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Pesquisador e docente da UPF é nomeado para assessorar o MEC/Inep na avaliação de políticas educacionais

  • Por: Assessoria de Imprensa

Professor da Universidade de Passo Fundo é único membro não pertencente ao quadro das universidades federais a integrar a comissão de assessoramento na área de educação superior

A Comissão de Assessoramento de Especialistas para Avaliação de Políticas Educacionais, na temática Ensino Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), terá um único integrante da região Sul do Brasil. O professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo (PPGEdu/Faed/UPF) e do curso de Ciência da Computação, do Instituto de Ciências Exatas e Geociências (Iceg), Dr. Julio Cesar Godoy Bertolin, foi indicado para compor a Comissão pela própria gestão do Inep, autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação (MEC). O professor da UPF já participou de outras assessorias de avaliação de sistemas nacionais e programas da educação superior no Brasil e no exterior, mas desta vez integrará uma comissão de avaliação das próprias políticas educacionais em desenvolvimento em nível nacional. 

O professor da UPF é graduado (UPF/1992) e mestre (UFRGS/1999) em Ciência da Computação, doutor em Educação (UFRGS/2007), com pós-doutorado no Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (Cipes), em Porto, Portugal (2015). Bertolin também integrou a Comissão Especial de Avaliação (CEA) do MEC, que elaborou o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Atuou como consultor da Unesco, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do MEC no desenvolvimento de sistemas de avaliação da educação superior. Tem experiência em pesquisas, planejamento e avaliação na educação superior.

A experiência e o envolvimento do professor da UPF com a temática das políticas educacionais na educação superior são fatores essenciais para atuação na Comissão de Assessoramento de Especialistas para Avaliação de Políticas Educacionais do Inep. Dentre os objetivos dessa Comissão, está publicar estudos para aferir a evolução no cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE – 2014/2024). “Acredito que a indicação pelo Inep decorre principalmente da trajetória acadêmica que tenho buscado construir, em especial com estudos, investigações e publicações sobre a educação superior brasileira e os desafios de expansão com qualidade e equidade do sistema nacional”, comenta Bertolin.

O professor da UPF, que tem importantes publicações internacionais sobre o tema, destaca que essa indicação do Inep também é um reconhecimento às universidades comunitárias. “A UPF é uma instituição comunitária, que, em 2018, completa 50 anos de história. Chamar um professor de uma universidade comunitária é um reconhecimento a esse modelo, que é mais conhecido no sul do Brasil e que começa a se expandir pelo país”, ressalta.

O reitor da UPF e presidente do Consórcio das Universidades Comunitárias Gaúchas (Comung), professor José Carlos Carles de Souza, manifestou a satisfação em saber que o professor Júlio Bertolin, que compõe o qualificado quadro de docentes do PPGEdu, integra a Comissão de Assessoramento de Especialistas para Avaliação de Políticas Educacionais do Inep/MEC, que tem como missão acompanhar, discutir e valorar as políticas públicas na área da Educação, mormente aquelas que visam à inclusão de estudantes no ensino superior por meio de programas específicos, como o Prouni e o Fies. “Tenho certeza de que as contribuições do professor Júlio enriquecerão as deliberações da Comissão, mercê de sua elevada capacidade intelectual, fato que serve de estímulo e de orgulho para todos os professores da UPF”, enfatizou o reitor. 

A Comissão
A Comissão de Assessoramento de Especialistas para Avaliação de Políticas Educacionais foi criada para avaliar as políticas, os projetos e os programas educacionais que por ventura sejam implementados em diferentes governos. “Essa comissão faz esse processo de acompanhamento, monitoramento, discussão e avaliação dos resultados das diferentes políticas educacionais. Ela existe há anos, mas foi reformulada agora na sua composição e devemos começar a receber demandas de trabalho nos próximos meses”, explicou Bertolin.

O professor da UPF atuará nessa comissão, especificamente na temática ensino superior, que abrange importantes programas como, por exemplo, o Prouni, as cotas e a prova Enade. De acordo com Bertolin, são programas criados para ajudar a expandir, a democratizar e também a melhorar a qualidade e o acesso ao ensino superior e que precisam ser avaliados para que se saiba se eles estão alcançando resultados que justifiquem sua continuidade. “É muito importante para o governo e para a sociedade brasileira saber se o investimento público feito na educação superior está tendo o retorno esperado. O Brasil tem enormes desafios em termos de formação de capital cultural e humano e todo o investimento público tem que ser muito assertivo, eficaz, não podemos desperdiçar recursos. A avaliação é bem-vinda como política de Estado, deve ser independente de governos. E, nos últimos anos, o sistema de avaliação vem sendo contínuo, passando ao largo de nuances políticas. Nesse aspecto específico, tem-se observado certo amadurecimento”, avalia o professor.