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Violência contra a mulher é tema de aula aberta na UPF

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Atividade foi promovida pela Atlética da Faculdade de Direito e pela Liga Acadêmica de Medicina Legal da Faculdade de Medicina

A Atlética da Faculdade de Direito e da Liga Acadêmica de Medicina Legal da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) promoveram, na noite dessa segunda-feira, uma aula aberta sobre violência contra a mulher. O encontro foi realizado na sala 202 da Faculdade de Medicina, Campus II, e teve como palestrante a professora Josiane Petry Faria, coordenadora do Projur Mulher e Diversidade. O objetivo, segundo os organizadores, foi de alertar os estudantes sobre a importância de reflexão sobre essa realidade. 

Os últimos dados divulgados pelos órgãos de segurança do estado colocam Passo Fundo como a segunda cidade do Rio Grande do Sul com maior número de registros de violência contra a mulher, e um dos grandes problemas, segundo a professora Josiane, é a subnotificação, ou seja, a ausência de correspondência entre os dados do hospital, da vigilância sanitária, da Secretaria de Saúde e da Polícia Civil. “Se você comparar os dados do Ministério da Justiça e os dados do Ministério da Saúde, vai perceber uma dissonância. Nós temos números muito maiores no Ministério da Saúde do que no Ministério da Justiça e esse número se agrava enormemente quando se trata de violência sexual”, comentou. De acordo com a professora, estima-se que as mais de 28 mil ocorrências anuais de violência sexual que acontecem no Brasil não representem nem 13% dos casos. “Sabe-se que em muitos casos a vítima não procura ajuda, mas o nosso problema está nos casos em que ela procura ajuda e essa informação automática não chega até a Polícia Civil e, em consequência, depois, não vai chegar até o Ministério da Justiça, dificultando então que se tenha políticas públicas transversais e que enfrentem o problema realmente”, completou. 

Além de conversar com os acadêmicos sobre violência contra mulher, a professora Josiane também apresentou o Projur Mulher e Diversidade, projeto que também atua na prevenção à violência em atividades voltadas à informação e à sensibilização da comunidade a respeito da violência de gênero, dos direitos humanos e fundamentais, da legislação pertinente e do empoderamento e da emancipação feminina.