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UPF sedia debate sobre Instruções Normativas relacionadas a qualidade do leite

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Alessandra Pasinato

Técnicos, representantes de empresas, órgãos e produtores participaram do evento promovido pela UPF em parceria com o Sindilat

O tema da qualidade é pauta prioritária para a cadeia produtiva do leite no Rio Grande do Sul. Para tratar desse tema, a Universidade de Passo Fundo sediou na tarde dessa quarta-feira, dia 16 de maio, um encontro que debateu os novos valores da Instrução Normativa 62 do Ministério da Agricultura, que dispõe de novas instruções sobre qualidade do leite. A atividade reuniu corpo técnico, representantes de empresas e indústrias, órgãos ligados à cadeia produtiva, além de produtores, que participaram do evento promovido em parceria da UPF com o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS).

Conforme o professor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAMV) da UPF e coordenador do Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros (Sarle), Carlos Bondan, a Universidade é referência para debates como esse, especialmente por ser pioneira no estado na análise para verificação da qualidade do leite e também pioneira no desenvolvimento de pesquisa e extensão com leite. “Fomos um dos primeiros laboratórios do Brasil e temos uma história que iniciou em 1997. As indústrias, empresas e instituições têm a UPF como referência e nosso espaço é propício para debatermos a cadeia produtiva que é tão importante para a região”, aponta.

O encontro, conforme o presidente do Sindilat/RS, Darlan Palharini, traz basicamente para debate as novas normativas que foram publicadas pelo Minsitério da Agricultura. “Nossa grande preocupação é fazer uma consulta pública, avaliando as normativas e se há questões com dificuldades de serem atendidas”, comenta. Segundo ele, as entidades e representante de produtores têm um prazo de 60 dias para se manifestarem, período que considera inviável, tendo em vista de que seria imprescindível a realização de estudos mais técnicos e aprofundados para verificar a real necessidade das novas instruções.

Para o zootecnista e assistente técnico estadual da Emater/RS, Jaime Ries, o leite é um alimento básico e, segundo ele, produzir com qualidade não é opção: é obrigação. “Nesse momento onde o Ministério da Agricultura propõe rediscutir as normas, é fundamental que a cadeia produtiva possa opiniar. O setor não pode se omitir”, esclarece. Conforme ele, há vários aspectos que estão mudando, entre eles, os padrões de contagem de células somáticas e bacterianas, em que haverá suspensão caso haja três meses consecutivos em que o produtor esteja fora dos padrões. Além disso, são as temperaturas máximas admissíveis na entrega do produtor e na entrega à indústria, que serão reduzidas. “São detalhes que têm que ser analisados da possibilidade de serem atendidos”, relata.