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Professor da Faculdade de Odontologia da UPF participa de Congresso sobre Inovação e Empreendedorismo na área da saúde

  • Por: Assessoria de Imprensa

Considerado um dos eventos de referência na área da indústria e inovação, o Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para a Saúde (CIMES) acontece até esta sexta-feira (18/08) em São Paulo. O professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) e diretor da Faculdade de Odontologia (FO), Dr. Álvaro Della Bona esteve presente e foi um dos palestrantes convidados. 

Promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO), o evento tem o intuito de fortalecer a inovação no setor nacional de saúde. O encontro, que acontece anualmente, discute novas tecnologias em saúde e odontologia, enquanto representantes do governo e pesquisadores do setor debatem e propõem o aprimoramento das políticas públicas da saúde. Essa edição teve forte apoio do BNDES e governo Brasileiro, com palestrantes importantes de vários setores do governo federal, Indústria, agências regulatórias e academia. 

O tema de participação do professor Álvaro foi a competitividade internacional da odontologia brasileira. O talk-show para audiência presencial e TV, também teve a participação de Claudio Fernandes, da Universidade Federal Fluminense e membro da ABNT, Gabriel Isaacsson, gestor na Apex-Brasil do Projeto Brazilian Health Devices e Roberto Alcântara, presidente da Angelus. 

Entre outras argumentações, Della Bona falou dos desafios do Brasil e da odontologia Brasileira diante do cenário global atual. Para ele, o país deve enfrentar o desafio educacional da população e treinar seus recursos humanos com alta qualificação para consolidar uma política de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) necessária ao desenvolvimento sustentável do país. “A capacitação de doutores está diretamente relacionada ao aumento da nossa produção científica qualificada, mas ela ainda não está tendo o impacto desejado na indústria da área da saúde no Brasil. Acredito que o número (138) de patentes produzidas nos últimos quatro anos na área da odontologia é pequeno para um país com 81 programas de mestrado e doutorado acadêmicos”, destacou.

Para Della Bona, mesmo que a produção científica do país esteja em crescimento, sendo considerada a segunda melhor odontologia do mundo em produção científica internacional, ainda existem obstáculos a serem enfrentados pela pós-graduação. “Precisamos montar estratégias para disponibilizar um maior número de oportunidades para tantos doutores formandos no país, sendo que a grande maioria está voltada para a academia. A pergunta que deve ser feita é: como podemos melhorar o sistema educacional de pós-graduação para também formar doutores para uma maior interação com o setor produtivo (indústria, empresa e iniciativa privada)?”, disse. Para ele, ainda que o cenário esteja melhorando, graças ao trabalho criterioso de Instituições como a Capes e CNPq, é preciso que os doutores sejam preparados para utilizar sua qualidade e inteligência em prol de sua comunidade, ou seja, contribuindo de forma efetiva com a indústria e com o produto final, mais qualificado e acessível.