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UPF sediará 15ª Competição Baja SAE Brasil

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

Equipe Mas Baja Tchê se prepara para a competição que ocorre em novembro

A equipe Mas Baja Tchê, formada por acadêmicos dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica da Universidade de Passo Fundo (UPF), se prepara para a 15ª Competição Baja SAE Brasil- Etapa Sul, que acontece de 17 a 19 de novembro de 2017. A competição ocorrerá pelo segundo ano consecutivo na UPF, reunindo equipes de estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica, Elétrica e de Produção dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O desafio oportuniza que os estudantes exercitem os conhecimentos adquiridos em sala de aula. 

De acordo com o coordenador da equipe, professor Dr. Márcio Walber, tradicionalmente a competição era realizada na sede da Indústria Dana Albarus em Gravataí, contudo a organização da SAE Brasil vem promovendo a variação de sedes “Em 2016 ocorreu na UPF e devido à excelente infraestrutura disponibilizada para os participantes como o local coberto para realização das provas, ampla pista para a competição de enduro de resistência e a acessibilidade que o campus oferece, este ano a Universidade foi novamente escolhida para sediar o evento”, contou. 

Atualmente a equipe Mas Baja Tchê, coordenada pelos professores Walber e Me. Lucas Zavistanovicz é formada por 20 estudantes que representam a UPF nos eventos Baja nacional e regional. No projeto Baja os alunos são desafiados a projetar, fabricar e testar um veículo off road visando sua comercialização, tendo como padrão o motor, com potência de 10 HP. “O objetivo do projeto é de desenvolver um veículo que apresente grande competitividade e baixo peso, aliado a grande resistência e durabilidade. Seguimos o regulamento imposto pela SAE Brasil que exige muitos conhecimentos técnicos da área de engenharia”, disse.

Segundo Walber, os integrantes da equipe Mas Baja Tchê atuam de forma setorizada, como em uma empresa, onde o diretor é o professor orientador, com a função de apontar os melhores caminhos a serem seguidos, buscando condições para o desenvolvimento do veículo e o êxito da equipe. “O professor orientador responsabiliza-se pelas principais decisões estratégicas, na sequência hierárquica vem o capitão da equipe, que tem a função de gerente geral e a responsabilidade de gerenciamento de todas as atividades, desde o início do projeto até os preparativos para as competições. Em seguida, a equipe é dividida em responsáveis por cada subsistema, sendo o projeto do veículo separado”, informou. 

O trabalho da equipe é divido nas áreas de estrutura, suspensão e direção, power train, freios e elétrica/eletrônica. Complementam a estrutura organizacional, as atividades de busca de patrocínio e divulgação do projeto, custos, compras, desenvolvimento de materiais, fornecedores e design do veículo. “Os alunos desenvolvem o projeto mecânico do veículo, acompanhando a fabricação, testes e ainda confeccionando um relatório técnico em forma de artigo científico, que é defendido nas competições perante uma comissão avaliadora formada por juízes e profissionais credenciados pela SAE Brasil, especialistas do ramo automotivo”, afirmou.

Qualidade da formação

De acordo com o acadêmico o 8º semestre do curso de Engenharia Mecânica, Matheus Giongo Pavan, participar da equipe contribui para sua formação acadêmica e profissional. “Como o projeto simula uma empresa automotiva, temos contato com várias áreas da engenharia e isso nos dá a oportunidade de evoluirmos em conhecimento e trabalho em equipe. Ao terminarmos a faculdade temos uma vantagem perante os demais alunos que não participam dos projetos, porque tivemos contato com pessoas importantes durante as competições, aumentado nossas chances no mercado de trabalho”, opinou o capitão da equipe e chefe de projeto do subsistema de suspensão e direção.

Além de contribuir para o aprofundamento de conteúdo, melhorando a qualidade da formação, a competição oportuniza que as equipes vencedoras viagem mostrando seu projeto a profissionais gabaritados na competição internacional, que ocorre nos EUA. “O projeto desafia nos desafia a criar sistemas e mecanismos, cronograma de projeto, fabricação e organização. É uma experiência que todo aluno de engenharia deveria ter, contribuindo para o desenvolvimento de pesquisas na graduação atuando também em parceria com o núcleo de Mecânica da UPF, empresas patrocinadoras e colaboradoras”, comentou o acadêmico do 7º semestre de Engenharia Mecânica, Willian Marcon Pertuzzatti que atua no sistema de transmissão que é responsável pelo movimento do veículo.

Expectativa 

A equipe Mas Baja Thê vem apresentando bons resultados, conquistando a 14ª colocação na competição nacional por dois anos consecutivos (2016 e 2017) e o 5º lugar na competição regional também por dois anos consecutivos (2015 e 2016). 
Este ano a expectativa é obter uma colocação entre as três melhores equipes da região sul, sendo que o principal objetivo da etapa regional é a preparação para a competição nacional que ocorrerá no mês de março de 2018 em São José dos Campos / SP. “Participar de um projeto como este gera aos alunos a valiosa oportunidade de adquirir conhecimentos que não são vistos em sala de aula, completando seu aprendizado. Também são desenvolvidas habilidades como trabalho em equipe, união, perseverança e liderança, conhecimentos que serão muito valorizados no mercado de trabalho após estarem formados”, frisou o professor Walber.

Histórico de competições 

A equipe Mas Baja Tchê existe desde o ano de 1999, tendo participado até o momento de 17 competições nacionais e 14 competições regionais. Destacam-se como resultados principais a 6ª colocação no evento nacional em 2003, 1ª colocação no evento regional em 2004 e 3ª colocação no evento regional em 2006.

Confira a programação: 
17/11 - Provas estáticas -  com apresentação do projeto, avaliação de motor e prova de segurança, onde mais de 100 itens do projeto e da segurança do veículo. Os veículos reprovados nesta prova são desclassificados das avaliações dinâmicas. 
18/11 - Provas dinâmicas- onde são avaliados itens como aceleração e velocidade máxima e suspensão e tração, prova que define o grid de largada do enduro. 
19/11 -  Prova de enduro- Possui três horas de duração e ocorre em uma pista de terreno irregular com diversos obstáculos.

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