que versam sobre a preservação dos patrimônios históricos e sobre a educação patrimonial. Neste sentido, buscamos mediar junto aos professores a utilização do Projeto Momento Patrimônio e de seus produtos como ferramenta de construção da história local e regional para ser trabalhada dentro de sala de aula.

 

DIÁRIO DE MEMÓRIA: UMA PRÁTICA REFLEXIVA

Autores: Adelair Lescano
Resumo: Esta comunicação tem como objetivo discutir a memória de aula, ou “diário de itinerância”, como elemento que possibilite em sala de aula, a revisão de conteúdo e formulação dos gêneros textuais a partir da reconstrução da arte escrita. Usamos o texto como principal ferramenta organizadora de ideias, e a propriedade que demanda o emprego no desenvolvimento desse meio de comunicação através da prática escrita requer uma constante elaboração reflexiva. A proposta tem como modalidade de estudo o “diário de memória”, uma realidade cognitiva que remete à descrição de projetos, atividades em sala de aula, extensão, pesquisa, dentre outros, pelo relato de experiências individual e coletiva. A narrativa elaborada em tais descrições segue uma metodologia previamente estabelecida que, permite o autor levantar questionamentos, antes ignorados, e analisar em diversas estruturas de texto no aprimoramento das habilidades na formulação de orações, e revisão do conteúdo teórico em diferentes modalidades e níveis acadêmicos. Assim, pensa-se o “diário” como método para a prática escrita, utilizando-o como jogo de valores para apostar em diversas vertentes textuais, com liberdade e autocorreção, e fazer refletir o formato das informações e referenciais expressos no plano. A concepção do “diário” surgiu como uma condição aos graduandos que fazem parte do PIBID CAPES/UPF – Projeto de Letras Língua Portuguesa, de efetuarem comparativos nas atividades feitas no programa e analisar as propostas para gerar dúvidas, criando automaticamente outros objetivos a este trabalho.