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Equipe Aerocócus UPF se prepara para Competição SAE Brasil AeroDesign

  • Por: Jéssica França
  • Fotos: Jéssica França e Divulgação

Acadêmicos do curso de Engenharia Mecânica da Universidade de Passo Fundo participarão com três aeronaves de competição internacional

Acadêmicos da Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio da equipe Aerocócus, estão em preparação para a 19ª Competição SAE Brasil AeroDesign 2017. Os estudantes estão trabalhando no desenvolvimento e na montagem de três aviões que irão participar da competição na Classe Regular. A competição acontece de 26 a 29 de outubro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em São José dos Campos (SP).  

A competição desafia acadêmicos de engenharia a construírem um avião radiocontrolado, utilizando conhecimento de engenharia aeronáutica e técnicas para construção do equipamento. No passado, a UPF já havia participado da competição, porém, a partir de 2015, uma nova equipe foi formada e desde então vem se aprimorando a cada ano.

A equipe Aerocócus é atualmente formada por 15 acadêmicos, um professor orientador e o piloto da aeronave. De acordo com o coordenador da equipe, professor Me. Rodrigo Santana, participam do grupo alunos dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Física. "Em nosso primeiro ano de competição, a equipe obteve a 38ª colocação entre 65 equipes inscritas. Já no ano de 2016, a equipe atingiu a 18ª colocação no quadro geral, sendo a 3ª colocada no sul do país (PR, SC e RS) e 2ª do estado. O desafio acontece no mês de outubro, em São José dos Campos, São Paulo, onde estão localizados a Embraer, o ITA e o polo aeronáutico e aeroespacial do Brasil”, informou.

Teoria e prática  

Conforme o capitão da equipe, o acadêmico Jefferson Luiz Mendonça Junior, o projeto se inicia a partir da divulgação do regulamento da competição, com isso, os embasamentos teóricos das disciplinas são utilizados na prática para a criação do protótipo. “É a hora de botar o que aprendemos na prática e aprender coisas novas. Estamos melhorando a cada ano, buscando materiais melhores e novos métodos, para que as aeronaves fiquem mais otimizadas. Ao estudarmos a teoria, executamos os cálculos – ou problemas idealizados pelo professor –, mas não vemos onde eles são aplicados. Aqui, na prática, é diferente”, comentou Jefferson. 

A oportunidade de aplicar na prática conteúdos de sala de aula é importante porque, de acordo com o professor Santana, os alunos passam a compreender que engenharia não é só trabalhar com aço, ligas metálicas, produção, máquinas e ferramentas, pois a engenharia mecânica é a base da engenharia aeronáutica. “Se formos analisar toda a grade curricular de engenharia, a gente utiliza, no projeto de aerodesign, 55% das disciplinas do curso de Engenharia Mecânica. Fazer um desenho de uma peça e mostrar no computador é muito bonito, mas tirar do papel e aplicar na prática é diferente, por esse motivo, é um desafio muito grande, um verdadeiro trabalho em equipe”, destacou. 

Os acadêmicos que estão realizando o trabalho final de graduação também são incentivamos a produzirem trabalhos dentro da área do aerodesign. Segundo Santana, existem quatro trabalhos de graduação sendo desenvolvidos na área da aeronáutica dentro da UPF, sendo um de dirigível, um de paraquedas de segurança para aeronaves, um de cargas aerodinâmicas e outro de aerodinâmica pura. 

Competição 

A equipe é formada por capitão e vice-capitão, além disso, o trabalho é dividido em oito áreas da engenharia: desempenho, aerodinâmica, estabilidade e controle, cargas e aeroelasticidade, estruturas, sistemas elétricos, materiais de construção e projeto. 

O professor Santana observa que o trabalho da equipe não se restringe ao desenvolvimento do projeto do avião, trabalhando com cronograma de metas, arrecadação de fundos, campanhas de marketing e exposições. “É como se fosse uma empresa com os envolvidos tendo noção de responsabilidade. Além da parte técnica da engenharia, é uma preparação para o mercado de trabalho, tendo em sua essência a oportunidade de saber executar um projeto fisicamente”, disse. 

No primeiro dia de competição acontece a apresentação dos projetos e, nos outros dias, ocorre a competição, na qual se busca ter uma aeronave com o menor peso estrutural e que carregue a maior carga possível. Atualmente, a maior parte do avião é feita de madeira balsa, fibra de carbono e honeycomb. “Temos que fazer um projeto ótimo, ideal e leve, então, isso inclui muito cálculo e a utilização de novos materiais. Acabamos pesquisando muito a fundo várias áreas. Cada ano é realizado um novo projeto, ano passado, fomos com dois aviões e este ano estamos indo com três aviões, pois pode acontecer de um avião cair no primeiro voo, então, é uma garantia para nossa equipe”, explicou o professor. 

Mais de mil participantes inscritos

A 19ª Competição Sae Brasil AeroDesign teve 93 equipes e aproximadamente 1.300 participantes inscritos, representando 75 instituições de ensino do Brasil e do exterior.
Das equipes inscritas, 60 estão na Classe Regular, 8 na Classe Aberta e 25 na Classe Micro. Serão quatro equipes estrangeiras participantes, duas da Venezuela e duas do México. As 89 equipes brasileiras inscritas representam 16 estados, mais o Distrito Federal. 

A Equipe Aerocócus é patrocinada pela UPF e Danieli Alimentos, com apoio das empresas América, Alltec, SKA, Registense, Incol, Perform e Compasi.