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Acadêmicos da Química realizam pesquisa em águas do Campus I da UPF

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Fotos Divulgação

Projeto integra Programa de Iniciação Científica da Universidade de Passo Fundo

O Programa de Iniciação Cientifica do curso de Bacharelado em Química da Universidade de Passo Fundo (UPF) está desenvolvendo uma pesquisa com os acadêmicos Elis Cristina Biazus, Sandro Bolsoni e Valéria Favero Marini. O trabalho, orientado pelas professoras Maria Tereza Friedrich e Clóvia Marozzin Mistura, busca avaliar e quantificar a possível contaminação das águas pelos pesticidas atrazina, metsulfurom-metil e clorimuron-etil no Campus I da UPF.

A pesquisa está sendo realizada no Laboratório de Cromatografia do Centro de Pesquisa em Alimentação (Cepa) e no laboratório de Pesquisa em Química do Instituto de Ciências Exatas e Geociências (Iceg). A produção agrícola está associada ao uso de pesticidas com a finalidade de evitar e combater pragas que podem gerar perdas na colheita. Esses compostos químicos podem ser altamente prejudiciais ao meio ambiente e aos ecossistemas.

Quando os pesticidas são utilizados, os recursos hídricos superficiais e subterrâneos normalmente acabam se tornando seu destino final. Esses pesticidas podem ficar presentes durante anos na água, o que causa risco para o ambiente ao seu redor e para os seres vivos que a consomem.

O Ministério da Saúde publicou a Portaria 2.914, de 12 de dezembro de 2011, que dispõe sobre o controle e a vigilância da qualidade da água para consumo humano e sobre o seu padrão de potabilidade. Estabelece, entre outros parâmetros, os limites máximos de resíduos de pesticidas permitidos em água, entre eles, os valores do herbicida atrazina. Porém, depois que a portaria foi editada, outros pesticidas têm se destacado no uso, como os herbicidas clorimuron-etil e metsulfurom-metil, comercializado como Ally® e Zartan®.