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Avaliação da Capes revela o crescimento da pós-graduação na UPF

  • Por: Caroline Simor
  • Fotos: Gelsoli Casagrande

Dados divulgados dizem respeito ao stricto sensu. Programas de Pós-Graduação em Educação e em Letras obtiveram nota 5

Ao longo dos últimos anos, a Universidade de Passo Fundo (UPF) tem trabalhado na melhoria, qualificação e ampliação de seus programas de pós-graduação. Esse esforço, feito por meio da capacitação do corpo docente, da internacionalização e do fortalecimento na produção de pesquisas, foi demonstrado na avaliação quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento para Pessoal de Nível Superior (Capes). Os dados divulgados nesta semana revelam o crescimento dos Programas da Universidade. Entre os 15 programas oferecidos pela Instituição, os de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) e em Letras (PPGL) conquistaram a nota 5. Na tarde desta quinta-feira (21/09), foi realizada uma entrevista coletiva que contou com a presença dos representantes dos veículos de comunição, coordenadores dos programas, diretores de Unidades e professores para a apresentação dos dados.

O Sistema de Avaliação desenvolvido pela Capes é conduzido, dentre outros, com base no reconhecimento e na confiabilidade fundados na qualidade assegurada pela análise dos pares; em critérios debatidos e atualizados pela comunidade acadêmico-científica a cada período avaliativo; e na transparência firmada na ampla divulgação das decisões, ações e resultados no portal da Capes e nas páginas das áreas de avaliação. A Avaliação Quadrienal é parte do processo de Permanência e é realizada em 49 áreas de avaliação, número vigente em 2017, seguindo sistemática e conjunto de quesitos básicos estabelecidos no Conselho Técnico Científico da Educação Superior (CTC-ES).

Para o reitor da UPF, professor José Carlos Carles de Souza, o momento é de congraçamento e de reforço das ações que são desenvolvidas. “O resultado obtido pelos nossos programas de pós-graduação perante a avaliação da Capes demonstra o protagonismo da UPF e reitera o nosso posicionamento de aprimorar e ampliar o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação tecnológica. Esse trabalho é fruto da política de expansão e consolidação da ciência na UPF implantada desde 2010. Mesmo tendo uma trajetória recente, nossos programas comprovam uma evolução permanente”, salienta, destacando que o caminho percorrido enche de orgulho toda a equipe envolvida.

Dos 15 programas em andamento na UPF, quatro tiveram aumento na nota e dois conquistaram a nota 5. Os programas de Bioexperimentação, Ensino de Ciências e Matemática, Envelhecimento Humano e Odontologia passaram do conceito 3 para 4. Os programas de Educação e Letras obtiveram a nota 5. 

De acordo com o vice-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, professor Dr. Leonardo José Gil Barcellos, esta é a primeira vez que a Universidade tem dois programas avaliados com o conceito 5. Para ele, esse resultado é fruto do empenho de todos para que a pesquisa e a inovação estivessem cada vez mais presentes. “Vivemos, nos últimos anos, uma expansão sem precedentes no nosso stricto sensu. Oito novos programas, cinco novos cursos de doutorado. Esse desempenho nos aponta caminho irreversível de consolidação. A mudança veio quando tomamos a firme decisão de promover essa expansão, colocando-a como primeira meta em nosso PDI. Retomamos fortemente a capacitação docente, apoiamos a participação em eventos, as publicações internacionais e cursos de formação de todo o tipo.  O trabalho de todos nos propiciou esse momento raro, no qual, num ciclo curto de bem menos do que uma década, crescemos exponencialmente em número e em excelência, agora percebida e devidamente qualificada pelo sistema de avaliação da Capes”, ressaltou.

Presente no evento, a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, professora Dra. Bernadete Maria Dalmolin, ressaltou a importância da integração da Universidade no crescimento de todos os setores e das áreas de conhecimento. “Quando trabalhamos de forma coletiva e sabemos onde queremos chegar o trabalho fica mais fácil. Esse é um caminho que não é curto. Esse resultado é fruto de uma dedicação de longa data que envolveu a todos, tanto professores quanto funcionários e a comunidade. Quando pensamos na excelência acadêmica, precisamos de todos esses movimentos e isso se reflete em todos os demais segmentos da Instituição, qualificando todos os espaços“, expressou.

