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Semana Acadêmica da FAC debate as novas mídias e o ativismo

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Jéssica França

Faculdade de Artes e Comunicação apresentou palestra de abertura com os ativistas da Mídia Ninja

A Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo (FAC/UPF) promove sua XVI Semana Acadêmica. A organização é do Diretório Acadêmico Carlos Gomes da FAC (DACG). A palestra de abertura realizada nessa segunda-feira, 11 de setembro, teve como tema “Novas mídias, produção cultural e ativismo”, com a participação de Cláudio Prado, um dos fundadores do Mídia Ninja (Narrativas, Independentes, Jornalismo e Ação), e de Claudia Schultz, ativista que atua no campo da comunicação do projeto. Além disso, o Grupo de Jazz e Música Brasileira da UPF apresentou algumas músicas para os participantes do evento. As atividades foram realizadas no Centro de Eventos da UPF.

De acordo com o diretor da FAC, professor Me. Cassiano Cavalheiro Del Re, a Semana Acadêmica integra os alunos de cinco cursos de graduação, quais sejam Música, Artes Visuais, Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Design Gráfico. “A semana acadêmica é um momento de fervência da unidade, então, juntamos as ideias de aproximadamente 900 alunos de cinco cursos e sublinhamos as melhores ideias organizadas pelo Diretório Acadêmico para conseguirmos esse resultado”, contou. 

A vice-presidente do DACG, Mariah Teixeira, explicou que não foi definida uma temática específica para a Semana Acadêmica, mas as palestras e oficinas são voltadas à contracultura. “Essas palestras são importantes para nós acadêmicos, para que possamos sair um pouco da sala de aula, para que cresçamos, não só acadêmica, mas social e politicamente também”, afirmou. 

A XVI Semana Acadêmica da FAC acontece até sexta-feira, 15 de setembro, com palestras e oficinas realizadas no período da manhã, no auditório do CET, e à noite, no Centro de Eventos da UPF.

Novas mídias e ativismo 

No debate entre os ativistas e representantes da Mídia Ninja, mediados pelo professor Me. Olmiro Schaeffer, os palestrantes destacaram a importância da internet e das novas ferramentas de comunicação, apresentando o case do Mídia Ninja que se tornou referência de um meio de comunicação diferenciado, com a realização de transmissões ao vivo na cobertura de protestos e eventos que impactam a sociedade, proporcionando um outro olhar sobre os acontecimentos diários diferentes da grande mídia. “Estamos estrando na era da informação e do conhecimento e um fator importante dessa mudança é justamente a facilidade que existe a partir das novas mídias, as possibilidades digitais que eliminam em princípio um intermediário que não tem valor. Na era passada, o intermediário é quem ganhava dinheiro, quem tinha importância; na era digital, é a internet quem intermedeia as relações, e isso transformou as comunicações de uma forma fantástica. Acho que estamos nos reinventando no século XXI a partir dessa lógica. Foi uma transformação muito grande no mundo como um todo”, comentou.

O Mídia Ninja destaca-se por ser um meio alternativo à imprensa tradicional e que vem atuando desde 2013, quando realizou uma transmissão do Fórum Social na Túnisia. Com representantes em mais de 200 cidades brasileiras, o meio é considerado um embrião do movimento Fora do Eixo. “A Mídia Ninja só é possível porque está dentro de um movimento chamado Fora do Eixo, que existe há 15 anos no Brasil, composto por uma juventude que tem casas coletivas. Somos um milhão de ninjas porque temos uma grande quantidade de pessoas que nos acompanham e acredito que a distribuição que temos do trabalho de rede possibilita um alcance maior de pessoas”, comentou Claudia.

Exposição 1964 Censurado 

Durante a realização da XVI Semana Acadêmica da FAC, a comunidade acadêmica pode conferir uma exposição denominada “1964 Censurado” da artista e acadêmica do 8º nível do curso de Artes Visuais Letícia da Silveira. “A exposição se dá a partir de uma reflexão sobre o ano de 1964, o ano da ditadura militar no Brasil, e a temática da exposição busca fazer uma reflexão sobre acadêmicos que sofreram repressão durante esse período”, disse.