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Da sala de aula para a Jornadinha: aprendizado e vivência

  • Por: Assessoria de Imprensa
  • Fotos: Gelsoli Casagrande e Glenda Vívian

Último dia de Jornadinha, despedidas e o início da saudade para quem leu, se envolveu e conheceu de perto os autores que foram apresentados por intermédio dos livros, em sala de aula. Esse é o sentimento de alunos e professores das cerca de 80 escolas que participaram da oitava edição da Jornadinha Nacional de Literatura. Em cinco dias, 20 mil alunos puderam viver entre livros e autores: um mundo de conhecimento, aprendizado e vivências.

“Foi uma das melhores coisas da minha vida”, afirma Natália Eberhardt, estudante do nono ano. Pela primeira vez na Jornadinha, a aluna afirmou que a experiência de conhecer e poder se aproximar dos autores de quem leu os livros e sobre os quais os professores falaram em sala de aula foi algo único em sua vida. “Conheci autores e aprendi mais sobre a literatura do país. Foi ótimo, depois das atividades que tivemos ao longo do ano na escola, poder estar aqui”, comenta. Sua colega de turma Helen Frata também já sente uma pontinha de saudades da Jornadinha. “Já participei outras vezes, mas esta foi diferente, foi melhor. Conhecer mais sobre os autores, eles mesmo contando sobre a vida deles, é muito bom”, comemora a aluna. Para ela, os debates, a aproximação com os autores e a oportunidade de conhecer livros e autores será a melhor lembrança que leva da manifestação literária que oportunizou o envolvimento com o mundo literário.

Se para os estudantes a Jornadinha já gera um sentimento de nostalgia, para professores não é diferente. Carla Michele Borges, professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Zeferino Demétrio Costi, acompanhar os alunos nessa etapa é marcante. “Sempre gostei de trazer os alunos para a Jornada. São vivências que ficam para sempre. É uma movimentação cultural única e uma oportunidade fantástica para eles estarem próximos dos escritores. Poder somar isso ao que fazemos em sala de aula faz com que todo trabalho valha a pena”, salienta.

Nas tendas ou no Espaço Suassuna
Desde que colocavam os pés no complexo da Jornada, fosse nas atividades do palco principal, no Espaço Suassuna, ou nas tendas, o aprendizado tomava conta dos alunos. Isso porque o local reservado às atividades da 8ª Jornadinha levou o nome de “Espaço Lendas Brasileiras - Clarice Lispector”, composto por quatro tendas com nomes alusivos às personagens de lendas brasileiras transcritas por Clarice Lispector na obra “Como nasceram as estrelas” (1987): Tenda Yara, Tenda Malazarte, Tenda Negrinho do Pastoreio e Tenda Curupira.

Para Carolina Almeida Nunes, aluna do oitavo ano, andar por esses locais por si só já a fez se transportar mentalmente a outro mundo. “Sempre gostei de ler e desde que li o livro ‘A vida íntima de Laura’ da Clarice Lispector gosto dela e poder andar por aqui, sabendo que tudo é dedicado a ela, me deixa feliz”, conta.

Sobre a Jornada
A 16ª Jornada Nacional de Literatura e a 8ª Jornadinha Nacional de Literatura são promovidas pela Universidade de Passo Fundo (UPF) e pela Prefeitura de Passo Fundo. Os eventos contam com os patrocínios do Banrisul, da Corsan, da Ambev, da Companhia Zaffari & Bourbon,  da Ipiranga, da Panvel, da SulGás, da Triway e da TechDEC; com o apoio cultural da BSBIOS, do Sesi e da Coleurb; patrocínio promocional da Capes, da Fapergs, da Italac e da Oniz; com a parceria cultural do Sesc; financiamento do Governo do Estado – Secretaria da Cultura – Pró-cultura RS LIC e realização do Ministério da Cultura.