Na opinião do vice-reitor Administrativo, professor Dr. Agenor Dias de Meira Junior, a Universidade, é uma das maiores instituições de ensino superior do Estado e os resultados estão sendo sentidos a cada ano. “Só temos a agradecer aos professores, funcionários e alunos que dedicaram tempo e esforço para que esse reconhecimento acontecesse. É uma conquista de toda a Instituição”, reforçou.

Uma avaliação que abre portas
O conceito 5 na avaliação da Capes representa não apenas o crescimento dos programas, mas também novas possibilidades. Para o coordenador do PPGEdu, professor Dr. Claudio Almir Dalbosco, a nota coloca o Programa entre os cursos de elite do país, inserido entre os melhores. “Para se chegar a esse conceito, é preciso excelência na produção do corpo docente, teses e dissertações de qualidade, e uma regularidade na história do programa. Esse é um trabalho que vem sendo feito há anos e essa nota é resultado de um plano de metas que orienta as ações do PPGEdu. Agora, abre-se mais espaços para a internacionalização dos programas, com acesso para tipos diferenciados de financiamento, com a participação em editais que são voltados para cursos qualificados”, destacou.

Mais do que uma avaliação positiva, a nota 5 da Capes revela o comprometimento das equipes de trabalho. Segundo a coordenadora do PPGL, professora Dra. Claudia Toldo, o resultado serve como motivação. “Essa avaliação é o reconhecimento do trabalho feito pelo grupo docente e discente do Programa e demonstra o fortalecimento das linhas de pesquisa e das pesquisas realizadas pelos professores. Nosso desafio é manter o 5 e aumentar cada vez mais a excelência de todo trabalho realizado em pesquisas, orientações, aulas e publicações”, frisou.

Crescimento e consolidação
Recebendo o conceito 4 já na primeira avaliação, o Programa de Pós-Graduação em Bioexperimentação (PPGBioexp) tem buscado no trabalho coletivo o crescimento necessário. Para o coordenador, professor Dr. Luiz Carlos Kreutz, a nota vem do incentivo da reitoria e do comprometimento de toda a equipe. “Nós estamos muito satisfeitos com a avaliação da Capes, uma vez que ela sinaliza que estamos trabalhando no caminho certo. Sempre acreditamos que o Programa estava bem e os professores estavam conscientes da importância de fazer um trabalho, buscando a excelência, com boas publicações e, realmente, foi uma surpresa o conceito 4, visto que não é muito comum esse conceito já na primeira avaliação”, pontuou.

Mesmo com pouco tempo de atuação, o Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECM) passou de 3 para o conceito 4. De acordo com o coordenador, professor Dr. Marco Trentin, a qualidade das publicações e o envolvimento com a comunidade foram grandes diferenciais que auxiliaram na avaliação. “É muito gratificante receber esse conceito. Somos sabedores dos critérios rígidos da Capes e de que não é comum que numa primeira avaliação o Programa suba de nota. Ao mesmo tempo, nesse curto espaço, sabíamos do bom trabalho, das boas publicações, da qualidade das dissertações e da qualidade intelectual da produção dos alunos e professores. Também temos a interação social, conseguindo com que a produção científica saia dos muros da Universidade, chegando até a comunidade, o que conta muito nos mestrados profissionais”, destacou.

O Programa de Pós-Graduação em Odontologia também conquistou um nível a mais na avaliação. Para a coordenadora, professora Dra. Paula Benetti, a soma de esforços e o comprometimento ajudaram o Programa a conquistar espaços e a consolidar a sua qualidade. “A progressão mostra a consolidação do Programa como formador de recursos humanos qualificados para atuar de forma crítica e reflexiva na área da saúde. O PPGOdonto gera conhecimentos relevantes à comunidade, o que é evidenciado no aumento da produção científica. É por isso que agradecemos aos professores, aos colaboradores e aos parceiros nacionais e internacionais que se fizeram presentes nesses últimos anos, num trabalho coletivo e comprometido com a ciência”, frisou.

O conceito também atua como força motivadora. De acordo a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano, professora Dra. Ana Carolina Bertoletti de Marchi, o resultado demonstra que o trabalho coletivo deve ser continuado e que outros frutos também virão. “Esse conceito é o esforço conjunto dos professores, com apoio da Instituição, consolidando nossas pesquisas e as práticas que desenvolvemos. Esse resultado nos motiva ainda mais para a busca do Doutorado e mostra que a Universidade está preocupada com uma questão tão pertinente quando o envelhecimento humano e a transformação da sociedade”, salientou.
 

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