7º, 8º e 9º anos

Diferenças sociais: vozes da periferia

A prática propõe uma reflexão acerca da produção cultural das comunidades periféricas: favelas, guetos e subúrbios habitados em sua maioria por pessoas negras e socialmente menos favorecidas.

A partir da obra Cidade de Deus, de Paulo Lins, que retrata a criminalidade e a violência do bairro carioca de mesmo nome, e também gírias, expressões e manifestações culturais oriundas destas comunidades, alunos e professores são convidados a se envolver e dialogar sobre o universo do funk e do rap, que se destacam no cenário da música brasileira. 

Constatando o preconceito e a intolerância de alguns grupos elitistas em relação a essas manifestações culturais periféricas, a prática leitora busca sensibilizar alunos e professores com os ritmos desses gêneros musicais, dando-lhes condições para problematizar, questionar, assimilar e compreender sua estética, sentidos e significados a partir dos ambientes socioculturais em que são produzidos, distanciando–os de rótulos, ideias estereotipadas e informações distorcidas.

No decorrer da atividade, são apresentados os vídeos de músicas dos rappers Emicida e Karol Conka, da cantora Fernanda Abreu e alguns dos funks mais conhecidos da atualidade. Na sequência, são exibidos trechos do filme “Cidade de Deus”, dirigido por Fernando Meirelles, o episódio “Pobre”, do canal Porta dos fundos e o documentário “Sou feia mas tô na moda” de Denise Garcia, que aprofundam o entendimento sobre a cultura e o cotidiano das periferias cariocas. Ao final da prática, os alunos são convidados a ler livros sobre o tema e desafiados a criar letras de rap e funk que contextualizem a intolerância e o preconceito. Posteriormente, as letras são gravadas no tablet por meio do aplicativo AutoRap, que oferece a base desses ritmos musicais para serem apreciadas pela turma.