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Novas obras da área da comunicação estão disponíveis na Biblioteca Central

  • Por: Nexjor/Acadêmico Marcell Marchioro

116 novos títulos, com 441 novos exemplares abrangem todas as áreas do curso de Jornalismo

Conhecidos estudiosos do jornalismo nacional e internacional, como Marques de Melo, Nelson Traquina e Nelson Sodré. Sociólogos que ajudam a entender o mundo pós-moderno, a exemplo de Zygmunt Bauman. Grandes autores da América Latina que traduziram seu tempo em clássicos do jornalismo e da literatura, como Gabriel García Márquez e Euclides da Cunha. Estudiosos da linguagem audiovisual, como Marcel Martin, e profissionais, como André Trigueiro. Livros deles e de uma centena de outros
autores estão à disposição dos acadêmicos da UPF na Biblioteca Central. São os novos títulos adquiridos para o curso de Jornalismo, que estão disponíveis desde o primeiro semestre deste ano. A renovação na bibliografia do curso decorre da reforma curricular que entrou em vigor no segundo semestre de 2015.

Segundo a coordenadora do curso, professora Maria Joana Chaise, as novas obras atualizam os referenciais teóricos para as disciplinas do currículo anterior e, em especial, atendem às novas disciplinas criadas para dar conta das orientações vindas com as novas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de Jornalismo. “Foi uma reforma grande, na qual muitas disciplinas foram criadas e outras tantas reformuladas para atenderem melhor à formação de jornalistas. Com o apoio da Vice-Reitoria de Graduação, conseguimos a aquisição de um amplo referencial teórico. Até agora, foram 116 novos títulos e um total de 441 novos exemplares, com previsão de mais 30 títulos a serem adquiridos em breve, o que nos deixa satisfeitos e empolgados em poder ofertar referenciais atualizados e outros tantos clássicos para a formação dos nossos estudantes”.

Os referenciais adquiridos estão elencados nas ementas das disciplinas, que foram atualizadas no processo de reforma curricular. “Os professores fizeram um esforço de atualização da nossa bibliografia para trazer coisas atuais, ligadas às mídias digitais e às novas tecnologias”, avalia a professora Bibiana de Paula Friderichs, coordenadora do curso à época da reforma.

Dicas
Os professores que supervisionam as atividades do Núcleo Experimental de Jornalismo indicaram alguns livros entre as novas aquisições. Confira:

Maria Joana Chaise – “Teorias do Jornalismo” e “Manual de Redação Folha de S. Paulo”
“O foco do novo currículo é uma formação mais específica em Jornalismo. Portanto, os estudantes terão pela frente o estudo das teorias que embasam nossa profissão e, em seguida, aprenderão na prática a produzir jornalismo. Para isso, penso que essas obras – que são na realidade uma variedade de livros de teorias do Jornalismo, dos autores Nelson Traquina, Marques de Melo e Felipe Pena, vão dar todo o suporte teórico para as novas disciplinas implementadas com o novo currículo. Ao mesmo tempo, era um desejo antigo ter o Manual de Redação disponível aos alunos. Ele traz todas as orientações com relação às questões gramaticais, jurídicas, do ponto de vista legislativo, etc., além de uma série de informações pertinentes à prática profissional. Ele serve como referência para redações que não possuem um manual próprio. É uma leitura básica e importante para todo futuro jornalista”.

Fábio Rockenbach – “A Linguagem Cinematográfica” e “Linguagem e Cinema”
“São livros essenciais para a linguagem audiovisual. O livro do Martin é referência já há pelo menos 20 anos e não tínhamos exemplar dele aqui. Já o livro do Hunt é um livro relativamente novo, mas que aborda princípios que outros livros não abordam, como, por exemplo, a questão da semiótica, relação de imagens, compreensão, assuntos muito discutidos na disciplina de Linguagem Audiovisual. Aproveitamos a reforma curricular pra trazer livros que são obrigatórios pra trabalhar com audiovisual”.

Nadja Hartmann – “Telejornalismo: nas ruas e nas telas”
“É uma junção de vários artigos de diferentes pesquisadores de jornalismo, onde os autores são grandes pesquisadores do telejornalismo. O interessante é que ele não se limita a ser apenas um manual de telejornalismo, ele sai um pouco das questões técnicas e trata assuntos como a morte noticiada, construção de identidade, realidade expandida na edição e o telejornalismo em outras plataformas. O livro mostra como a rua é o grande cenário da reportagem, não só para a televisão, pois é lá onde as notícias acontecem, portanto, telejornalismo se faz nas ruas. É um livro completo para qualquer pesquisador ou pessoa que se interesse por telejornalismo”.

Bibiana de Paula Friderichs – “Comunidade: a busca por segurança no mundo atual”
“Esse é um livro que eu utilizo muito na disciplina de Estudos Contemporâneos da Cultura e Comunicação. Gosto muito das produções do Baumann, acho que são pertinentes, explicando de forma muito coerente a sociedade atual. Esse livro em especial de início tenta explicar o conceito de comunidade como tradicionalmente era conhecido e a partir disso ele trata das transformações dessa noção de comunidade. O mais bacana é que, partindo desse conhecimento, começamos a entender as transformações da noção de identidade e outros aspectos da pós-modernidade. Para Baumann, vivemos em um mundo onde tudo se transforma muito rapidamente e esse movimento afeta a comunidade e quem nela está inserido”.