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8º Encontro de professores e estagiários das licenciaturas debate a formação de professores

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

Tema foi discutido durante a abertura do evento que ocorreu na noite dessa quarta-feira, 16 de maio, no Centro de Eventos da UPF

Iniciou na noite desta quarta-feira, 16 de maio, o Encontro de Professores e Estagiários das Licenciaturas, promovido pela Vice-Reitoria de Graduação da Universidade de Passo Fundo (VRGRAD/UPF). Em sua oitava edição, o evento integra a programação do 10º Seminário de Atualização Pedagógica para Professores da Educação Básica (Semape), e tem como objetivo valorizar e acolher professores e estagiários, fortalecendo os vínculos com suas instituições e com os próprios profissionais. A abertura do Encontro foi realizada no Centro de Eventos da UPF, Campus I, e teve a participação da Big Band Comunitária, vinculada à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (VREAC). 

Trabalhando a partir da temática “UPF 50 anos: compromisso com a formação de professores”, ambos os eventos foram pensados com o propósito de contribuir com o aprimoramento e a qualificação de professores das escolas públicas, principalmente aquelas que recebem os acadêmicos estagiários da UPF. “Nossa ideia foi reunir futuros professores, que são os nossos acadêmicos, os professores que formam esses alunos e também os professores da educação básica em um grande evento que tem o objetivo repensar e discutir a educação e as práticas educativas”, explicou a representante da comissão organizadora, professora Luciane Sturm. 

Em sua fala, a vice-reitora de Graduação, professora Rosani Sgari destacou a alegria de realizar mais uma edição do evento. Segundo ela, o Encontro foi planejado para fortalecer a troca do conhecimento. “Quero dizer para vocês que escolheram ser professores que vale a pena essa escolha. Somos todos guias de trilhas, de caminhadas e de trajetórias que, às vezes são íngremes, mas ao caminharmos junto de nossos alunos vamos descobrindo novas realidades, novos trajetos e desvendando outros espaços e naturezas. Nesse compasso, esboçando trilhas educativas, a UPF foi e continuará sendo parceira da educação na nossa comunidade. Nós estamos construindo trilhas de esperança”, disse.

Também estiveram presentes na cerimônia de abertura a presidente da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) Maristela Capacchi; a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários Bernadete Maria Dalmolin, a coordenadora da área de Prática de Ensino e Estágios e da área de Fundamentos Pedagógicos da Faculdade de Educação, Luciane Bordignon; a representante da Coordenadoria das Licenciaturas (Coorlicen) Adriana Braganholo; e o presidente da Associação dos Professores, Auro Cândido Marcolan. 

Formação de professores
Após a cerimônia de abertura os participantes acompanharam um painel com o tema “Formação de professores: uma história de encontros, legislação e desafios”, com as professoras Solange Longhi e Claudia Toldo. 

A professora Solange iniciou sua fala fazendo um resgate da história da UPF e das instituições comunitárias, elencando aspectos que são significativos para entender tanto a origem da Instituição como as intenções que nortearam sua criação. “Quando olhamos a história da Instituição, vemos que nossa universidade se expandiu regionalmente a partir do esforço das licenciaturas. Foram as experiências em licenciatura que, de certa forma, provocaram essa ida da UPF para outras regiões próximas, para atender essas demandas de formação de professores para as redes pública e privada de ensino”, lembrou a professora. 

Em sua opinião, é importante falar na história quando ela nos ajuda a visualizar questões que estão postas hoje e que são desafios. Solange lembrou ainda que a UPF foi criada dentro de uma perspectiva do compromisso com o desenvolvimento regional e, para a professora, hoje, esse compromisso tem que ser ressignificado. “Minha perspectiva é de que, hoje, esse compromisso só tem significado se não for desvinculado com a sustentabilidade. E essa sustentabilidade deve ser em quatro dimensões: ambiental, social, ética e econômica. São questões que eu considero fundamentais, que têm que embasar currículos em todos os níveis de ensino, desde a educação infantil até o ensino superior”, completou. 

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as dez competências gerais propostas por ela nortearam a fala da professora Cláudia Toldo. De acordo com a professora, estas competências visam as aprendizagens essenciais que devem ser trabalhadas como direito de aprendizado dos estudantes. “A parte introdutória da Base propõe um trabalho que deve ser feito nas escolas garantindo esses direitos de aprendizagem dos estudantes, observando competências, habilidades, e a construção dos conhecimentos a partir dos valores, das atitudes e desses novos saberes que os estudantes precisam ter desenvolvidos em sala de aula”, ressaltou.

Para a professora, o maior desafio da formação de professores é ter essas dez competências no trabalho prático em sala de aula. “Hoje nós não podemos ter um professor que tenha o conteúdo pelo conteúdo. É preciso que ele desenvolva um trabalho visando essas aprendizagens. Porque hoje o foco não é mais o ensino, não é mais o professor, mas é o trabalho do professor em relação às aprendizagens. Esse é o grande desafio: como a gente faz com que os alunos aprendam, como os alunos têm acesso a essas aprendizagens essenciais”, finalizou Cláudia. 

Comunicações orais
A programação do 10º Semape e do 8º Encontro de professores e estagiários das licenciaturas iniciou ainda na tarde dessa quarta-feira com a apresentação das comunicações orais. Realizadas desde 2014, as comunicações são um canal para a interação e discussão de práticas e projetos desenvolvidos tanto nos espaços escolares e não escolares da região quanto no âmbito da própria UPF. As apresentações foram feitas nas salas da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis (Feac), da UPF.

 

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