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Terceirização em debate na UPF

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Natália Fávero

O Grupo Multidisciplinar de Estudos Organizacionais (GMEORG) e o Grupo de Pesquisa Estudos em Gestão de Pessoas (GPEGP), ligados ao Mestrado em Administração da Universidade de Passo Fundo (UPF), promoveram, nesta terça-feira, 23 de maio, um debate sobre terceirização. A temática foi abordada pelo economista, professor Dr. Ginez Leopoldo Rodrigues de Campos, na Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Feac), Campus I.

O encontro marca o início das atividades do GMEORG em 2017, o qual é coordenado pela professora Dra. Denize Grzybovski. Parceiro no evento, o GPEGP tem na coordenação a professora Dra. Anelise Rebelato Mozzato. Ambos os grupos fazem parte da linha de pesquisa Comportamento, aprendizagem e gestão de pessoas, do Mestrado em Administração. 

A terceirização é quando uma empresa contrata outra para prestar determinados serviços. O economista explicou que o projeto de lei que aborda a terceirização ficou quase 14 anos “congelado” no Congresso Nacional e, recentemente, foi aprovado pela Câmara dos Deputados. O texto aguarda agora sanção do presidente para entrar em vigor. “No âmbito das propostas atuais da Reforma Trabalhista, uma delas é a questão da terceirização. O projeto tem uma série de implicações. De um lado, está a classe empresarial que defende o projeto, e de outro, estão os movimentos sociais e sindicais, que têm se colocado em oposição. A ideia desse debate é mostrar os dois lados”, destacou Campos.

Um dos pontos principais discutidos neste projeto é a possibilidade das empresas contratarem trabalhadores terceirizados para exercerem cargos na atividade-fim, que são as principais atividades da empresa. O professor explica que na proposta anterior a terceirização era permitida apenas para as chamadas atividades-meio, ou seja, funções secundárias que não estão diretamente ligadas ao objetivo principal da empresa, como serviços de limpeza e manutenção. No novo projeto aprovado é defendida a terceirização irrestrita. 

A coordenadora do Grupo Multidisciplinar de Estudos Organizacionais (GMEORG) destaca a importância de discutir esse tema. “Muito se fala da terceirização, mas ainda não temos uma clareza do novo regramento. Nos deparamos com um fenômeno que altera a relação e vem pelo aspecto jurídico da relação do trabalho e como, nós administradores, ficamos neste contexto?”, comenta a professora Denize.

A necessidade de discutir a terceirização também foi ressaltada pela coordenadora do Grupo de Pesquisa Estudos em Gestão de Pessoas (GPEGP). “Esse tema foi proposto pelos componentes do GPEGP, pelos alunos do mestrado em Administração, e também era uma tema presente no Grupo Multidisciplinar de Estudos Organizacionais da professora Denize”, justificou a professora Anelise.