Básia, Mediânia e Dífria: Uma Utopia do Ensino de Matemática em Engenharia
Resumo
O presente artigo é uma tentativa de classificar os níveis diferentes de habilidade matemática envolvidos nas atividades de engenharia. Como todo esquema classificatório, impõe cortes arbitrários entre as classes e é inevitavelmente incapaz de contemplar todos os aspectos da questão. Esquemas de
classificação são muito comuns nas ciências sociais e, em certo sentido, também nas ciências biológicas. Aqui, o esquema classificatório proposto é apresentado na forma de uma paródia, ou uma lenda, ou uma parábola: descrevem-se três países (Básia, Mediânia e Dífria) imaginários nos quais o desen-
volvimento matemático é bastante diferente: em Básia, o cálculo jamais foi inventado e, em Mediânia, conhece-se apenas o cálculo univariado. Com isto, o ensino de engenharia nos três países é bastante diferente, e as diferenças são exploradas neste artigo. O principal objetivo é chamar a atenção para as
amplas repercussões que a profundidade dos conhecimentos de matemática num curso de Engenharia tem sobre a sociedade.
classificação são muito comuns nas ciências sociais e, em certo sentido, também nas ciências biológicas. Aqui, o esquema classificatório proposto é apresentado na forma de uma paródia, ou uma lenda, ou uma parábola: descrevem-se três países (Básia, Mediânia e Dífria) imaginários nos quais o desen-
volvimento matemático é bastante diferente: em Básia, o cálculo jamais foi inventado e, em Mediânia, conhece-se apenas o cálculo univariado. Com isto, o ensino de engenharia nos três países é bastante diferente, e as diferenças são exploradas neste artigo. O principal objetivo é chamar a atenção para as
amplas repercussões que a profundidade dos conhecimentos de matemática num curso de Engenharia tem sobre a sociedade.