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Pernambucana que transformou tese de doutorado em dança é premiada

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Divulgação

Depois de viralizar nas redes sociais, Natália Oliveira foi premiada tanto pelo voto popular quanto pelo juri técnico

Se você ainda não viu, está perdendo: na última semana, mais de oito mil pessoas compartilharam um vídeo da pernambucana Natália Oliveira. Não foi a toa: Natália conseguiu transformar sua tese de doutorado, sobre o uso de biosensores durante investigações criminais, em uma dança. O objetivo era participar de um concurso da revista Science, que visa estimular doutorandos a criarem coreografias que expliquem suas dissertações. A produção da brasileira ficou tão boa que foi escolhida como finalista na disputa. Agora, depois de viralizar com mais de 700 mil visualizações, os resultados foram anunciados – e Natália é uma das vencedoras.

A brasileira levou duas das quatro categorias da competição. Uma delas se deu graças ao seu sucesso nas redes sociais. O vídeo, intitulado Pop, Dip and Spin: The Legendary Biosensor For Forensic Sciences [Estoure, Mergulhe e Gire: O Lendário Biosensor para Ciências Forenses, em tradução livre], recebeu 78% dos votos populares – bem mais do que os 4% da segunda colocação – e garantiu o prêmio de “Favorito da Audiência”. O outro troféu não teve nenhuma relação com popularidade, foi puramente técnico. Um grupo de dez jurados selecionados pela Science laurearam a brasileira como o melhor vídeo na categoria “Química”.

A tese da doutora em Biologia pela Universidade Federal de Pernambuco trata do uso de biosensores na solução de crimes. De acordo com sua pesquisa, hoje a polícia forense tende a procurar evidências usando testes de colorimetria – aqueles onde o sangue, esperma, ou quaisquer que sejam os fluidos corporais desejados mudam de cor na hora da análise. O problema, de acordo com Natália, é que esse método é falho. Se o criminoso danificar as moléculas de sangue usando água sanitária, por exemplo, o teste pode não ter um resultado fidedigno. A solução, então, seria a utilização dos biosensores, aparelhos do tamanho de um chip de celular que, por possuírem uma molécula reagente em seu interior, conseguem detectar a presença de sangue com muito mais precisão.

O prêmio principal ficou com a norte-americana Nancy Scherich, que transformou seu PhD sobre topologia em uma performance de balé contemporâneo.

Os vencedores ainda receberam US$ 2500 (aproximadamente R$ 8 mil) em prêmios) – e o direito de se gabar por ter ensinado química avançada usando passos de dança, é claro.

Fonte: Super Interessante