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Nova tecnologia permite leitura de livros sem que sejam abertos

  • Por: Assessoria de Imprensa

Usando uma nova tecnologia semelhante a visão de raios-X, cientistas foram capazes de ler livros fechados, apenas identificando as letras impressas em pilhas de até nove páginas grossas.

Esta descoberta pode permitir que dispositivos em escritórios sejam capazes de digitalizar resmas de papel de uma só vez, ou ajudar pesquisadores a digitalizarem livros antigos que são extremamente frágeis de se abrir. Segundo os pesquisadores, essa tecnologia também poderia ser útil para ajudar espiões a lerem correspondências sem precisar abri-las.

Os pesquisadores usaram uma câmera terahertz para digitalizar uma pilha com 300 mícrons de espessura de folhas de papel. Cada uma destas folhas tinha uma única letra com cerca de 8 milímetros de largura, que foi escrita a lápis ou com tinta, em apenas um dos lados.

O algoritmo usado é capaz de deduzir corretamente a distância da câmera sobre 20 páginas em uma pilha, mas a partir de uma profundidade além de nove páginas, a energia do sinal refletido se torna tão baixa que as diferenças entre as assinaturas de frequência acabam sendo inundadas por ruídos, que são típicos desse tio de tecnologia.

Segundo o co-autor do estudo, Barmak Heshmat, que é um engenheiro elétrico do MIT, o sistema usado não era necessariamente o sistema mais top de linha. Se o sistema fosse melhorado ainda mais, os pesquisadores conseguiriam fazer uma leitura ainda mais profunda.

O Museu Metropolitano de Arte em Nova Iorque se mostrou bastante interesse no dispositivo, porque o que eles mais querem, por exemplo, é pode analisar livros antigos que eles não querem nem tocar, devido ao estado frágil que os mesmos se encontram.
Outra possibilidade de maior uso na vida diária pode ser o escaneamento e digitalização de grandes quantidades de documentos sem a necessidade de separar mecanicamente as páginas, o que poderia ser bem útil para bibliotecas, bancos e outros estabelecimentos que precisam lidar com isso diariamente.

Essa tecnologia até mesmo poderia ser usada por espiões, dando-lhes a capacidade de escanear e descobrir informações importantes. Mesmo parecendo algo visto em filmes do agente 007, isso seria possível dependendo do alcance do dispositivo e, é claro, do seu tamanho.

Outras potenciais aplicações industriais podem incluir a análise de quaisquer materiais organizados em camadas finas, tais como camadas de tinta ou revestimentos sobre peças de máquinas ou de produtos farmacêuticos, afirma o pesquisador Barmak Heshmat.

Fonte: Acredite ou Não