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PPGEH promove palestra sobre velhice bem-sucedida

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

Aula Magna foi promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano da Universidade de Passo Fundo

O Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano da Universidade de Passo Fundo (PPGEH/UPF) realizou nesta quinta-feira, dia 17 de agosto, no auditório do Instituto de Ciências Exatas e Geociências (Iceg), uma Aula Magna sobre os “55 anos do conceito de velhice bem-sucedida: avanços, limitações e perspectivas”, com a professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Anita Liberalesso Neri.

De acordo com a coordenadora do Programa de Envelhecimento Humano, professora Ana Carolina Bertoletti De Marchi, os dados sobre o histórico da população brasileira apontam para uma rápida taxa de envelhecimento, com aumento dos idosos e redução dos demais grupos etários. Por isso, pesquisas sobre o tema são importantes para garantir uma velhice bem-sucedida. “O PPGEH iniciou suas atividades há nove anos, justamente para estudar o que precisamos fazer para que o envelhecimento populacional se efetive com qualidade”, explicou.

Após a palestra, ocorreu o seminário de pesquisa para qualificação de projetos desenvolvidos por alunos do PPGEH.

Procad

A UPF, juntamente com a Unicamp e a Universidade Católica de Brasília (UCB), desenvolve um Programa de Cooperação Acadêmica (Procad) subvencionado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que objetiva estudar as mais variadas situações enfrentadas por idosos de 80 anos ou mais. “A Unicamp levantará dados com idosos no seu domicílio e comunidade. Outro contexto é o relacionado aos idosos residentes em instituições de longa permanência, sobre os quais alunos e professores da UPF estão coletando informações. A UCB, por sua vez, está trabalhando com idosos octogenários, que são atendidos nos ambulatórios de especialidades médicas”, disse a professora Anita, que também é coordenadora geral do Procad.

O projeto terá duração de quatro anos, com levantamento de dados sobre saúde, bem-estar subjetivo, participação social, fragilidade, entre outras questões. “O segundo passo do projeto vai envolver a comparação de dados com o propósito de entender porque as pessoas não envelhecem do mesmo jeito nessas três cidades. Supõe-se que o pessoal dos asilos seja mais doente do que o pessoal que está nos domicílios, do mesmo modo, presume-se que, dentre aqueles que vão para os ambulatórios médicos, uma parte esteja muito doente e outra não. Pretendemos realmente fazer esse contraste”, destacou.