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Mestrando do PPGOdonto realiza procedimento cirúrgico inédito no Estado

  • Por: Assessoria de Imprensa com informações da Assessoria de Comunicação HSVP
  • Fotos: Assessoria de Comunicação HSVP/Caroline Silvestro

Cirurgião e Traumatologista Buco-Maxilo-facial no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Renato dos Santos é mestrando do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade de Passo Fundo (PPGOdonto/UPF). Recentemente ele protagonizou um procedimento inédito no Rio Grande do Sul realizando uma Ressecção do ligamento estilohioideo calcificado para o tratamento cirúrgico da Síndrome de Eagle, assessorada por neuronavegação e microscopia.

Atuaram na equipe os neurocirurgiões Alex Roman e Vanderson Araújo, a anestesista Gislaine Nochetti de Melo e as instrumentadoras Salete de Oliveira e Eliane Lago. De acordo com a Assessoria de Comunicação do Hospital, o paciente, José Carlos Nardi, 58 anos, de Serafina Correa procurou atendimento no Ambulatório de Especialidades do HSVP em função de fortes tonturas e dificuldade de movimentação do pescoço. No início, havia a suspeita de Disfunção Temporo-mandibular, mas após os exames, Renato constatou que se tratava de Síndrome de Eagle. 

Conforme o cirurgião, a Síndrome de Eagle é uma doença caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas resultante da ossificação ou aumento do ligamento estilohióideu secundário a uma hipertrofia do processo estilóide do osso temporal. “Este distúrbio pode originar dor facial, disfagia (dificuldade de deglutir), odinofagia (dor ao deglutir), otalgia (dor no ouvido), zumbidos, cefaleias, limitações dos movimentos cervicais, dores regionais, tonturas e pré-síncopes, gerando dificuldades na vida de quem convive com ela”, explicou o especialista, evidenciando que o diagnóstico da Síndrome de Eagle é difícil e os sintomas descritos acabam por ser atribuídos a outras causas. 

A Síndrome de Eagle acomete geralmente pessoas na idade adulta, sendo raro antes dos 30 anos e o sexo mais prevalente é o feminino. Em relação ao tratamento, ele salientou que nos casos menos graves pode ser feito com analgésicos. Já em casos mais graves, o paciente tem que ser assistido em cirurgia maxilo-facial, já que o tratamento conservador é ineficaz. “O tratamento cirúrgico para Síndrome de Eagle é raro e nunca tinha sido realizado no estado, assessorado com neuronavegação e microscopia. O acesso cirúrgico transoral limitou a morbidade do paciente, que deu alta hospitalar no segundo dia pós-operatório sem restrições fisiológicas. A determinação do trabalho em equipe multidisciplinar elucida o sucesso nos tratamentos, denotando excelência em saúde para a região”, destacou.