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Passo Fundo, o rio que é de todos

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

Edital do projeto que fará um mapeamento de potenciais informativos sobre o Rio Passo Fundo foi lançado nesta sexta-feira, 30. Toda a comunidade que deseja contribuir com o projeto pode participar

Antes da cidade, o Rio foi berço para os indígenas e levou tropeiros por caminhos recém abertos, serviu de alimento, abrigo e passagem. Pelo Rio, passavam o gado, o couro, o sebo, e parte da gente que desbravava o país no início do século XIX. Antes mesmo de Passo Fundo nascer, o Rio, que dá nome ao município, já aguardava a chegada da cidade e testemunhava a história: a chegada dos índios Caingangues e Tupi Guaranis, do tropeiro paulista, do imigrante, do comércio e da indústria.

É essa importância histórica, cultural e econômica que a Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS), do Museu Histórico Regional (MHR) e do Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar), busca resgatar com o Projeto Rio Passo Fundo: patrimônio paisagístico, natural, ambiental, histórico-cultural, econômico e político. Selecionado no Programa Caixa de Apoio ao Patrimônio Cultural Brasileiro 2017-2018, o projeto fará um Mapeamento de Potenciais Informativos sobre o Rio. 

O edital que fará esse mapeamento foi lançado na manhã desta sexta-feira, dia 30 de junho, em uma solenidade realizada no Parque Municipal Banhado da Vergueiro. Na oportunidade, também foi assinada uma carta de apoio de todas as entidades relacionadas. O projeto possibilita a elaboração de um cadastro de imagens, pesquisas de fontes escritas e orais, representando a paisagem, a natureza, a transformação ambiental, a história, a cultura, a economia e a política, relacionados a toda a Bacia Hidrográfica do Rio Passo Fundo. As informações contribuirão para a criação de um banco de dados e de um circuito de exposições nos espaços do MAVRS e do MHR, vinculados à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC), e do Muzar, vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB).

Conforme a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da UPF, Bernadete Maria Dalmolin, para a Universidade, o projeto representa o compromisso social no cuidado com a cidade, com a preservação do ecossistema e com a educação dos povos. “Nos sentimos corresponsáveis como todos os demais integrantes do projeto, para que a cidade seja cada vez mais uma cidade educadora, que, de fato, possa dar o devido valor ao rio. Todos os povos foram se fixando e sobrevivendo na volta dos rios e, com o desenvolvimento, fomos depredando e descuidando desse espaço. Sempre é tempo de recuperar e a UPF se posiciona como articuladora desse processo, sensibilizando esse importante trabalho para a preservação”, disse.

Presente na solenidade, a diretora do ICB, professora Jurema Schons, destacou que o projeto é importante para todo o município e o Instituto está diretamente envolvido, desde sua concepção até a execução. “A equipe do Muzar e os professores do curso vão participar no que tange à questão da educação ambiental e à organização das exposições e dos achados, além de dar suporte do ponto de vista ambiental”, aponta ela. 

Diretor do Instituto de Ciências Exatas e Geociências (Iceg), o professor Cristiano Cervi comenta que também haverá integração do projeto entre os cursos de Geografia e Computação. “Atuaremos em duas frentes. Uma delas na Geografia, auxiliando no mapeamento, com a experiência dos professores e o envolvimento dos alunos. A outra, na área de Computação, por meio da Fábrica de Software, na implementação do banco de dados e no sistema de gestão dos dados coletados no mapeamento, e, ainda, na parte de tecnologia, envolvendo projeções em realidade virtual e aumentada”, esclarece.

A solenidade de lançamento do edital contou com a presença das coordenadoras do curso de Ciências Biológicas Licenciatura, Marta Vanise Bordignon, e de Ciências Biológicas Bacharelado, Gladis Cleci Hermes Thomé, o professor do curso de História, Marcos Gherard, a professora do curso de Arquitetura e Urbanismo, Maiara Morch, o vice-prefeito de Passo Fundo, João Pedro Souza Nunes, secretários municipais, vereadores e representantes da 7ª Coordenadoria Regional de Educação. A atividade também contou com a apresentação do Núcleo Suzuki.

Rio Passo Fundo
O Projeto Rio Passo Fundo: patrimônio paisagístico, natural, ambiental, histórico-cultural, econômico e político é coordenado por Tania Aimi, coordenadora do MHR e do MAVRS, e por Flávia Biondo, responsável técnica do Muzar, e é realizado em parceria com a Agenda 21 Passo Fundo, o Comitê Rio Passo Fundo, a Prefeitura de Passo Fundo, a 1ª Promotoria de Justiça Especializada e a Rede Ambiental de Passo Fundo.

Toda a comunidade que deseja contribuir com o projeto pode participar. Para isso, é necessário, primeiramente, entrar em contato com os museus, por meio do e-mail projetoriopassofundo@upf.br. Logo após, o candidato deve fazer o preenchimento da ficha de inscrição e assinar a Declaração de Uso, não sendo obrigatória a doação de nenhum documento. Por fim, é preciso realizar a transferência do material conforme Declaração de Uso. O período de inscrição se estende até o dia 31 de outubro.

Mais detalhes sobre o edital de inscrições está disponível em www.upf.br/editais.