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Escritório Escola da UPF proporciona vivência na prática

  • Por: Jéssica França
  • Fotos: Jéssica França

Acadêmicos do curso de Engenharia Civil atuam no desenvolvimento de projetos, beneficiando entidades de Passo Fundo e região

Promover o ensino produzindo e difundindo conhecimentos que visam à melhoria da qualidade de vida da população é uma das missões da Universidade de Passo Fundo (UPF). Por meio da Faculdade de Engenharia e Arquitetura (Fear), a Universidade desenvolve o projeto de extensão Escritório Escola de Engenharia Civil (ESEEC). Desde 2013, o projeto de extensão vem atuando com bolsistas do Programa de Apoio Institucional a Discentes de Extensão (Paidex) no desenvolvimento de projetos de engenharia em benefício de entidades de Passo Fundo e região.

No ESEEC, há um professor coordenador para cada área de engenharia civil ofertando suporte aos acadêmicos para o desenvolvimento dos projetos. De acordo com o coordenador do projeto de extensão, professor Dr. Maciel Donato, no primeiro semestre de 2017, o Escritório Escola esteve envolvido na elaboração do projeto de acessibilidade do ambiente interno da Câmara Municipal de Vereadores de Passo Fundo. “Realizamos duas etapas, que consistiam na aplicação do piso tátil e das placas e mapas táteis-visuais, respectivamente. A terceira etapa está em fase de projeto e é voltada à adequação da rampa de acesso principal”, explica. 

Paralelamente, os acadêmicos de engenharia atuaram em outros projetos, como o de pintura e revitalização do muro na Fundação Lucas Araújo e na criação de layout para a nova sala de projeto de síntese da UPF. “Também desenvolvemos o projeto de uma casa modelo para a Apae de Soledade, pois eles tinham a necessidade de criar um espaço de aprendizado de atividades rotineiras para seus usuários. O projeto foi entregue e a diretora da entidade conseguiu recursos para a execução da obra, contudo, o projeto precisou ser ajustado por um consultor local devido à restrição orçamentária. Mas vale ressaltar que, com o projeto pronto, criado por nós, foi possível somente readequá-lo para que a entidade conseguisse o recurso, ajudando a comunidade”, comenta. 

Desenvolvimento de projetos 
O ESEEC, em parceria com o Núcleo de Arquitetura e Desenvolvimento Urbano e Comunitário (Naduc), também está atuando no desenvolvimento de um projeto de readequação da quadra poliesportiva para a Apae de Carazinho. Conforme o professor Donato, além da construção de uma cobertura para a quadra, o projeto contempla o fechamento lateral do espaço, e, em um segundo momento, será projetado também um salão de festas para eventos. “Temos hoje 10 bolsistas que atuam no desenvolvimento de projetos para diversas entidades, na área de barragens, mobilidade urbana, aproveitamento de água da chuva, aproveitamento de energia solar, entre outros”, destaca.

O Escritório também está trabalhando na reformulação do chassis do atual protótipo do carro elétrico da UPF, com uma modelagem tridimensional desenvolvida no software ansys, que irá proporcionar um melhor desempenho ao carro. Dentre os projetos desenvolvidos na UPF, o do carro elétrico ganha destaque em razão de sua importância socioambiental e de seu caráter visionário.

Vivência na prática 
De acordo com a acadêmica e bolsista Janaina Faoro, viver a extensão, saindo dos muros da universidade, além de proporcionar o contato com a realidade local, é uma grande oportunidade. “Estou atuando no projeto da Apae de Carazinho e também no de acessibilidade da Câmara de Vereadores. Como aluna, participar de atividades assim é bem interessante, pois, além de termos a supervisão dos professores, aliando teoria e pratica, contribuímos com as instituições que precisam e que muitas vezes não têm como contratar o serviço”, frisa ela.

A acadêmica Viviane Pagnussat Cechetti também ressalta a prática como um elemento agregador para sua formação profissional. “Estou trabalhando no projeto de acessibilidade. Também temos alguns projetos novos, como o da escola Adelino Pereira Simões e o da escola Estrela da Manhã. É gratificante porque é um aprendizado tanto na prática quanto na teoria, e, acima disso, porque conseguimos ajudar as entidades que não seriam ajudadas de outras maneiras, trazendo um ambiente acessível para que todas as pessoas se sintam à vontade”, relata.