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Clínica de Fonoaudiologia: prática à serviço da comunidade

  • Por: Alessandra Pasinato
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

Espaço da UPF oferece avaliações auditivas, tratamento de voz e tratamento de problemas de linguagem e fala, direcionado aos públicos adulto e infantil

Ampliando a formação integral dos acadêmicos, o curso de Fonoaudiologia da Universidade de Passo Fundo (UPF) disponibiliza de um importante serviço à comunidade, por meio da Clínica de Fonoaudiologia. O espaço oferece avaliações auditivas, como audiometria e teste da orelhinha; tratamento para problemas de linguagem e de fala, para os públicos adulto e infantil; tratamento de problemas com a musculatura orofacial e de alterações de deglutição, mastigação e respiração, tratamento para o ronco, para problemas de voz e disfagia, além de teste da linguinha.

Coordenadora do curso de Fonoaudiologia, a professora Lisiane L. Siqueira comenta que, inicialmente, o paciente é chamado para uma triagem na qual se determina a área de tratamento necessária. Após, ele é encaminhado para atendimento. “Os atendimentos são realizados pelos alunos e orientados pelos professores responsáveis pelos estágios oferecidos durante o semestre”, comenta ela, destacando a importância dessa atividade na formação dos acadêmicos. “A Clínica é essencial na formação dos acadêmicos, pois é nela que eles aprendem a realizar os mais diversos tratamentos que a Fonoaudiologia pode oferecer”, conclui.

Avaliações auditivas

Dentre as avaliações auditivas, a Clínica de Fonoaudiologia da UPF realiza a vectonistagmografia, um exame que avalia a função do labirinto, diagnosticando labirintopatias, como a popularmente conhecida labirinte. Além desse, também são realizados exames de imitanciometria, audiometria tonal liminar adulto e infantil e audiometria comportamental, que permitem chegar ao diagnóstico auditivo, identificando a presença ou não de alterações na audição; e avaliação do processamento auditivo central, que avalia como o cérebro interpreta e reage ao som. “Muitas pessoas escutam bem, mas têm problemas na interpretação do que ouviram. O resultado desse exame pode auxiliar o tratamento de crianças e adultos com problemas de aprendizagem, por exemplo”, explica Lisiane.

Outra importante atividade da Clínica é a realização do teste da orelhinha, uma triagem auditiva realizada em bebês que identifica se o bebê escuta ou se tem problema de audição. “Esse teste deve ser realizado ao nascimento ou até o primeiro mês de vida, com retestes com 1, 2 e 3 anos de idade”, ressalta a coordenadora do curso. Ainda, outro teste realizado é o de Potencial Evocado Auditivo de Tronco Cerebral (Peate ou Bera), uma avaliação auditiva realizada sem a participação ativa do paciente, ou seja, o exame é feito em sono natural e geralmente muito útil para bebês e crianças, além de adultos que não conseguem responder a uma audiometria habitual.

Tratamento fonoaudiológico: desde o recém-nascido até o idoso

No campo de tratamentos, a Clínica de Fonoaudiologia atua em problemas de linguagem e fala, que podem estar relacionados a trocas de letras na fala ou mesmo ao atraso na aquisição da fala. “Com um ano, iniciam-se as primeiras palavras, com 18 meses já iniciam-se frases de duas palavras, e, com dois anos, a criança já tem mais de 200 palavras em seu vocabulário. Com 5 anos, a criança já está apta a falar corretamente todos os sons”, pontua Lisiane. Ainda relacionado à linguagem, a Clínica atua em tratamentos para alterações na fala por problemas neurológicos (disartria e afasia), problemas anatômicos como fissuras palatinas e “língua presa”, além de tratamento da gagueira e trabalho com distúrbios de linguagem provocados por síndromes e autismo. No que refere aos problemas de aprendizagem, a Clínica ainda atua no tratamento de dificuldades de leitura e escrita, disgrafia e dislexia.

O tratamento de voz é outra área de atuação da Clínica da UPF, que promove a avaliação, o diagnóstico e o tratamento das disfonias. “Quando uma pessoa está há mais de 15 dias com problema na sua voz, deve procurar um fonoaudiólogo, que, em um trabalho conjunto com um otorrinolaringologista, fará o diagnóstico. Uma vez identificado o problema, o fonoaudiólogo realiza o tratamento adequado para cada caso”, ressalta a coordenadora do curso. Nessa área, os acadêmicos também poderão auxiliar profissionais da voz, auxiliando com técnicas e estratégias de respiração, projeção vocal e uso adequado da voz na sua profissão. “A fonoaudiologia atua no trabalho com expressividade, buscando melhorar a comunicação tanto para profissionais como para população em geral. Dispomos de um laboratório de voz e de uma sala acústica para avaliar e trabalhar a voz utilizando programas de computadores específicos”, aponta.

Respiração, mastigação e deglutição

O trabalho da Clínica de Fonoaudiologia também abrange o tratamento para adequar a musculatura orofacial e as funções de respiração, mastigação e deglutição. “A adequação da respiração é importante, pois, quando uma pessoa respira pela boca, ela gera problemas faciais, dentários, problemas de mastigação, deglutição (ato de engolir os alimentos), fala, DTM e até mesmo problemas de aprendizagem”, revela Lisiane, comentando ainda que, em relação à deglutição, se a língua assumir posição adversa na boca, pode gerar problemas dentários e de fala. “Na mastigação, quando ela não ocorre de forma bilateral, pode sobrecarregar a ATM e causar assimetrias da musculatura orofacial”, adverte a professora.

Outras atividades envolvem, ainda, tratamento auxiliar nos casos de ronco primário ou na Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS); trabalho com paralisia facial; e tratamento para problemas alimentares, como a disfagia. “Quando as pessoas perdem a capacidade de engolir os alimentos, necessitando de sondas de alimentação, o fonoaudiólogo realiza um tratamento para habilitar novamente a alimentação pela boca de forma segura e eficiente, para que não gere problemas nutricionais, desidratação ou broncoaspiração do alimento”, explica Lisiane. Além disso, também é possível avaliar crianças que não comem, realizando diagnóstico e tratamento da recusa alimentar.

Serviço à comunidade

A população pode procurar atendimento na Clínica de Fonoaudiologia UPF, no curso de Fonoaudiologia, que fica localizado no Campus I da UPF, ou podem entrar em contato com a secretaria do curso, pelo telefone (54) 3316-8498. A Clínica funciona durante o período letivo, nos turnos da tarde e noite.