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Acadêmica do curso de Química realiza estudo sobre compostos medicinais presentes no ipê-roxo

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

O ipê-roxo é uma árvore encontrada com facilidade em todo território brasileiro e vem sendo objeto de diversos estudos científicos nas últimas décadas, principalmente pela atividade anticancerígena dos compostos presentes em sua casca e na parte interna do tronco. Na medicina popular brasileira, chás de casca de ipê-roxo são muito utilizados para diversos tipos de doenças, como úlceras, estomatites, infecções fúngicas, sífilis e diabetes. Esse chá é facilmente encontrado em lojas de produtos naturais e fitoterápicos. Os chás, por serem produto natural, são considerados menos agressivos, se comparados com medicamentos sintéticos, sendo usados, na maioria das vezes, como complementos ao tratamento convencional.

A acadêmica Bruna Antunes, do Programa de Iniciação Científica do curso de Química Bacharelado da Universidade de Passo Fundo (UPF), está desenvolvendo uma pesquisa sobre o ipê-roxo. Segundo a aluna, o objetivo dessa pesquisa é determinar a concentração da substância de maior atividade biológica presente no ipê-roxo, que, segundo a literatura, é o lapachol, responsável pelo maior poder de cura dessa planta, porém, em doses elevadas, apresenta efeitos tóxicos ao organismo.

O trabalho teve início com um levantamento bibliográfico sobre a produção científica em relação à potencialidade biológica dessa espécie. Após, foi obtido o material vegetal, e, para esse trabalho, foram coletados os resíduos de serragem do ipê-roxo, produzidos em uma indústria de móveis no município de Soledade (RS). A etapa seguinte será o isolamento e a quantificação do lapachol nesse material.