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UPF forma segunda turma do projeto Go Code [Blocks]

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

Iniciativa realizada em parceria com a Fundação Mauricio Sirotsky Sobrinho buscou capacitar jovens do Ensino Médio da rede pública de Passo Fundo em lógica de programação e habilidades profissionais de mercado

Após dois meses de atividades, encerrou na tarde dessa quarta-feira, 1º de novembro, a segunda turma do projeto Go Code [Blocks], desenvolvido pelo Instituto de Ciências Exatas e Geociências da Universidade de Passo Fundo (Iceg/UPF), por meio dos cursos da área de Tecnologia da Informação. A formatura dos estudantes foi realizada no auditório do Iceg e teve a presença da vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da UPF professora Bernadete Maria Dalmolin, do coordenador do projeto professor Eder Pazinatto, além dos professores que foram voluntários no projeto e familiares do go coders. 

A iniciativa ofereceu capacitação em lógica de programação e habilidades profissionais de mercado para 18 jovens de Ensino Médio da rede pública de ensino de Passo Fundo. O curso é uma versão reduzida, inspirada na metodologia do Go Code, realizado em Porto Alegre há três anos pela Fundação Mauricio Sirotsky Sobrinho. O objetivo do projeto é estimular o pensamento computacional, para que os jovens enxerguem o conhecimento da tecnologia digital como ferramenta básica para todas as profissões. Em Passo Fundo, a ação foi promovida com o apoio da Coleurb, da Atua Sistemas de Informação, da Ren9ve Softwares e da Splora. 

Nesta edição, foram 88 alunos inscritos de 14 escolas. Inicialmente, 20 go coders foram selecionados, mas 18 concluíram todas as 60 horas de curso que teve aulas ministradas pelos professores dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e o Mestrado em Computação Aplicada, em um trabalho voluntário. Ao longo das aulas, os jovens foram desafiados a criar aplicativos Android e inspirados a utilizar a tecnologia em suas carreiras. Os alunos tiveram módulos semanais, com disciplinas que envolveram aulas práticas e aulas teóricas, aulas de design thinking, aulas de programação para mobile, aulas de empreendedorismo de inovação, entre outras. 

Na opinião do coordenador do projeto, os alunos conseguiram desenvolver trabalhos muito bons, alguns inclusive próximos a serem implantados. “O mais importante é que a gente focou na ideia de eles criarem algo voltado para a comunidade, com um objetivo social”, explicou o professor. Para Pazinatto, mesmo sendo voltado às áreas de TI, o curso foi uma grande oportunidade de os estudantes pensarem na carreira profissional de um modo geral. “A partir do curso eles tiveram um apanhado geral sobre lógica e programação e pensamento computacional e isso pode auxiliar eles em qualquer carreira, mas com certeza o curso dá maiores habilidades para quem quer seguir na área da tecnologia da informação”, comentou. 

Para a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários da UPF professora Bernadete Maria Dalmolin, o Go Code é uma atividade muito importante para os alunos e também para as escolas. “É um momento em que eles podem aprimorar os seus conhecimentos de computação, de raciocínio lógico, de matemática, de português, de tantas outras disciplinas. É um momento também que eles podem ter o gosto por uma profissão, experimentar um pouco o que significa esse campo do conhecimento e sobretudo de eles descobrirem essa área e quiçá virem cursar um curso de nível superior na nossa instituição”, completou. 

Peterson Antunes, de 17 anos e um dos formandos do projeto, contou que foi uma experiência inovadora que o ajudou a ter certeza de seguir na área de programação. “Foi um nova experiência e eu gostei muito de ter esse contato com os professores, com os alunos do curso e também com o ensino que é oferecido aqui. A área de TI sempre me atraiu, sempre gostei de mexer em computador, mas nunca pensei que eu pudesse programar alguma coisa e gostar tanto”, finalizou.