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Professora da UPF apresenta trabalhos em congresso mundial de menopausa

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Dra. Karen Oppermann versou sobre dois estudos que vêm sendo realizados em Passo Fundo

A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) e médica preceptora da Residência de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital São Vicente de Paulo, Dra. Karen Oppermann, participou do Congresso Mundial de Menopausa (15th World Congress on Menopause), em Praga, República Tcheca, de 28 de setembro a 1º de outubro de 2016.  Na oportunidade, a docente apresentou dois trabalhos.

Segundo ela, os estudos se originaram do acompanhamento de um grupo de mulheres passo-fundenses que estão em acompanhamento há 20 anos. “Como o grupo de pacientes é uma amostra de todas as mulheres da cidade, seus achados despertam muita curiosidade”, diz ela. Os trabalhos apresentados foram relacionados ao uso de hormônios e sua influência no risco cardiovascular entre mulheres na pós-menopausa recente, definidas como aquelas com até 10 anos após a última menstruação.

Em um dos estudos, Karen demonstrou que as mulheres que usaram hormônios para diminuir os sintomas climatéricos (ondas de calor, sudorese noturna, etc) apresentaram menos placas de calcificação nas coronárias, sugerindo que haveria uma diminuição do risco para infarto. “O outro estudo mostrou que após 10 anos de uso de hormônios, as mulheres não aumentaram a circunferência abdominal, ponto positivo já que a gordura nessa localização é prejudicial para a saúde”, aponta.

A médica ressalta a importância da sua participação ativa nesse encontro científico, proporcionando novos conhecimentos, contatos com médicos clínicos e pesquisadores de outros países e, além disso, contribuindo para mostrar os estudos que vêm sendo realizados em Passo Fundo. “Essa experiência traz informações que irão resultar no aprimoramento no atendimento de pacientes e na transferência de conhecimentos para nossos alunos e residentes”, destaca, reiterando que esses resultados foram obtidos por meio do trabalho conjunto de alunos da Faculdade de Medicina da UPF e de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, dentre os quais Mariana Sgnaolin, Giovanni Zin, Bernardo Oppermann Lisbôa, Verônica Colpani e Poli Mara Spritzer.