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Moda e sustentabilidade: eco brechó incentiva o consumo consciente

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Camila Guedes

Atividade promovida pelo curso de Design de Moda ocorreu na noite dessa segunda-feira, 11 de junho, na UPF

Consumir moda de forma consciente. Foi a partir dessa ideia que ocorreu, na noite dessa segunda-feira, 11 de junho, a segunda edição do Eco Brechó. A atividade, promovida pelo curso de Design de Moda da Universidade de Passo Fundo (UPF), foi realizada no auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Feac), onde a comunidade acadêmica pôde trocar peças de roupas antigas por novas. O evento também teve apresentações de música e exposições de moda e arte. 

Realizado pela primeira vez no ano passado, o Eco Brechó nasceu dentro da disciplina de Marketing de Moda, ministrada pela professora Maria Aparecida Israel. “A gente sabe que o marketing visa incentivar o consumo, mas estamos em um momento em que todos os olhares se voltam para a sustentabilidade, para essa preocupação inerente dos designers quanto ao descarte têxtil, que é uma das indústrias que mais poluem o meio ambiente”, explicou a professora, ressaltando que, com a atividade, os futuros profissionais de moda estariam sim incentivando o consumo, mas um consumo consciente. “Assim, estamos priorizando uma moda slow fashion, mais durável, priorizando a cadeia produtiva local, a ideia de trocar. A peça tem uma vida útil maior do que a gente pensa. Enjoou? Repassa, o outro pode gostar, pode usar. Essa peça tem uma utilidade e não vai parar no meio ambiente”, completou. 

Todas as peças que fizeram parte do Eco Brechó foram doadas pela comunidade acadêmica, incentivada pelas alunas da turma a doar o que não usava mais e, em troca, adquirir novas peças. “Nós fizemos no mês de maio uma caminhada de incentivo. Os alunos visitaram todas as unidades divulgando o conceito do Eco Brechó e convidando todos a participar. As pessoas trouxeram suas peças, nós demos um eco vale no valor dessas peças e hoje elas vieram trocar o vale por novas peças. A gente teve uma boa aceitação, as pessoas gostam, participam, cada ano fica melhor”, disse a professora.